Resumo (de concurso) - Direito Processual Civil -Curso Processo Civil
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Resumo (de concurso) - Direito Processual Civil -Curso Processo Civil

Disciplina:Direito Processual Civil I6.598 materiais495.725 seguidores
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a resposta do
réu. Se, todavia, determina a emenda, é o caso de decisão interlocutória, pois o juiz analisou a inicial
e verificou nela alguma irregularidade que necessita ser sanada nesse momento. Entretanto, se o juiz
exara o "despacho" liminar de conteúdo negativo, ou seja, se indefere a petição inicial, seja por que

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Resumo: Curso de Direito Processual Civil – por Reinaldo Wanbier

razão for, não há dúvida que o ato é uma sentença, pois se enquadra na moldura dos arts. 267, 1, e
295.
Portanto, apenas o conteúdo do ato do juiz pode definir sua natureza.
12.6.4 Atos ordinatórios.
0 § 4º do art. 162 foi acrescentado pela Lei 8.952/94, no contexto do que se costumou denominar de
a Reforma do CPC, cujo escopo foi dar celeridade e eficácia ao processo. Antes, todos os atos
Judiciais somente poderiam ser praticados pelo próprio juiz. Agora, são atos de iniciativa do servidor.
Em verdade, trata-se de fenômeno análogo à delegação, porque não deixam de ser atos do juízo,
agora praticados pelo servidor, mas sempre passíveis de revisão pelo juiz. 0 que buscou a alteração
legislativa foi agilizar o processo, retirando do magistrado parte de sua carga de trabalho, mas não de
sua responsabilidade. Ainda que praticado pelo servidor, o ato processual continua sendo de
responsabilidade do juiz, tanto que por ele deve ser revisto, sempre que necessário.
Pode-se exemplificar com a vista à parte sobre um documento juntado, a intimação das testemunhas
arroladas, quando o meio de prova foi deferido, a entrega dos autos ao perito etc.
12.7 Atos do escrivão
Sob a expressão "escrivão" o Código se refere a todos os integrantes da escrivania, sob a chefia do
servidor que recebe esta denominação. É perfeitamente admissível que o escrivão tenha auxiliares
juramentados, que podem praticar atos, assinando-os inclusive.
Para que os atos decisórios possam ocorrer, inúmeros outros necessitam serem praticados, de modo
que o processo possa ter uma constituição física, a que se denomina "autos", dentro do que os atos
das partes e do juiz são praticados.
0 Código, do art. 166 ao 171, traça as regras burocráticas que o escrivão deve seguir para a
autuação (encapeamento das petições e documentos apresentados pelo autor, quando da
propositura da demanda), bem como para a seqüência lógica dos atos procedimentais, como, por
exemplo, a numeração e rubrica das folhas, a data e assinatura do escrivão nas certidões e termos
de juntada, vista e conclusão etc. Além dessas normas, de caráter geral, outras, supletivas, podem
ser elaboradas pelas leis locais, o que ocorre em todos os estados da Federação.
Além desses atos (burocráticos), há outros ao cargo do escrivão, que podem ser classificados em:
a) atos de documentação: são aqueles através dos quais o escrivão transfere para um determinado

suporte as declarações emitidas pelos sujeitos processuais. Podem ser
a datilografia sobre papel, a digitação em computador e posterior
impressão das palavras, a gravação em audiência de um depoimento,
entre outros. Pouco importa qual o suporte a ser utilizado, bastando para
sua validade a possibilidade reprodução das idéias nele constantes.

