Resumo Mandato
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Resumo Mandato

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Resumo Mandato

1. Conceito: Opera-se o mandato quando alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome, praticar atos ou administrar interesses (CC, art. 653).

Principal característica: é a ideia de representação, que o distingue da locação de serviços e da comissão mercantil. Por essa razão, os atos do mandatário vinculam o mandante, se dentro dos poderes outorgados (art. 679). Os praticados além deles só o vinculam se forem por ele ratificados (art. 665).
2. Espécies de representantes:

a) legais – pais, tutores, curadores;

b) judiciais – nomeados pelo juiz

c) convencionais – recebem procuração para agir em nome do mandante

3. Natureza jurídica:

a) É de contrato, porque depende de aceitação, que pode ser expressa ou tácita (pelo começo de execução: art. 659).

b) É consensual – aperfeiçoa-se com o acordo de vontades
c) É personalíssimo ou intuiu personae (baseia-se na confiança)

d) É não solene, por serem admitidos os mandato tácito e o verbal (art. 656)

e) Em regra, gratuito (art. 658), exceto se outorgado a quem exerce a profissão de mandatário, quando se presume oneroso.
f) Em regra, unilateral, porque gera obrigações somente para o mandatário, podendo classificar-se como bilateral imperfeito (podendo gerar obrigação de pagar perdas e danos sofridos pelo mandatário). Toda vez que se convenciona a remuneração, passa a ser contrato bilateral oneroso.

4. Pessoas que podem dar e receber mandato:
a) Sendo um contrato, o mandato reclama consentimento das partes, exigindo capacidade do mandante e do mandatário.

b) Toda pessoa capaz é apta para outorgar mandato mediante instrumento particular (art. 654). Os menores púberes, assistidos, firmam a procuração junto com os seus representantes, por instrumento público se for ad negotia. A ad judicia pode ser outorgada por instrumento particular (CPC, art. 38).

c) O maior de 16 anos e menor de 18 anos não emancipado pode ser mandatário, mas o mandante não tem ação contra ele, senão de conformidade com as regras gerais, aplicáveis às obrigações contraídas por menores (art. 666).

5. Requisitos da procuração:

a) Encontram-se no § 1º do art. 654, dentre eles a qualificação do outorgante e do outorgado e a natureza e extensão dos poderes conferidos.
b) A outorga do mandato está sujeita à forma exigida por lei para o ato a ser praticado (art. 657). Assim, a procuração outorgada para a venda de imóvel deverá ser pública.

c) O substabelecimento pode ser feito por instrumento particular, ainda que a procuração tenha sido outorgada por instrumento público (art. 655).

6. Espécies:

a) expresso ou tácito, verbal ou escrito (art. 656);

b) gratuito ou oneroso;

c) ad negotia ou ad judicia;

 d) simples e empresário (art. 966);
e) em termos gerais e com poderes especiais;

f) conjunto, solidário, sucessivo ou fracionário;

g) especial a um ou mais negócios determinadamente, ou geral a todos os do mandante (art. 660).

7. Obrigações do mandatário:
a) Agir em nome do mandante, dentro dos poderes conferidos na procuração (art. 665)
b) Aplicar toda a sua diligencia habitual na execução do contrato e indenizar qualquer prejuízo causado por culpa sua.

c) Prestar contas da sua gerencia ao mandante, transferindo-lhe as vantagens provenientes do mandato (art. 668).

d) Apresentar o instrumento de mandato às pessoas com quem tratar em nome do mandante.
e) Concluir o negócio já começado, embora ciente da morte, interdição ou mudança de estado do mandante, se houver perigo na demora (art. 674)

8. Obrigações do mandante:

a) Satisfazer as obrigações assumidas pelo mandatário dentro dos poderes conferidos no mandato (art. 675).

b) Reembolsar as despesas efetuadas pelo mandatário.

c) Pagar-lhe a remuneração ajustada

d) Indenizá-lo dos prejuízos experimentados na execução do mandato (arts. 675 a 677).

9. Extinção do mandato:

a) pela revogação ou pela renúncia;

b) pela morte ou interdição de uma das partes;

c) pela mudança de estado;

d) pelo término do prazo ou pela conclusão do negócio.

10. Irrevogabilidade do mandato:

a) Quando contiver clausula de irrevogabilidade.

b) Quando a clausula de irrevogabilidade for condição de um negócio bilateral ou tiver sido estipulada no exclusivo interesse do mandatário.

c) Quando for conferido com a cláusula “em causa própria”.

d) Quando contenha poderes de cumprimento ou confirmação de negócios encetados, aos quais se ache vinculado (arts. 683 a 686).

Extraído de Carlos Roberto Gonçalves
DIREITO 026 N. fez um comentário
  • excelente material... Obrigado ??
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  • Ótimo material, agradeço muito a dedicação dos que estão nos auxiliando.
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