Norma6118-2003
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Ancoragem da armadura de flexão (positiva) nos apoios

usados ga chos no plano vertical, da
dispositivos especiais (ver figura 22.2).

22.2.4.3 Armadura transversal

mínimo de 0,075% bh por face.

No caso de carregamento pela parte inferior da viga, essa armadura deve ser capaz de suspender a
totalidade da carga aplicada (ver figura 22.2).

Essas armaduras devem envolver as armadur

Figura 22.2 - Armação típica de viga-parede com h ≤ l
22.3 Consolos e dentes Gerber

22.3.1 Consolos

22.3.1.1 Conceituação

São considerados consolos os elementos em balanço nos quais a distância (a) da carga aplicada à face do
apoio é menor ou igual à altura útil (d) do consolo (ver figura 22.3).

O consolo é curto se 0,5 d ≤ a ≤ d e muito curto se a < 0,5 d.
O caso em que a > d deve ser tratado como viga em balanço e não mais como consolo.

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Figura 22.3 - Modelo biela-tirante para consolo curto

no topo do consolo, se ancora na biela sob a carga externa vertical Fd de um lado e no pilar ou apoio do outro.

b) a taxa de armadura do tirante a ser considerada no cálculo deve ser limitada superiormente, de modo a

a à compressão da biela ou do cisalhamento equivalente na face do pilar,
garantindo com segurança adequada que a ruptura frágil, pela biela, esteja afastada. Para a verificação

 22.3, limitada a uma inclinação máxima de 1:2 em relação à vertical, nos pontos extremos A e C

d) é fundamental a consideração de esforços horizontais no dimensionamento dos consolos e o seu
conseqüente efeito desfavorável na inclinação da resultante Fd (ver figura 22.3). A ABNT NBR 9062
estabelece valores mínimos desses esforços;

e) no caso geral em que existem cargas horizontais, transversais ou excentricidade da carga vertical na
largura do consolo, diz-se que existe “torção” do consolo; o comportamento estrutural que se observa,
nesse caso, é o de um modelo biela-tirante fora do plano médio do consolo, usualmente com biela e
tirante mais estreitos, ou seja, não se forma a treliça espacial observada na torção de vigas, uma vez
que falta comprimento suficiente para tal.

22.3.1.2 Comportamento estrutural

Os consolos curtos têm um comportamento típico que pode ser descrito por um modelo biela-tirante. O tirante,

A biela inclinada vai da carga até a face do pilar ou apoio, usando toda a altura de consolo disponível (ver
figura 22.3). Alguns aspectos são fundamentais para o sucesso desse comportamento:

a) ancoragem adequada do tirante, abraçando a biela logo abaixo do aparelho de apoio;

garantir o escoamento, antes da ruptura do concreto;

c) verificação da resistênci

da biela pode ser considerada a abertura de carga sob a placa de apoio, conforme indicado na
figura
(ou E) da área de apoio ampliada;

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O s
nã
aumenta a importância da armadura de co articipação significativa na resistência do
consolo, não apenas na sua dutilidade.

22.3.1.3 Modelo de cálculo

Para cálculo e dimensionamento de consolos, podem ser usados modelos planos lineares ou não (não
pla odelos atrito-cisalhamento peitando em cada caso o
seu campo de aplicação.

Qu deve contemplar os aspectos fundam s descritos em 22.3.1.2 e
possuir apoio experimental ou ser derivado de modelo básico já amplamente comprovado por ensaios.

22.3.1.4 Detalhamento

ela

Nessa face não deve ser usado gancho no plano vertical, para evitar ruínas por ruptura de canto ou do
cho. Esses ganchos verticais só podem ser aceitos em consolos de lajes.

dura (tirante) (ver figura 22.4), conforme 9.4.7.1.

s consolos muito curtos têm um comportamento parecido com o dos consolos curtos, mas as diferença
o devem ser neglicenciadas. A biela se encurva ou arqueia no plano do consolo e como conseqüência

stura, que passa a ter p

nos no caso da torção), modelos biela-tirante ou m , res

alquer que seja o modelo adotado, ele entai

22.3.1.4.1 Armadura do tirante

Como o tirante é muito curto, da face externa do consolo até a face oposta do pilar (ou apoio), é essencial
cuidar da ancoragem da armadura prevista para esse tirante, nas duas extremidades, especialmente naqu
junto à extremidade do consolo.

