Norma6118-2003
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Norma6118-2003

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nominal (cnom), que é o cobrimento mínimo acrescido da tolerância de execução (∆c). Assim, as dimensões
das armaduras e os espaçadores devem respeitar os cobrimentos nominais, estabelecidos na tabela 7.2,
para ∆c = 10 mm.
7.4.7.3 Nas obras correntes o valor de ∆c deve ser maior ou igual a 10 mm.
7.4.7.4 Quando houver um adequado controle de qualidade e rígidos limites de tolerância da
variabilidade das medidas durante a execução pode ser adotado o valor ∆c = 5 mm, mas a exigência de
controle rigoroso deve ser explicitada nos desenhos de projeto. Permite-se, então, a redução dos
cobrimentos nominais prescritos na tabela 7.2 em 5 mm.

7.4.7.5 Os cobrimentos nominais e mínimos estão sempre referidos à superfície da armadura externa,
em geral à face externa do estribo. O cobrimento nominal de uma determinada barra deve sempre ser:

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a) cnom ≥ φ barra;

b) cnom ≥ φ feixe = φn = φ n ;
c) cnom ≥ 0,5 φ bainha.
7.4.7.6 A dimensão máxima característica do agregado graúdo utilizado no concreto não pode superar
em 20% a espessura nominal do cobrimento, ou seja:

dmáx ≤ 1,2 cnom

Tabela 7.2 - Correspondência entre classe de agressividade ambiental e
cobrimento nominal para ∆c = 10 mm

Classe de agressividade ambiental (tabela 6.1)

I II III IV3)
Tipo de estrutura Componente ou elemento Cobrimento nominal

mm

Laje2) 20 25 35 45
Concreto armado

Viga/Pilar 25 30 40 50

Concreto protendido1) Todos 30 35 45 55
1) Cobrimento nominal da armadura passiva que envolve a bainha ou os fios, cabos e cordoalhas, sempre superior ao
especificado para o elemento de concreto armado, devido aos riscos de corrosão fragilizante sob tensão.
2) Para a face superior de lajes e vigas que serão revestidas com argamassa de contrapiso, com revestimentos finais
secos tipo carpete e madeira, com argamassa de revestimento e acabamento tais como pisos de elevado
desempenho, pisos cerâmicos, pisos asfálticos e outros tantos, as exigências desta tabela podem ser substituídas
por 7.4.7.5, respeitado um cobrimento nominal ≥ 15 mm.
3) Nas faces inferiores de lajes e vigas de reservatórios, estações de tratamento de água e esgoto, condutos de
esgoto, canaletas de efluentes e outras obras em ambientes química e intensamente agressivos, a armadura deve ter
cobrimento nominal ≥ 45 mm.

7.4.7.7 No caso de elementos estruturais pré-fabricados, os valores relativos ao cobrimento das
armaduras (tabela 7.2) devem seguir o disposto na ABNT NBR 9062.

7.5 Detalhamento das armaduras

7.5.1 As barras devem ser dispostas dentro do componente ou elemento estrutural, de modo a permitir e
facilitar a boa qualidade das operações de lançamento e adensamento do concreto.

7.5.2 Para garantir um bom adensamento é vital prever no detalhamento da disposição das armaduras
espaço suficiente para entrada da agulha do vibrador.

7.6 Controle da fissuração

7.6.1 O risco e a evolução da corrosão do aço na região das fissuras de flexão transversais à armadura
principal dependem essencialmente da qualidade e da espessura do concreto de cobrimento da armadura.
Aberturas características limites de fissuras na superfície do concreto dadas em 13.4.2, em componentes ou
elementos de concreto armado, são satisfatórias para as exigências de durabilidade.

7.6.2 Devido à sua maior sensibilidade à corrosão sob tensão, o controle de fissuras na superfície do
concreto na região das armaduras ativas deve obedecer ao disposto em 13.4.2.

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7.7 Medidas especiais

Em condições de exposição adversas devem ser tomadas medidas especiais de proteção e conservação do
tipo: aplicação de revestimentos hidrofugantes e pinturas impermeabilizantes sobre as superfícies do
concreto, revestimentos de argamassas, de cerâmicas ou outros sobre a superfície do concreto,
galvanização da armadura, proteção catódica da armadura e outros.

