Norma6118-2003
225 pág.

Norma6118-2003

Disciplina:Materiais de Construção Civil II413 materiais8.245 seguidores
Pré-visualização50 páginas
de
cargas satisfaz:

γf ∆σSs ≤ ∆fsd,fad
e os valores de ∆fsd,f

ABNT NBR 6118:2003

© ABNT 2004 ─ Todos os direitos reservados 177

 concreto1)Tabela 23.2 - Parâmetros para as curvas S-N (Woeller) para os aços dentro do

Armadura passiva, aço CA-50

Valores de ∆fsd,fad,min, para 2x106 ciclos
MPa

 φ
 mm Caso

10 12,5 16 20 22 25 32 40

Tipo2)

Barr
190 185 180 175 165 150 T1

as retas ou dobradas com
190 190

D ≥ 25 φ
Barras retas ou dobradas com:

D < 25 φ
D = 5 φ < 20 mm
D =

105 105 105 105 100 95 90 85 T1

 8 φ ≥ 20 mm
Estribos

85
D = ≤ 85 85 - - - - - T1 3φ 10 mm
Ambiente marinho

Cla
65 65 65 65 65 65 65 65 T4

sse IV

Bar
extremidades) e conectores mecânicos 85 85 T4

ras soldadas (incluindo solda por ponto ou das 85 85 85 85 85 85

Armadura ativa

Caso
MPa

Valores de ∆fpd,fad,min, para 2x106 ciclos

Pré-tração, fio ou cordoalha reto 150 T1

Pós tração, cabos curvos 110 T2

Cabos retos 150 T1

Conectores mecânicos e ancoragens (caso de
cordoalha engraxada) 70 T3

1) Admite-se, para certificação de processos produtivos, justificar os valores desta tabela em ensaios de barras ao ar. A
flutuação de tensões deve ser medida a partir da tensão máxima de 80% da tensão nominal de escoamento e

 freqüência de 5 Hz a 10 Hz.

2) Ver tabela 23.3.

Tabela 23.3 - Tipos da curva S-N

Tipo N* k1 k2
T1 106 5 9

T2 106 3 7

T3 106 3 5

T4 107 3 5

ABNT NBR 6118:2003

178 © ABNT 2004 ─ Todos os direitos reservados

os de reta da forma (∆fSd,fad) x N = constante.
A função da resistência à fadiga para o aço, representada em escala log.log (ver figura 23.2), consiste em
segment m

Figura 23.2 - Formato das curvas de resistência característica à fadiga (curvas S-N) para o aço

Em nenhum caso deve-se considerar resistência à fadiga maior que a da barra reta.

No caso em que se possa comprovar experimentalmente que o aço a ser utilizado na estrutura apresenta
características de resistência à fadiga superiores às aqui indicadas, permite-se o uso dessas características
no cálculo.

No caso das marcas de identificação do fabricante, este deve apresentar os valores de resistência à fadiga
conseqüentes de eventual concentração de tensões provocadas pelo formato do relevo da marca na barra.

Considera-se que os valores apresentados para a resistência à fadiga dos aços da armadura passiva
referem-se a barras nervuradas de alta aderência, nas quais as saliências transversais e longitudinais não se
cruzam nem apresentam:

5,0
h
r <

onde:

h é a altura da saliência;

r é o raio da curva de concordância da saliência com o corpo da barra.

Na falta de dados experimentais específicos que comprovem que barras que não respeitem essa
configuração satisfazem a tabela 23.2, permite-se utilizá-las com uma redução de 30% da flutuação da
tensão limite dada na tabela 23.2.

23.6 Estados limites de serviço

As modificações introduzidas pela repetição das solicitações podem afetar significativamente as estruturas do
ponto de vista de seu comportamento em serviço, particularmente no que diz respeito ao aparecimento de
fissuras não existentes sob ações estáticas, ao agravamento de fissuração já existente e ao aumento das
deformações.

ABNT NBR 6118:2003

© ABNT 2004 ─ Todos os direitos reservados 179

O aumento das deformações é progressivo sob ações dinâmicas cíclicas e soma-se ao aumento de
eito cíclico pode ser

a é a deformação no primeiro ciclo devido à carga máxima;

deformações decorrentes da fluência. Na falta de dados experimentais conclusivos, o ef
estimado pela expressão:

])0,25 0,05 ( exp ,50 1,5[1n naa −−=

onde:

an é a deformação no enésimo ciclo devido à carga máxima;

1

n é o número de ciclos.

