Direito Tributário 1
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Direito Tributário 1

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sindicais dos trabalhadores e instituições de educação e assistência social;
13)             art. 150, VI, “d” – livro, jornal, periódico e papel destinado à sua impressão;
14)             art. 150, §2° – autarquias e fundações públicas;
15)             art. 153, §3°, III – são imunes à tributação por meio de IPI as exportações de produtos industrializados;
16)             art. 153, §4° – são imunes à tributação por meio de ITR os proprietários de pequenas glebas rurais, definidas em lei, quando as explore os proprietários que não possuam outro imóvel;
17)             art. 155, §2°, X, “a” – são imunes à tributação por meio de ICMS a entrada de bem ou mercadoria importados do exterior;
18)             art. 155, §2°, X, “b” – são imunes à tributação por meio de ICMS as operações envolvendo petróleo e energia elétrica que circulem de um Estado para outro;
19)             art. 155, §2°, X, “c” – são imunes à tributação por meio de ICMS as operações com ouro, desde que utilizado como ativo financeiro (moeda);
20)             art. 155, §2°, X, “d” – são imunes à tributação por meio de ICMS as prestações de serviço de comunicação nas modalidades de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita;
21)             art. 155, §3° – são imunes ao pagamento de outros impostos além do ICMS, II e IE as operações relativas à energia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e minerais;
22)              art. 156, II – são imunes à tributação por meio de ITBI as pessoas que realizam hipotecas e anticreses;
23)             art. 156, §2°, I – imunidade ao pagamento de ITBI;
24)             art. 184, §5° – são IMUNES ao pagamento de impostos as operações de transferência de imóveis desapropriados para reforma agrária.
 
                   CONTRIBUIÇÕES:
24)              art. 195, §7º - são IMUNES ao pagamento de contribuições sociais as entidades assistenciais;
25)             art. 149, §2° – são imunes ao pagamento das CIDES as                  receitas decorrentes de exportação;
26)             ADCT, art. 85 – imunidade ao pagamento de CPMF.
 
 
Questões:
1.                 Qual a diferença existente entre as isenções e as imunidades tributárias?
2.                 A hipótese de não incidência prevista no art. 198, §7º da Constituição é caso de imunidade ou isenção? Explique.
3.                 Explique a chamada “imunidade recíproca”.
4.                 As imunidades se aplicam todas as espécies tributárias? Explique brevemente sua resposta.
5.                 As imunidades tributárias dispensam o cumprimento das obrigações acessórias?
 

Semana 10
 
Estrutura da norma jurídica tributária / Aspectos da regra-matriz de incidência tributária
 
Plano Normativo e Plano fenomênico
 
Plano normativo: normas jurídicas - contêm as hipóteses de incidência (HI) e o conseqüente tributário (CT).
 
Plano fenomênico: encontramos fatos e relações jurídicas tributárias.
 
Quando ocorre um fato (fato imponível) que se encaixa na Hipótese de Incidência descrita na lei, temos o surgimento de um tributo (relação jurídica tributária).
 
Regra Matriz de Incidência Tributária - é a norma jurídica que cria um tributo.
 
Estrutura da Regra Matriz de Incidência Tributária:
 
HI (hipótese de Incidência) + CT (conseqüente tributário).
 
Critérios da Regra Matriz de Incidência Tributária:
 
HIPÓTESE DE INCIDÊNCIA:
 
a)                 Descrição legal do comportamento tributável de alguém – critério material.
b)                 Descrição legal do instante em que a lei considera ocorrido o fato – critério temporal.
c)                 Descrição legal do local onde deve acontecer o comportamento tributável – critério espacial.
 
CONSEQUENTE TRIBUTÁRIO:
 
d)                 Indicação legal dos sujeitos (ativo e passivo) da relação – critério pessoal.
e)                 Descrição legal do objeto da relação (base de calculo, alíquota) – critério quantitativo.
 
O legislador deve sempre, ao instituir um tributo, informar de forma expressa ou implícita, os 5 critérios da Regra Matriz de Incidência Tributária, sob pena de não ter instituído o tributo validamente.
 