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b) atos de comunicação: para que o processo realmente signifique um diálogo, é mister que os

sujeitos processuais tenham ciência dos atos praticados, para que a
seqüência procedimental ocorra. Sempre que, por exemplo, o juiz
determinar a intimação da parte para se manifestar, toma-se necessário
que essa forma de comunicação se materialize em um mandado, a ser
cumprido pelo oficial de justiça, ou em uma publicação no órgão oficial,
de modo que a notícia seja transmitida a seu destinatário.

c) atos de logística: além da atividade processual burocrática, compete ao escrivão a prática

de outros atos, que importam numa verdadeira assessoria ao juiz,
sempre visando a tutela jurisdicional. São eles: o recebimento e depósito
de valores entregues pelas partes; a presença na audiência, lavrando os
termos respectivos; a guarda de objetos que interessam ao processo,
como, por exemplo, fitas magnéticas, originais de títulos de crédito
(mantendo cópias nos autos); e, ainda, o fornecimento de certidões dos
atos processuais. Também se inserem nessa categoria as certidões que
o escrivão lança nos autos dos fatos ocorrido em sua presença. Assim,
se a parte ou a testemunha não quiser se pronunciar, ou se recusar a
assinar o termo que lhe for apresentado, caberá ao escrivão, que é
dotado de fé pública, certificar o ocorrido.

De todos os auxiliares da justiça, o escrivão é o de maior relevo, por isso os atos por ele praticados,
ainda que sob a supervisão do juiz, revestem-se de especial importância.
12.7.1 Atos ordinatórios.
Novidade introduzida pela Lei 8.952/94, que acrescentou o § 4.' ao (art. 162, os atos meramente
ordinatórios. devem, agora, ser praticados por iniciativa do escrivão, independentemente de
despacho do juiz. São tais atos aqueles que apresentam conteúdo dos atos que, anteriormente,
denominavam-se despachos de mero expediente.
A norma menciona como a juntada e a vista obrigatória, mas apenas de forma exemplificativa pois
outros se inserem nessa categoria, como, por exemplo, a remessa dos autos ao Ministério Público,
nos feitos em que tem participação obrigatória, a expedição de carta precatória, quando o juiz deferiu
a ouvida de testemunha residente em outra comarca, a determinação do pregão das partes para a
abertura da audiência, entre outros. Enfim, todos aqueles atos que não contenham carga
relevantemente decisória, e que se destinem apenas à operacionalização. Atividade quase
burocrática, dir-se-ia.
Como se viu, são atos que ainda integram a esfera da responsabilidade do juiz, embora praticados
através do servidor. Sempre que necessário, deve o juiz rever o ato, visto que permanecem sob sua
responsabilidade.

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13. PRAZOS PROCESSUAIS
SUMÁRIO:
13.1 Noções gerais
13.2 Prazos processuais
13.3 Forma de contagem dos prazos
13.4 Prazos legais e prazos judiciais
13.5 Prazos dilatórios e prazos peremptórios
13.6 Prazos próprios e prazos impróprios
13.7 Regras gerais quanto à contagem dos prazos.
13.1 Noções gerais
0 exercício da atividade jurisdicional do Estado, pelos órgãos do Poder Judiciário, se dá sempre
dentro do processo. Este, por sua vez, é desencadeado pelo exercício do direito de ação. No
processo se realizam os diversos atos processuais que são interligados entre si,' e que se sucedem,
uns aos outros, num movimento ditado pelas regras de procedimento.
0 processo de conhecimento nasce com o exercício do direito de ação, se desenvolve mediante a
prática de atos processuais organizadamente encadeados de acordo com o procedimento e chega a
seu final com a prolação da sentença de mérito.
Os atos processuais são aqueles realizados no curso do processo. Sua realização, isto é, a prática de
cada um dos atos processuais, é presa a limites temporais, sempre determinados no texto da lei
processual.
13.2 Prazos processuais
Como a idéia de processo sugere a noção de "seguir adiante", "ir em frente", em direção a seu fim,
isto é, à efetiva prestação da tutela jurisdicional pelo Poder Judiciário, é fácil constatar que a
realização dos atos processuais, que darão forma ao processo, e que são organizados de acordo
com cada procedimento, se deve dar respeitando limites específicos e predeterminados de tempo.
Não se pode imaginar a finalização do processo de conhecimento, por exemplo, com a prolação de
Rodrigo Reis fez um comentário
  • antigo CPC !
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