Manual de procedimentos de água em vigilância em saúde ambiental.
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Manual de procedimentos de água em vigilância em saúde ambiental.

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Manual de procedimentos de vigilância em saúde ambiental relacionada à qualidade da água para consumo humano

105 Secretaria de Vigilância em Saúde

PARÂMETROS PRINCíPIO ANALíTICO/EQUIPAMENTO REFERêNCIAS*

1,2 Dicloroetano Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6200 B, C

1,1 Dicloroeteno Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6200 B, C

Diclorometano Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6200 B, C

Estireno Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6200 B, C
Tetracloreto de
carbono Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6200 B, C

Tetracloroeteno Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6040 B; 6200 B, C

Triclorobenzenos Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6040; 6200 B, C; 6410B
Tricloroeteno Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6040 B; 6200 B, C

Agrotóxicos
Aldrin e dieldrin Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6410 B, 6630 B, C

Bentazona Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6640 B

Clordano (isômeros) Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6410 B, 6630 B, C

2,4 D Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6640 B

DDT (isômeros) Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6410 B, 6630 B, C

Endossulfan Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6410 B, 6630 B, C
Endrin Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6410 B, 6630 B, C
Glifosato Cromatografia líquida 6651 B

Heptacloro e
Heptacloro epóxido Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6410 B, 6630 B, C

Hexaclorobenzeno Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6040 B; 6410 B
Lindano (γ-BHC) Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6630 B
Metoxicloro Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6630 B

Pentaclorofenol Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6410 B; 6420 B; 6640B
Trifluralina Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6630 B

Cianotoxinas

Microcistinas3 Cromatografia líquida (LD 1 µg/L); imunoensaio (ELISA – kits comerciais, LD 16ppb)
Chorus e Bartram

(1999)
Desinfetantes e produtos secundários da desinfecção

Clorito Amperometria, titulometria, colorimetria (DPD) 4500 ClO2 C, D, E

Cloro livre Amperometria, titulometria, colorimetria (DPD) 4500 Cl- D, E, F, G, H

Monocloramina Amperometria, titulometria, colorimetria (DPD) 4500 Cl- D, F, G

2,4,6 Triclorofenol Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6251, 6410 B, 6420 B
Trihalometanos Total Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6232 B, C, D

Alumínio Espectrofotometria de luz visível, espectrofotometria de absorção atômica, espectrometria de massa 3500 – Al

Continuação

Continua...

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PARÂMETROS PRINCíPIO ANALíTICO/EQUIPAMENTO REFERêNCIAS*

Amônia Espectrofotometria de luz visível, potenciometria – eletrodo seletivo
4500 – NH3
D,E,F,G,H

Cloreto Titulometria, espectrofotometria de luz visível 4500 – Cl
- B, C, D, E

4110

Dureza Titulometria 2340

Ferro Espectrofotometria de luz visível espectrofotometria de absorção atômica, 3500 – Fe

Manganês Espectrofotometria de luz visível, espectrofotometria de absorção atômica 3500 – Mn

Sódio Espectrometria de chama 3500 – Na
Sulfato Turbidimetria, gravimetria, cromatografia iônica 4500 – SO4

2-, 4110
Sulfeto de
hidrogênio Potenciometria – eletrodo seletivo 4500 – S

2-

Surfactantes Espectrofotometria de luz visível 5540

zinco Espectrofotometria de luz visível espectrofotometria de absorção atômica 3500 – zn

Químicos orgânicos – padrão de aceitação para consumo
Etilbenzeno Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6040 B; 6200 B, C

Monoclorobenzeno Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6040 B; 6200 B, C

Tolueno Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6200 B,C
xileno Cromatografia gasosa/espectrometria de massa 6040 B; 6200 B, C

Físicos – padrão de aceitação para consumo
Cor verdadeira Comparação visual com padrões de Pt-Co 2120 B
Sólidos dissolvidos
totais Método gravimétrico com secagem a 180

0C 2540 C

Turbidez Método nefelométrico 2130

* A menos que especificado em contrário, as referências são do Standard Methods for the Exami-
nation of Water and Wastewater (APHA,1995) EPA: Environmetal Protection Agency (EUA).

