Manual de procedimentos de água em vigilância em saúde ambiental.
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Manual de procedimentos de água em vigilância em saúde ambiental.

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10/12/01 0,115 0,241 0,081 ND

18/12/01 0,889 3,422 ND ND

17/01/02 3,023 0,276 0,063 ND

24/01/02 0,246 0,371 0,034 ND

05/02/02 1,214 0,256 0,157 0,042

21/02/02 0,567 0,276 0,375 0,065

28/02/02 0,202 0,461 0,076 0,035

14/03/02 0,538 0,518 0,131 0,021

Continuação

Continua...

Manual de procedimentos de vigilância em saúde ambiental relacionada à qualidade da água para consumo humano

190 Secretaria de Vigilância em Saúde

DATA PA1 PA2 PA3 PA4

28/03/02 0,800 0,307 ND ND

12/04/02 0,337 2,477 ND ND

25/04/02 0,308 0,195 0,024 0

29/04/02 0,338 0,197 0,146 0,274

06/05/02 1,492 1,332 0,707 0,663

15/05/02 0,673 0,564 0,086 0,074

27/05/02 0,851 0,323 0,04 0,023

04/06/02 0,613 NR 0,029 0,046

IFe (%) 20,0 45,8 88,0 96,0

Estatística
descritiva

PA1 PA2 PA3 PA4

Mínimo 0,07 0,02 0,00 0,00

Máximo 3,02 3,42 0,74 0,66

Mediana 0,54 0,31 0,08 0,04

Média 0,67 0,59 0,13 0,07

Desvio-
padrão

0,61 0,79 0,19 0,14

Sistematização e interpretação do banco de dados anual
da qualidade da água distribuída

DETERMINAÇÃO DE COLIFORMES NAS PONTAS DE REDE (P/A)

DATA PA1 PA2 PA3 PA4

21/08/01 ND ND ND ND

28/08/01 ND ND ND ND

05/09/01 ND ND ND ND

12/09/01 ND ND ND ND

19/09/01 ND ND ND ND

16/10/01 ND ND ND ND

23/10/01 ND ND ND ND

01/11/01 ND ND ND ND

08/11/01 ND ND* ND ND*

15/11/01 ND ND* ND ND

22/11/01 ND ND* ND ND*

Continuação

Continua...

Manual de procedimentos de vigilância em saúde ambiental relacionada à qualidade da água para consumo humano

191 Secretaria de Vigilância em Saúde

DATA PA1 PA2 PA3 PA4

28/11/01 ND ND* ND ND

05/12/01 ND ND* ND ND

12/12/01 ND ND* ND ND

19/12/01 ND ND* ND ND

13/01/02 ND ND* ND ND

20/01/02 ND* ND ND ND

27/01/02 ND ND ND ND

08/02/02 ND ND* ND ND

21/02/02 ND ND ND ND

28/02/02 ND ND* ND ND

14/03/02 ND ND* ND ND

21/03/02 ND ND ND ND

30/03/02 ND ND* ND ND

15/04/02 ND ND* ND ND

21/04/02 ND ND* ND ND

25/04/02 ND ND* ND ND

07/05/02 ND ND ND ND

15/05/02 ND ND ND ND*

27/05/02 ND ND ND ND

05/06/02 ND ND ND ND

13/06/02 ND* ND ND ND

15/07/02 ND ND ND ND

31/07/02 ND ND ND ND

IB (%) 100,0 100,0 100,0 100,0

ND: não detectado;

P/A: presença/ausência;

* Resultado presuntivo positivo.

Análise dos resultados do controle de qualidade da água no sistema
de distribuição

Observa-se que nas pontas de rede PA1 e PA2 a manutenção do
teor de cloro residual mínimo (0,2 mg/L) é problemática; em PA3 e
PA4 a situação é mais estável, embora no período analisado não se
tenha alcançado 100% de atendimento. Os pontos PA1 e PA2 mos-

Continuação

Manual de procedimentos de vigilância em saúde ambiental relacionada à qualidade da água para consumo humano

192 Secretaria de Vigilância em Saúde

tram-se também mais problemáticos no atendimento dos padrões de
ferro e cor.

Em relação à turbidez, com exceção de dois eventos nos pontos
PA1 e PA2, a água permaneceu de acordo com o limite estabelecido
para a turbidez. Chamam atenção os elevados valores de turbidez e
cor no dia 17/01 em PA1, possivelmente em razão de algum problema
na própria rede de distribuição. A análise da estatística descritiva dos
dados de turbidez confirma a estabilidade do sistema no atendimento
ao padrão, podendo o evento do dia 17/01 ser interpretado como um
problema pontual.

