Direito Tributário 1
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Direito Tributário 1

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e em vigor em 12/11/2008
d.                 Imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) com alíquota majorada por lei publicada e em vigor em 12/11/2008
4.                 A lei tributária é aplicável a fatos pretéritos? Explique sua resposta.
5.                 O imposto sobre operações financeiras – IOF pode ter suas alíquotas alteradas mediante decreto do Presidente da República? Fundamente sua resposta.
 
Semana 8
Competência Tributária
 
Competência Tributária – aptidão para criar, “in abstracto”, tributos, descrevendo, legislativamente, todos os critérios da Regra-Matriz de Incidência Tributária.
 
Competência tributária é a aptidão não apenas para criar, mas também para aumentar, diminuir, suprimir, parcelar, anistiar tributos etc.
 
Encontram-se na CF.
 
Quem a detem são as pessoas políticas - União, Estados, Municípios, Distrito Federal
 
São rígidas e exaustivas.
 
Características:
1                     Privatividade (X CF, art. 154, II)
2                     Incaducabilidade (X IPMF – EC n3/93 – LC 77/93)
3                     Facultatividade de exercício – CTN, art. 8
4                     Irrenunciabilidade
5                     Inalterabilidade
6                     Indelegabilidade – CTN, art. 7
 
Privatividade
Toda competência tributária é privativa – cada ente político tem suas próprias competências tributárias (exclusiva). Exceção: art. 154, II, CF: em caso de guerra ou ameaça de guerra a União pode interferir nos tributos dos Estados, Municípios e Distrito Federal. Portanto, em última análise, os únicos tributos totalmente privativos seriam os da União.
 
Incaducabilidade
Não há prazo para a instituição dos tributos. O não exercício da competência tributária, ainda que prolongado no tempo, não impede que o ente político competente, a qualquer tempo, institua o tributo. Exceção: IPMF e CPMF.
 
Facultatividade de Exercício
O ente político que recebeu a competência pode ou não exercitá-la, instituindo o tributo por meio de lei. Exceção: ICMS.
 
Irrenunciabilidade
O ente político competente não pode abrir mão, definitivamente, da competência haurida no texto constitucional.
 
Inalterabilidade
As competências tributárias não podem ser alteradas pelos entes políticos que as receberam.
 
Indelegabilidade
As competências tributárias são intransferíveis, um ente político não pode delegá-la a outro. Somente a capacidade tributária ativa (arrecadação) é que pode ser delegada a outro ente político.
 
 
COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA X CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA
 
	COMPETÊNCIA TRIBUTÁRIA
	CAPACIDADE TRIBUTÁRIA ATIVA

	Direito de criar tributos
	Possibilidade de arrecadar tributos (ser sujeito ativo da obrigação tributária)

	Plano constitucional
	Plano legal

	Indelegável
	Delegável

	Pessoas políticas
	Pessoas políticas ou 3ª pessoa

 
 
Parafiscalidade: é a delegação da capacidade tributária ativa que um ente político competente, por meio de lei, faz à uma terceira pessoa, de direito público ou de direito privado perseguidora de finalidades públicas, que fica com o produto da arrecadação para a consecução dos seus objetivos.
 
Contribuições parafiscais é o nome dos tributos que sofrem o fenômeno da parafiscalidade.
 
 
Questões:
1.                 Aponte duas diferenças entre a competência tributária e a capacidade tributária ativa.
2.                 Indique duas características das competências tributárias, explicando brevemente.
3.                 Qual o nome dado à delegação da capacidade tributária ativa que a pessoa política pode fazer por meio de lei? Dê um exemplo.
4.                 A privatividade das competências tributárias admite alguma exceção? Explique.
5.                 A incaducabilidade das competências tributárias admite alguma exceção? Explique.

Semana 9
 Imunidades tributárias
 
Previstas na CF, auxiliam a demarcar as competências tributárias no seu sentido negativo, fixando a incompetência das pessoas políticas para criar tributos para certas pessoas, seja em função de sua natureza jurídica, seja porque relacionadas com determinados fatos, bens ou situações.
 