Continuação

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PARÂMETROS MICROBIOLóGICOS

Tabela 4.10 – Métodos analíticos empregados na aplicação da Portaria no
518/2004, Ministério da Saúde, para análise dos parâmetros microbiológicos

MICROBIOLóGICOS
PARÂMETROS PRINCíPIO ANALíTICO REFERêNCIAS*

Organismos indicadores
Coliformes (totais) Tubos múltiplos – fermentação da lactose, membrana

filtrante, técnica do substrato definido – métodos
cromogênicos

9221 B D, 9222 B,
9223

Coliformes termotolerantes Tubos múltiplos – fermentação da lactose, membrana
filtrante

9221 E, 9222 D

E. coli Tubos múltiplos – fermentação da lactose, membrana
filtrante, técnica do substrato definido – métodos

cromogênicos

9221 F, 9223

Contagem de bactérias
heterotróficas

Contagem em placas 9215 B C D

Organismos patogênicos
Giardia
Cryptosporidium

Concentração – identificação em microscopia de
imunofluorescência EPA 1622 1623

Cianobactérias Microscopia Chorus e Bartram
(1999)

Vírus Soro neutralização 9150

* A menos que especificado em contrário, as referências são do Standard Methods for the Exami-
nation of Water and Wastewater (APHA,1995) EPA: Environmental Protection Agency (EUA).

Técnicas de detecção de coliformes

As técnicas de detecção de coliformes encontram-se assentes na verificação de
respostas bioquímicas com base no crescimento das bactérias em meios de cultura
específicos. Os métodos tradicionais valem-se fundamentalmente das seguintes ca-
racterísticas básicas das bactérias do grupo coliforme:

• fermentação da lactose com produção de ácido e gás em 24-48 horas a 35-37 oC:
coliformes (totais);

• fermentação da lactose com produção de ácido e gás em 24 horas a 44-45 oC:
coliformes termotolerantes (fecais);

• fermentação da lactose com produção de ácido e gás e produção simultânea
de indol a partir do tryptophano em 24 horas a 44-45 oC: E. coli.

Como as condições ambientais em águas naturais e tratadas são adversas às
bactérias entéricas, estas podem encontrar-se em condições de estresse metabólico
e, para se evitar resultados falso-negativos, devem ser-lhes oferecidas condições de

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108 Secretaria de Vigilância em Saúde

crescimento as mais favoráveis possíveis. Por essa razão, as amostras são inicial-
mente incubadas em meios de cultura pouco seletivos, o que vem a constituir os
ensaios presuntivos. Entretanto, os ensaios presuntivos podem incluir resultados
falso-positivos e, por isso, devem ser confirmados em meios de cultura mais seleti-
vos, constituindo os ensaios confirmativos.

As técnicas de determinação de coliformes baseadas na fermentação da lactose
são trabalhosas: requerem duas temperaturas de incubação (35,5 ± 0,2 oC para
coliformes totais e 44,5 ± 0,2 oC para coliformes termotolerantes) e sucessivas repi-
cagens, podendo totalizar 72 h para leitura conclusiva

Os métodos cromogênicos são superiores em sensibilidade e especificidade na
detecção de coliformes e E. coli (menor ocorrência de resultados falso-positivos e
falso-negativos) por serem baseados na hidrólise de substratos definidos por enzi-
mas específicas das espécies. Adicionalmente, apresentam as grandes vantagens de
dispensar o emprego de temperatura elevada (não há determinação de coliformes
termotolerantes) e fornecer leitura em 24 h, tanto para coliformes totais quanto
para E. coli, em geral prescindindo de testes confirmativos.

As análises podem também ser qualitativas (presença/ausência – P/A) e quan-
titativas, quando se pretende, respectivamente, detectar a mera presença de um or-
ganismo