cobrimento lateral do gan

Nessa região, sob carga concentrada, deve ser usada uma ancoragem mais eficiente, como alças no plano
horizontal ou barras transversais soldadas à armadura do tirante ou chapas metálicas soldadas nas
extremidades das barras dessa arma

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Figura 22.4 - Armadura típica de um consolo curto

22.3.1.4.2

A posição e as dimensões do aparelho de apoio devem ser adotadas de forma a permitir que o tirante abrace
a bi rável da
resultante inclinada das cargas sobre a placa de apoio, devida às forças horizontais.

22.3.1.4.3 Armadura de costura

de consolos curtos ou muito curtos sem armadura de costura. Ela é fundamental
para permitir uma ruptura mais dúctil do consolo e evitar redução da carga de ruptura.

22.3

Quando existir carga indireta, deve-se prever armadura de suspensão para a totalidade da carga aplicada.

a viga.

 Aparelho de apoio

ela, conforme detalhe em planta do tirante (ver figura 22.4), levando-se em conta o efeito desfavo

Não é permitido o projeto

.1.4.4 Armadura de suspensão

22.3.2 Dentes Gerber

22.3.2.1 Conceituação

O dente Gerber é uma saliência que se projeta na parte superior da extremidade de uma viga, com o objetivo
de apoiá-la em consolo criado na face de um pilar ou na região inferior da extremidade de outr

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Usualmente, ambos, consolo e dente Gerber, têm altura um pouco menor que metade da altura da viga. As
mesmas conceituações e limitações geométricas criadas para os consolos valem também para os dentes
Gerber.

22.3.2.2 Comportamento

erber têm um comportamento estrutural semelhante ao dos consolos, podendo ser também
As diferenças mais importantes são:

a) a biela orque deve procurar apoio na armadura de suspensão, dentro da
ponto de aplicação da carga (ver figura 22.5);

b) las devidas ao cisalhamento

c) força total F

Os dentes G
descritos por um modelo biela-tirante.

é usualmente mais inclinada, p
viga, na extremidade oposta ao

a armadura principal deve penetrar na viga, procurando ancoragem nas bie
na viga;

a armadura de suspensão deve ser calculada para a d.

Figura 22.5 - Modelo biela-tirante para um dente Gerber

22.3

Para odem ser usados os mesmos princípios estabelecidos para os consolos,

22.3.2.4.1 Generalidades

Aplicam-se as recomendações feitas em 22.3.1.4, com exceção de 22.3.1.4.4, uma vez que o dente Gerber
.

22.3

madura deve ser preferencialmente constituída de estribos, na altura completa da viga, concentrados

22.3.2.4.3 Ancoragem da armadura principal

A armadura principal deve ser ancorada a partir do seu cruzamento com a primeira biela da viga, na sua
altura completa.

.2.3 Modelo de cálculo

 cálculo e dimensionamento, p
desde que sejam feitas as correções necessárias para contemplar as diferenças levantadas em 22.3.2.2.

22.3.2.4 Detalhamento

perde sentido no caso da carga indireta

Deve-se acrescentar ainda o disposto em 22.3.2.4.2 a 22.3.2.4.5.

.2.4.2 Armadura de suspensão

Essa ar
na sua extremidade, conforme figura 22.5.

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.4 Ancoragem da armadura inferior da viga

A ar madura de suspensão.

Cas
tran

22.3

Caso se deseje usar barras dobradas para suspender a carga ou armaduras de protensão longitudinal da
viga, o modelo de cálculo deve ser adaptado para isso.

22.4 Sapatas

o terreno as cargas de fundação, no caso de
fundação direta.

expressão a seguir, a sapata é considerada rígida. Caso contrário, a sapata é
rada como flexível:

a é a dimensão da sapata em uma determinada direção;

ap é a dimensão do pilar na mesma