 
Questões:
1.                 O que é a regra-matriz de incidência tributária?
2.                 O que é hipótese de incidência?
3.                 O que é fato imponível?
4.                 O que é obrigação tributária?
5.                 Escolha um imposto e construa a sua regra-matriz de incidência tributária.
 

Semana 11
 Responsabilidade Tributária
 
Capacidade tributária passiva
 
É a capacidade para ser sujeito passivo, devedor do tributo, ter o dever jurídico de entregar certa importância em dinheiro para o sujeito ativo.
 
A lei indica quem vai ocupar o pólo passivo, normalmente, de forma explicita.
 
Em princípio, a lei pode indicar qualquer pessoa para ser sujeito passivo, mas a Constituição Federal traz os limites para a indicação do sujeito passivo. Na CF o sujeito passivo está indicado de forma implícita (destinatário constitucional tributário).
 
Art. 126, CTN – a capacidade tributária passiva não depende:
I – da capacidade civil das pessoas naturais
II – da pessoa natural encontrar-se sujeita a medidas que importem privação/ limitação do exercício de atividades civis, comerciais ou profissionais, ou da administração direta de seus bens ou negócios
III – da regularidade da constituição da pessoa jurídica
 
 
Classificação do Sujeito Passivo
 
Art. 121, parágrafo único, CTN:
 
I-                  Direto (contribuinte) – paga o tributo a título próprio, em seu nome e com seu dinheiro. É quem tem o patrimônio diminuído.
 
II-               Indireto (responsável) – é uma terceira pessoa quem paga tributo alheio, em nome e por conta do sujeito passivo direto (de quem praticou o Fato Imponível). É necessário haver pronto ressarcimento.
 
O Sujeito Passivo Indireto pode ser por:
 
a- Substituição: a lei, desde logo, elege outra pessoa, diversa daquela que realizou o fato imponível, como responsável pelo pagamento do tributo. Ex: IR na fonte.
 
b- Transferência: o dever de pagar o tributo nasce na pessoa do contribuinte e desloca-se pra a pessoa do responsável. Ex: IPTU não recolhido pelo proprietário anterior.
 
A transferência pode ser por:
 
– Solidariedade: art. 124 e 125, CTN – duas ou mais pessoas são responsáveis pelo recolhimento do mesmo tributo.
 
– Sucessão: art. 129 a 133, CTN – o primitivo devedor tributário desaparece, deixando quem lhe faça juridicamente as vezes (ou é desprezado).
 
- Responsabilidade Legal: art. 134, CTN – a pessoa que tinha o dever jurídico de zelar para que o contribuinte recolhesse o tributo não o faz e, em virtude dessa omissão, o pagamento não se perfez, acarretando a essa pessoa o dever de, em um primeiro momento, suportar o pagamento do tributo.
Questões:
1.                 Explique a diferença existente entre a sujeição passiva direta e a indireta. Dê um exemplo de cada.
2.                 Diferencie o contribuinte de fato e o contribuinte de direito. Dê um exemplo de cada.
3.                 Uma criança de seis anos que herdou um imóvel pode ocupar o pólo passivo da relação jurídica tributária do IPTU? Fundamente sua resposta.
4.                 Pessoa natural adquire de outra um estabelecimento comercial e continua a explorá-lo, cessando toda atividade empresarial do vendedor. Quem responde pelos tributos relativos ao estabelecimento, devidos até a data da aquisição? Como ficaria a resposta se o estabelecimento tivesse sido adquirido na hipótese de alienação judicial em processo de falência? Qual a modalidade de sujeição passiva em questão? Explique e fundamente sua resposta.
5.                 Aponte dois efeitos da solidariedade no Direito Tributário.
 

Semana 12
Lançamento Tributário
 
Crédito Tributário: direito subjetivo de que está investido o sujeito ativo de exigir o objeto da obrigação tributária do sujeito passivo.
 
Débito tributário: dever jurídico