Economia Regional e Urbana
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o fordista. Parte-se, portanto,
de uma análise economicista do território que é baseada em fundamentos econômicos
frágeis. Embora com uma argumentação mais consistente quanto ao caráter geral da
formação das áreas metropolitanas, a escola californiana ainda confere uma ênfase
exagerada à minimização dos custos de transação e à produção da inovação como um
fator determinante da competitividade. Embora estes fatores sejam importantes para
o crescimento econômico das grandes metrópoles, o foco nas condições microeconô-
micas das empresas obscurece as consequências das condições políticas nacionais e das
políticas macroeconômicas, deixadas de lado ao se desconsiderar os Estados nacionais
numa eventual rede global de regiões sem fronteiras.

Não se trata, portanto, de se encontrarem, como diz Veltz, processos mágicos
que determinem o futuro das grandes (ou mesmo pequenas) aglomerações urbanas.
Entender os processos históricos que as forjaram (e as condições sociopolíticas para
tanto) é fundamental para analisar a evolução recente dos processos territoriais.

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