Direito Tributário 1
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Direito Tributário 1

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restituível.
 
O artigo 148, CF, traz os dois pressupostos que permitem a instituição de empréstimo compulsório. São eles:
a – despesas extraordinárias decorrentes de guerra, ameaça de guerra e calamidade pública
b – investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional.
 
No caso dos empréstimos compulsórios, a destinação específica é relevante.
 
CONTRIBUIÇÕES
 
Estão previstos nos artigo 149 e 195, CF.
 
A destinação dos recursos é relevante.
 
É de competência exclusiva da União.
 
Os Estados, DF e Municípios também poderão cobrar contribuições para manutenção do sistema previdenciário dos seus servidores.
 
Tributos qualificados pela finalidade que deverão atingir.
 
As modalidades de contribuições estão no artigo 149, CF:
 
a - Intervenção no domínio econômico (CIDE) – INTERVENTIVAS – Ex.: combustíveis, telefonia
 
b – Interesse de categorias profissionais / econômicas – CORPORATIVAS – Ex.:contribuição sindical, anuidade da OAB
 
c – manutenção da seguridade social - SOCIAIS
Devidas pelo:
1. Empregador, empresa ou entidade a ela equiparada, incidente sobre:
- folha de salários e demais rendimentos – contribuição previdenciária do empregador
- receita ou faturamento – COFINS
- lucro – CSLL
2. Trabalhador – contribuição previdenciária do empregado
3. Receita de concursos de prognósticos
4. Importador de bens e serviços do exterior
 
 
Questões:
1.                 A “taxa de pavimentação” é constitucional? Explique.
2.                 Explique brevemente a contribuição de melhoria, indicando as principais divergências existentes acerca do tema.
3.                 O governo estadual, por meio da aprovação de lei ordinária, institui empréstimo compulsório com o objetivo de diminuir o poder aquisitivo da população. É constitucional a exigência? Explique.
4.                 O que são as contribuições previstas na Constituição Federal de 1988?
5.                 Quais as modalidades de contribuição existentes em nosso país? De um exemplo de cada.
 

Semana 5
Fontes do Direito Tributário
 
Fontes Materiais:
São os órgãos ou pessoas que criam o direito. Ex: Congresso Nacional
 
Fontes Formais:
São os instrumentos, meios utilizados pelos órgãos ou pessoas que criam o direito. Ex: a lei 5172 de 1966 - CTN
 
As fontes formais se dividem em:
 
- fontes formais primárias – inovam a ordem jurídica, é a lei em sentido amplo. São elas: CF e Emendas Constitucionais, Lei Complementar, Lei Ordinária, Lei Delegada, Medida Provisória, Decretos Legislativos e Resoluções.
 
- fontes formais secundárias – não inovam a ordem jurídica, são atos da administração interna. São elas: Instruções, Portarias, Circulares etc.
 
CF
princípios, espécies tributárias, competências tributárias, imunidades tributárias, conceito implícito de tributo, regra-matriz de incidência tributária genérica
 
Tudo isso limita muito o legislador infraconstitucional, que caso não observe as limitações, comete inconstitucionalidade.
 
Lei Complementar
Os tributos são criados, em regra, por Lei Ordinária, da pessoa política competente. Excepcionalmente são criados por Lei Complementar, cuja aprovação é mais difícil, pois necessita da maioria absoluta.
 
Lei Complementar pode criar:
- imposto de competência residual da União
- empréstimo compulsório
- outras contribuições sociais além daquelas previstas no art. 195 da CF (CF, art. 195, § 4º)
 
Outro papel importante é criar normas gerias de direito tributário – art. 146, III, CF.  O grande veículo introdutor de normas gerais no nosso sistema é o CTN. O CTN é uma lei ordinária editada em 1966. Em 1988 a CF exigiu que normas gerais de direito tributário fossem criadas por Lei Complementar, então, o CTN foi recepcionado pela CF de 1988, sem a natureza, mas com a força de Lei Complementar. Qualquer alteração no CTN, hoje, deve ser feita através de LC.
 
Lei Ordinária
Pode criar a maioria dos tributos, exceto aqueles que dependem de Lei Complementar.
 