Embora a água atenda sistematicamente ao padrão bacteriológico,
a julgar pelos resultados de cloro residual, ferro e cor, seria conside-
rada não conforme. O problema sugere necessidades de correção da
dosagem de cloro na estação de tratamento de água e a verificação
do estado de conservação da rede, principalmente em direção aos
pontos PA1 e PA2.

Chama também atenção a elevada ocorrência de resultados presun-
tivos positivos de coliformes totais em PA1. Poder-se-ia estar perante
um problema de formação de biofilmes na rede de distribuição nos
trechos que contribuem aos PA1 e PA2 e não exatamente um proble-
ma de contaminação. Esses resultados constituem um indício de maior
vulnerabilidade desse trecho da rede de distribuição e devem ser verifi-
cados se os procedimentos de recoleta são realizados de acordo com o
estabelecido na Portaria MS no 518/2004. (Art. 11 § 1o No controle da
qualidade da água, quando forem detectadas amostras com resultado
positivo para coliformes totais, mesmo em ensaios presuntivos, novas
amostras devem ser coletadas em dias imediatamente sucessivos até
que as novas amostras revelem resultado satisfatório. Nos sistemas de
distribuição, a recoleta deve incluir, no mínimo, três amostras simultâ-
neas, sendo uma no mesmo ponto e duas outras localizadas a montan-
te e a jusante.)

O exemplo anterior demonstra como, na medida do possível, no âmbito
municipal, a Vigilância deve estender sua ação de análise de informações para
além do mero recebimento de relatórios mensais e alimentação do Siságua.
O estudo de caso explicita como avaliações individuais e segmentadas ape-
nas revelam, pontualmente, a qualidade da água e como a sistematização dos
dados em séries históricas e espaciais se prestam bem aos objetivos da Vigi-
lância. Os resultados servem de orientação para o plano de amostragem da
Vigilância, dando-se, no caso em questão, ênfase à vigilância da qualidade da
água nas ramificações ETA-PA1 e ETA-PA2.

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193 Secretaria de Vigilância em Saúde

10.3 ANÁLISE DAS INFORMAÇõES DA VIGILÂNCIA DA
QUALIDADE DA ÁGUA PARA CONSUMO HUMANO

SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

O conteúdo deste item será desenvolvido com o exemplo da consolidação e in-
terpretação de resultados da vigilância da qualidade da água de dois sistemas de
abastecimento de um município real, porém com nome fictício – Água Azul, com
cerca de 22 mil habitantes.

Caracterização do sistema de abastecimento de água e das práticas opera-
cionais e de controle da qualidade da água adotadas

A análise do cadastro e as informações levantadas em inspeções
realizadas nos dois sistemas de abastecimento de água do município
de Água Azul permitiram o seguinte relatório sintético de caracteriza-
ção dos sistemas:

• Sistema 1 – abastece as áreas centrais e norte da cidade, com um
total de 4.900 ligações. O sistema é suprido pelo córrego Água Azul.
Por causa das prolongadas secas que atingem a região desde 1997,
o reservatório encontra-se bem abaixo de seu nível normal. A água
bruta é encaminhada a uma ETA com tratamento completo – coa-
gulação/floculação, decantação (dois decantadores), filtração (oito
filtros), desinfecção com cloro-gás por meio de cilindros de 900 kg.
A ETA projetada para operar com capacidade de 50 L/s opera com
capacidade superior à projetada. O resultado é o comprometimento
do processo de decantação e sobrecarga dos filtros, o que pode ser
observado pelo fluxo de água dos floculadores e decantadores. Nota-
se a presença abundante de folhas e outros sobrenadantes, indicando
a necessidade de instalação de dispositivo para retirada de materiais
grosseiros na captação. O reservatório da ETA tem capacidade para
2.000 m3. Na ETA é efetuado o controle de alguns parâmetros opera-
cionais, como CRL, flúor e turbidez.

• Sistema 2 – abastece o lado sul de Água Azul, com um total de
700 domicílios. O Ribeirão do Corvo é o manancial abastecedor,
com barragem de regularização de vazões. Até novembro de 2002,
o processo de tratamento era composto apenas por remoção de
areia e desinfecção. O novo tratamento é realizado em uma ETA
constituída por filtração direta (duas unidades filtrantes) com pré-
aplicação de coagulantes, desinfecção (pré e pós-cloração) e fluo-

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194 Secretaria de Vigilância em Saúde

retação. A ETA tem capacidade para tratar até 50 L/s. No local há
um reservatório com capacidade para 100 m3 para reservação de
água de lavagem dos filtros.

Sistematização dos dados do plano de amostragem de vigilância
da qualidade