7.8 Inspeção e manutenção preventiva

7.8.1 O conjunto de projetos relativos a uma obra deve orientar-se sob uma estratégia explícita que facilite
procedimentos de inspeção e manutenção preventiva da construção.

7.8.2 O manual de utilização, inspeção e manutenção deve ser produzido conforme 25.4.

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8 Propriedades dos materiais

8.1 Simbologia específica desta seção

De forma a simplificar a compreensão e, portanto, a aplicação dos conceitos estabelecidos nesta seção, os
símbolos mais utilizados, ou que poderiam gerar dúvidas, encontram-se a seguir definidos.

A simbologia apresentada nesta seção segue a mesma orientação estabelecida na seção 4. Dessa forma, os
símbolos subscritos têm o mesmo significado apresentado em 4.3.

fc - Resistência à compressão do concreto

fcd - Resistência de cálculo à compressão do concreto

fcj - Resistência à compressão do concreto aos j dias

fck - Resistência característica à compressão do concreto

fcm - Resistência média à compressão do concreto

fct - Resistência do concreto à tração direta

fct,m - Resistência média à tração do concreto

fct,f - Resistência do concreto à tração na flexão

fct,sp - Resistência do concreto à tração indireta

fst - Resistência à tração do aço de armadura passiva

fy - Resistência ao escoamento do aço de armadura passiva

fpt - Resistência à tração do aço de armadura ativa

fpy - Resistência ao escoamento do aço de armadura ativa

Eci - Módulo de elasticidade ou módulo de deformação tangente inicial do concreto, referindo-se sempre ao
módulo cordal a 30% fc

Ecs - Módulo de elasticidade secante do concreto, também denominado módulo de deformação secante do
concreto

Eci (t0) - Módulo de elasticidade ou módulo de deformação inicial do concreto no instante t0

Eci28 - Módulo de elasticidade ou módulo de deformação inicial do concreto aos 28 dias

Ep - Módulo de elasticidade do aço de armadura ativa

Es - Módulo de elasticidade do aço de armadura passiva

Gc - Módulo de elasticidade transversal do concreto

εu - Deformação específica do aço na ruptura
εy - Deformação específica de escoamento do aço
ν - Coeficiente de Poisson

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8.2 Concreto

8.2.1 Classes

Esta Norma se aplica a concretos compreendidos nas classes de resistência do grupo I, indicadas na
ABNT NBR 8953, ou seja, até C50.

A classe C20, ou superior, se aplica a concreto com armadura passiva e a classe C25, ou superior, a
concreto com armadura ativa. A classe C15 pode ser usada apenas em fundações, conforme
ABNT NBR 6122, e em obras provisórias.

8.2.2 Massa específica

Esta Norma se aplica a concretos de massa específica normal, que são aqueles que, depois de secos em
estufa, têm massa específica (ρc) compreendida entre 2 000 kg/m3 e 2 800 kg/m3.
Se a massa específica real não for conhecida, para efeito de cálculo, pode-se adotar para o concreto simples
o valor 2 400 kg/m3 e para o concreto armado 2 500 kg/m3.

Quando se conhecer a massa específica do concreto utilizado, pode-se considerar para valor da massa
específica do concreto armado aquela do concreto simples acrescida de 100 kg/m3 a 150 kg/m3.

8.2.3 Coeficiente de dilatação térmica

Para efeito de análise estrutural, o coeficiente de dilatação térmica pode ser admitido como sendo igual
a 10-5/°C.

8.2.4 Resistência à compressão

As prescrições desta Norma referem-se à resistência à compressão obtida em ensaios de cilindros moldados
segundo a ABNT NBR 5738, realizados de acordo com a ABNT NBR 5739.

Quando não for indicada a idade, as resistências referem-se à idade de 28 d. A estimativa da resistência à
compressão média, fcmj, correspondente a uma resistência fckj especificada, deve ser feita conforme indicado
na ABNT NBR 12655.

A evolução da resistência à compressão com a idade deve ser obtida através de ensaios especialmente
executados para tal. Na ausência desses resultados experimentais