Lei Delegada
Não pode criar tributo. Pode criar obrigação acessória
 
Medida Provisória
CF, art. 62, §2º - Medida Provisória que implique em instituição ou majoração de impostos, exceto o imposto de importação, imposto de exportação, IPI e IOF, só produzirá efeitos no exercício financeiro seguinte se for convertida em lei até o último dia daquele em que foi editada.
 
Decreto Legistativo
Serve para ratificar o conteúdo de tratados ou convenções internacionais e convênios interestaduais.
 
Resolução
Ex.: CF, art. 155, §1º, IV.
 
 
Questões:
1.                 O que são fontes materiais e formais primárias e secundárias do direito tributário? Explique brevemente e exemplifique.
2.                 Qual o papel da Constituição Federal no direito tributário? Explique brevemente.
3.                 Os empréstimos compulsórios podem ser instituídos por meio de medida provisória? Explique e fundamente sua resposta.
4.                 Os tratados internacionais e os convênios celebrados entre os Estados são fontes do direito tributário? Explique sua resposta.
5.                 O imposto sobre a importação de produtos pode ter suas alíquotas alteradas mediante decreto do Presidente da República? Fundamente sua resposta.
 

Semana 6
Existência
É a entrada da norma no mundo jurídico – após a publicação.
 
Vigência - CTN, Art. 101 a 104
É o período de vida. Período em que a norma é obrigatória. Desde o início da sua obrigatoriedade e observância até a sua revogação, quando a lei deixa de existir no mundo jurídico.
 
Mesmas regras aplicáveis às leis em geral – LICC (CTN, art. 101)
 
No Espaço
 
Regra: Territorialidade – vigência no território da pessoa política (leis federais, estaduais, municipais, distritais)
 
Exceção: Extraterritorialidade – vigência fora do território da pessoa política (CTN, art. 102) – nos termos dos convênios / tratados ou convenções internacionais.
CTN, art. 103
 
No Tempo
 
LICC, art. 1º – 45 dias após a publicação
                     Na data estabelecida
                  No exterior – 3 meses depois
 
LICC, art. 2º – até que outra lei a modifique ou revogue
                     Temporária (Ex.: CPMF)
                                                       
“vacatio legis” – intervalo eventualmente existente entre a publicação da lei e sua entrada em vigor.
 
LICC, art. 2º, § 3º - não há repristinação
 
Respeito ao princípio da anterioridade tributária – CF, art. 150, III, b e c (CTN, art. 104)
 
Eficácia
 
JURÍDICA – aptidão para, em maior ou menor grau, produzir efeitos (estado latente)
 
SOCIAL (efetividade) – efetiva aplicação e observância da norma pelo meio social que ela pretende regular. Momento posterior à eficácia jurídica
 
Uma norma pode ter eficácia jurídica, mas não eficácia social
 
Não existe norma sem eficácia. Ela sempre tem um mínimo de eficácia.
 
Aplicação - CTN, Art. 105 e 106
 
Regra: uma lei só se aplica aos fatos ocorridos após a sua entrada em vigor – princípio da irretroatividade (CF, art. 150, III, a e CTN, art. 105 e 144)
 
Exceção: Retroatividade (CTN, art. 106)
Há fatos que se iniciam quando está em vigor uma lei e se concluem quando está em vigor outra (FATOS GERADORES PENDENTES) – aplica-se a lei nova x Ives Gandra – aplica-se a lei anterior por força do princípio da irretroatividade
 
Da eficácia decorre a aplicabilidade
Uma norma eficaz é imediatamente aplicável nos limites da sua eficácia
 
Existem normas AUTO-APLICÁVEIS e outras que NÃO AUTO-APLICÁVEIS (que dependem de regulamentação).
 
Todas as normas, independentemente de serem ou não auto-aplicáveis, são dotadas de aplicabilidade (são aplicáveis).
 
Se forem aplicáveis é porque são dotadas de eficácia jurídica e/ ou social.
 
Toda norma, ainda que nunca tenha sido aplicada, é dotada de eficácia.
 
Validade
 
Norma elaborada conforme o procedimento estabelecido para ela e elaborada pelo órgão competente
 
Com relação à CF – compatibilidade FORMAL e MATERIAL (conteúdo)