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CONTROLE DE LEITURA A ECONOMIA SOLIDÁRIA NOS PRISMAS MARXISTAS: REVOLUÇÃO OU MITIGAÇÃO?

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA FRONTEIRA SUL
Campus: LARANJEIRAS DO SUL
CIÊNCIAS ECONÔMICAS – 6ª FASE
Maria Helena Prestes
TEORIA COOPERATIVISTA
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LARANJEIRAS DO SUL - PR, 2014.
A ECONOMIA SOLIDÁRIA NOS PRISMAS MARXISTAS: REVOLUÇÃO OU MITIGAÇÃO?
1) Idéias principais abordadas no texto:
A idéia principal a ser discutida no texto é relacionada à organização efetuada pela Economia solidária, como a mesma vem sendo desenvolvida e discutida e a relação que pode ter com o sistema capitalista.
 Em que, em muitos trabalhos é vista como um modo de produção alternativo ao capitalismo e ao mesmo tempo revolucionário. E pode ser também considerado como um modo de adaptação do modo de produção do capitalismo que está em crise, podendo assim ser considerado atrasado/conservador, ou apenas estar atuando de forma a reduzir o capital.
Evidencia-se a diferença entre sua organização produtiva coletiva, delimitada pelo principio da autogestão, em controvérsia com a organização burocrática de produção do sistema capitalista.
2) Comentários pessoais a respeito das idéias consideradas de maior importância do texto 
Para poder compreender o funcionamento da economia solidária e sua importância, é necessário compreender o desenrolar do capitalismo, desde seu surgimento. A Revolução Industrial trouxe aumento de produtividade e desenvolvimento para a sociedade, além de muitos outros benefícios, mas trouxe também muitas ameaças e/ou falhas.
 O ser humano para sua sobrevivência coloca sua força de trabalho a venda. O capital acaba dominando o trabalhador e a máquina passa a controlar o processo de produção em que o proletariado não passa de um complemento nesse processo.
O capitalismo teve seu auge, aproximadamente nos anos 1945, conhecido como Estado de bem- estar social. E isso se explica pela junção de 3 forças: 1) aumento da produtividade que o fordismo introduziu; 2) luta dos trabalhadores pela melhoria das condições de trabalho; 3) políticas públicas keynesianas e regulatórias dos Estados nacionais. E com isso obteve-se, por exemplo: pleno emprego e crescimento econômico em alta.
Após, o fordismo entra em crise, e surge então o toyotismo, como resposta do capital ante a crise fordista de produção em massa, e como eixo principal tinha a flexibilização. E assim o capital apropria-se do saber e do fazer do trabalho e não somente do fazer como no modelo fordista.
Após todas essas fases do capitalismo é possível compreender a finalidade da economia solidária. Atualmente, cada vez mais organizações coletivas vêm ganhando espaço na atual economia, e possuem como objetivo principal gerar trabalho e renda. Ou seja, sua principal característica é não haver um proprietário, não haver apropriação da mais valia, e todos os trabalhadores serem donos dos meios de produção que utilizam.
 Surgiu como uma alternativa para esse sistema capitalista, que era voltado sempre para o capital e não para o bem estar social. Como verificado nesse tipo de empreendimento não há separação entre capital e trabalho, ou seja, os trabalhadores são os donos dos meios de produção, ou seja, não há apropriação da mais valia nesse modelo. Possui o principio da autogestão, ou seja, não há um proprietário, as mesmas pessoas que operam o serviço, são as que fazem o trabalho de gestão. E esse tipo de organização é contraditório ao exercido no sistema capitalista, que há separação de empregador e empregado e visa à apropriação da mais valia. Por isso que muitos autores defendem ser uma alternativa ao capitalismo.
Mas a problemática em questão é que mesmo mantendo seus princípios de origem do movimento cooperativista, em muitas não há envolvimento e participação ativa dos sócios/membros, sua realidade de gestão e distribuição do poder e ganhos é apenas formal. E, além disso, há utilização do trabalho assalariado ou contratado, ou seja poucos sócios e uma numeração maior de subordinados.
 E isso tem aproximado as cooperativas ao sistema burocrático tipico do capitalismo, do que do seu modelo autogestionário. Por isso que também é considerada uma adaptação ao capitalismo, ou apenas uma mitigação. E assim podem-se visualizar as problemáticas que esses empreendimentos enfrentam e estudar métodos para extingui-las ou solucioná-las para que as cooperativas ou empreendimentos solidários possam exercer suas reais atividades e serem alternativas ao capitalismo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BENINI, Elcio G. BENINI, Edi A. ECONOMIA SOLIDÁRIA E TRANSFORMAÇÃO SOCIAL. RUMO A UMA SOCIEDADE PARA ALÉM DO CAPITAL?A ECONOMIA SOLIDÁRIA NOS PRISMAS MARXISTAS: REVOLUÇÃO OU MITIGAÇÃO? Rio Grande do Sul. Editora da UFRGS.