Dirigem-se ao legislador ordinário, que deve respeitá-la quando for editar a regra-matriz de incidência tributária, não podendo colocar certas pessoas como sujeitos passivos de obrigações tributárias.
 
É toda hipótese de não incidência constitucionalmente qualificada.
 
Imunidades são amplas e indivisíveis, não podendo ser restringidas pelo legislador infraconstitucional (complementar ou ordinário), pelo juiz ou pelo agente fiscal, sob pena de inconstitucionalidade.
 
Isenção, ao contrário, atua no campo do exercício da competência tributária, portanto, em momento posterior. É hipótese de não incidência legalmente qualificada.
São, em princípio, revogáveis. Deve-se respeitar apenas o princípio da anterioridade.
 
O legislador infraconstitucional pode, quando muito, explicitar o que está implícito na CF, como ocorre com o CTN nos seus artigos que tratam das imunidades (9°, §§ 1° e 2°, 12, 13 e 14), já que a matéria foi esgotada pela CF. Não podem, em hipótese nenhuma, reduzir o conjunto de normas imunizantes.
 
Emenda Constitucional não pode anular ou restringi-las, nem mesmo para evitar a sonegação. Trata-se de direito constitucional dos contribuintes, cláusula pétrea.
 
A imunidade ocorre antes da incidência.
 
As imunidades são decorrência natural dos grandes princípios constitucionais tributários, tais como a igualdade, capacidade contributiva, livre difusão da cultura e do pensamento, proteção à educação etc. Ex: imunidades aos livros.
 
Alcançam, em princípio, quaisquer tributos: Impostos, Taxas e Contribuição de Melhoria.
 
Não dispensam o cumprimento dos deveres instrumentais ou obrigações acessórias.
 
IMUNIDADE E ISENÇÃO
 
Pontos em comum:
 
1 – são regras de estrutura – que estabelecem a incompetência para tributar;
2 – só fazem sentido combinadas com outra regra – a que atribui competência tributária no caso da imunidade e a regra-matriz no caso da isenção;
3 – podem ter por objeto quaisquer espécies de tributo;
4 – são justificadas pela perseguição de fins constitucionais.
 
Diferenças:
 
	 
IMUNIDADE
	 
ISENÇÃO

	Norma constitucional impeditiva da existência de competência tributária em relação a certas pessoas, situações ou bens
	Norma infraconstitucional impeditiva da atuação da HI por ir de encontro a um ou mais critérios desta

	Norma constitucional
	Norma infraconstitucional

	Plano da definição da competência tributária
	Plano do exercício da competência tributária

	Eliminação somente pelo Poder Constituinte Originário
	Eliminação pelo legislador infraconstitucional, restabelecendo-se a eficácia da lei instituidora do tributo, observados os princípios pertinentes

	Não ocorre o fato imponível por não existir possibilidade de formulação da HI
	Não ocorre o fato imponível porque o legislador competente para formular a HI impediu a sua atuação em relação a certo sujeito ou objeto

 
 
São casos de imunidade tributária:
 
                   TAXAS DE SERVIÇO:
 
1)                 art. 5°, XXXIV, “a” e “b” (direito de petição e obtenção de certidões);
2)                 art. 5°, LXXIII (ação popular);
3)                 art. 5°, LXXIV (assistência jurídica);
4)                 art. 5°, LXXVI, “a” e “b” (registro civil e certidão de óbito);
5)                 art. 5°, LXXVII (“ábeas corpus” e “ábeas data”);
6)                 art. 203, “caput” (assistência social);
7)                 art. 208, I (ensino fundamental obrigatório);
8)                 art. 226, §1° (celebração do casamento civil);
9)                 art. 230, §2° (transporte coletivo urbano para os maiores de 65 anos).
 
                   IMPOSTOS:
10)             art. 150, VI, “a” – imunidade recíproca das pessoas políticas;
11)             art. 150, VI, “b” – templos de qualquer culto;
12)             art. 150, VI, “c” – partidos políticos e suas fundações, entidades