ABNT NBR 6118:2003

180 © ABNT 2004 ─ Todos os direitos reservados

aplicação dos conceitos estabelecidos nesta seção, os
riam gerar dúvidas, encontram-se a seguir definidos.

ue a mesma orientação estabelecida na seção 4. Dessa forma, os
o apresentado em 4.3.

εc - Deformação específica do concreto
εc,lim - Deformação à compressão do concreto na ruptura
εct - Deformação de tração no concreto
εct,lim - Deformação de tração do concreto na ruptura
σcmd - Tensão no concreto comprimido média de cálculo
τTRd - Tensão de cisalhamento resistente à torção de cálculo
τwRd - Tensão de cisalhamento resistente à força cortante de cálculo
τRd - Tensão de cisalhamento resistente de cálculo

24.2 Campo de aplicação

O concreto simples estrutural deve ter garantidas algumas condições básicas, como confinamento lateral
(caso de estacas ou tubos), compressão em toda seção transversal (caso de arcos), apoio vertical contínuo
no solo ou em outra peça estrutural (caso de pilares, paredes, blocos ou pedestais).

Não é permitido o uso de concreto simples em estruturas sujeitas a sismos ou a explosões e em casos onde
a dutilidade seja qualidade importante da estrutura.

24.3 Materiais e propriedades

Devem ser atendidas as exigências para concreto constantes da seção 8, podendo ser utilizado concreto a
partir da classe C10 (ABNT NBR 8953).

24.4 Juntas e disposições construtivas

As juntas de dilatação devem ser previstas pelo menos a cada 15 m. No caso de ser necessário afastamento
maior, devem ser considerados no cálculo os efeitos da retração térmica do concreto (como conseqüência do
calor de hidratação), da retração hidráulica e dos abaixamentos de temperatura.

Qualquer armadura eventualmente existente no concreto simples deve terminar pelo menos a 6 cm das
juntas.

24 Concreto simples

24.1 Simbologia específica desta seção

 De forma a simplificar a compreensão e, portanto, a
símbolos mais utilizados, ou que pode

A simbologia apresentada nesta seção seg
símbolos subscritos têm o mesmo significad

ea - Excentricidade adicional

ex , ey - Excentricidades nas direções x , y

exa , eya - Excentricidades adicionais nas direções x , y

Ae - Área eficaz

ABNT NBR 6118:2003

© ABNT 2004 ─ Todos os direitos reservados 181

Interrupções de concretagem só podem ser feita

Deve ser garantida a estabilidade lateral das simples por meio de contraventamentos (ver
seção 15).

24.5 Projeto estrutural

24.5.1 Generalidades

creto simples devem ser projetados pelo método dos estados limites, usando
ão já prescritos para o concreto armado (ver seções 10 e 11).

24.5.2 Tensões resistentes de cálculo

ncreto simples devida às cargas e esforços majorados não
res das tensões resistentes de cálculo. Em todos os casos de aplicação do concreto
e ser adotado γc = 1,2 x 1,4 = 1,68. No caso da tração, esta tensão máxima deve ser

s nas juntas.

peças de concreto

Os elementos estruturais de con
os mesmos coeficientes de ponderaç

A resistência à tração do concreto pode ser considerada no cálculo, desde que sob o efeito das ações
majoradas não sejam excedidos os valores últimos, tanto na tração como na compressão.

No caso de carregamentos de longa duração deve ser considerada a fluência do concreto, conforme seção 8.

24.5.2.1 A tensão máxima nas fibras de co
deve exceder os valo
simples estrutural dev

baseada no valor característico inferior da resistência à tração, conforme 8.2.5, tal que:
c

inf,ctk
ctd γ=

f
f

24.5 es resistentes de cálculo (valores limites das tensões determinadas com as
solicitações atuantes de cálculo) são dados a seguir:

fibra extrema à compressão σcRd = 0,85 fcd;

24.5
peç

/ fck) na flexo-compressão.

sendo a determinação da influência da força normal externa de compressão dada pelo fator:

σ ≤

τRd = 0,30 f ≤ 1,0 MPa
24.5.2.5 O valor da tensão de cisalhamento resistente de cálculo, nos elementos estruturais submetidos à
torção simples, deve ser calculado por:

 1,0 MPa
curvas ou que estejam sujeitas à torção de equilíbrio não devem ser de concreto simples.

.2.2 Os valores das tensõ

⎯
⎯ fibra extrema à tração σctRd = 0,85 fctd.
.2.3 Os valores das tensões de cisalhamento resistentes de cálculo, relativas à força cortante