Resumo (de concurso) - Direito Processual Civil -Curso Processo Civil
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Resumo (de concurso) - Direito Processual Civil -Curso Processo Civil

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parte) e, também na generalidade dos casos, através de publicação no Diário da Justiça. Dessa
publicação deve constar o resumo do despacho ou da decisão (lato sensu) que tenha sido proferida
e, sob pena de nulidade, o nome das partes e de seus advogados.
Via de regra, salvo a exceção do recurso de embargos de declaração (art. 538), os prazos não se
interrompem, mas apenas se suspendem. A diferença entre estes dois fenômenos está em que, na
suspensão, o prazo contínua a correr, depois, do dia em que parou. Assim, se determinado prazo de
10 dias for suspenso quando já tenham decorrido 4 dias, ao final da suspensão restarão mais 6 dias
do prazo. No caso da interrupção, o que ocorre é que, interrompido o prazo, ele não mais levará em
conta o período já decorrido, antes da interrupção, mas começará a correr novamente, como se não
tivesse havido qualquer prazo anterior. Assim, no exemplo dado acima, do prazo de 10 dias, se
ocorrer interrupção no quarto dia, cessada a interrupção o prazo recomeça desde seu início (mais 10
dias).
0 artigo 180 trata das hipóteses de suspensão do prazo, ou em razão da "morte ou perda da
capacidade processual de qualquer das partes,de seu representante legal ou de seu procurador" (art.
265, 1) ou, se ocorrer a oposição de exceção de incompetência, suspeição ou impedimento (art. 265,
111).
0 art. 183, primeira parte, versa sobre a regra geral de preclusão (perda do direito de realizar
determinado ato processual, v. adiante) ao dizer que, "decorrido o prazo, extingue-se,
independentemente de declaração judicial, o direito de praticar o ato..." Na parte final desse
dispositivo de lei, entretanto, está ressalvada a possibilidade de restituição do prazo, ou da
concessão de outro prazo para que a parte realize o ato, se esta não tiver podido realizá-lo em razão
de justa causa. Exemplo de justa causa obstativa da prática de ato processual é o da greve nos
serviços judiciários, que implique suspensão da atividade forense.

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14. PRECLUSÃO
SUMÁRIO:
14.1 Noções gerais
14.2 Espécies de preclusão.
14.1 Noções gerais
A preclusão é fenômeno exclusivamente processual, vinculado à idéia de que passo a passo os atos
processuais vão acontecendo subseqüentemente no processo, realizando o modelo procedimental
que se tenha adotado em cada caso.
0 instituto da preclusão está umbilicalmente ligado à questão do andamento processual, e de seu
destino inexorável, que é o de extinguir-se, para dar lugar à solução concreta decorrente da
prestação da tutela jurisdicional do Estado.
Se o processo deve "andar para frente", isto é, desenvolver-se em direção a seu final, os atos
processuais, que acontecem nos moldes previstos em cada procedimento, devem respeitar
determinados prazos, nos quais deverão ser realizados, sob pena de, não o sendo, incidirem na
hipótese as conseqüências da não realização dos atos. A conseqüência máxima é justamente uma
determinada espécie de preclusão, a temporal, que incidirá sobre a parte que, devendo praticar um
determinado ato, deixou de praticá-lo na forma e tempo previstos na lei.
A preclusão também ocorre quando a parte pratica ato processual incompatível com outro, que
poderia praticar. Trata-se, nesse caso, da preclusão lógica. Também pode ser consumativa, isto é,
decorrente da prática do ato processual que não pode tornar a ser praticado.
14.2 Espécies de preclusão
São três as espécies de preclusão: temporal, consumativa e lógica. Podem atingir as partes e o juiz.
A preclusão temporal é aquela que decorre do, simples descumprimento do prazo para a prática de
determinado ato processual. É a modalidade de preclusão que mais diretamente se liga à
necessidade de que o processo caminhe para frente. “A” tinha prazo de 10 dias para agravar da
decisão que lhe foi prejudicial no processo. Não o fez no prazo legal e, no décimo primeiro dia não
mais poderá recorrer por agravo, porque terá havido a preclusão temporal.

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A preclusão consumativa ocorre quando o ato que se deveria praticar o é, no prazo legal, não
podendo ser, portanto, repetido. A interposição do recurso de agravo, no exemplo anteriormente
dado, se ocorresse no 5.' dia do prazo de 10 dias, determinaria que, imediatamente, ocorresse a
preclusão consumativa. Não poderia a parte, por exemplo, recorrer novamente, ou mesmo
acrescentar outros argumentos ao recurso já interposto, nos outros dias "restantes" de seu prazo,
assim como não poderia substituir seu recurso por outro, melhor elaborado, no prazo final. Na
verdade, consumado o ato para o qual havia prazo, a conseqüência prática da ocorrência da
preclusão é que o prazo restante deixa de existir, não mais podendo a parte realizar novamente o
mesmo ato processual.

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A preclusão lógica não depende diretamente do fator tempo no processo, mas é resultado da prática
de outro ato, incompatível com aquele que se deveria realizar no prazo processual respectivo.
Exemplo dessa situação é o do réu, condenado em ação de reparação de danos que, no prazo para o
recurso de apelação, se utiliza da faculdade do art. 605 do CPC, apresenta a planilha do cálculo e
deposita o valor que entende devido, requerendo a citação do credor (art. 570) para vir receber o que
lhe cabe. Este réu terá praticado ato incompatível com o direito de recorrer.
Essas três espécies de preclusão referem-se preferentemente aos ônus processuais das partes.
Quando ocorre a preclusão para o juiz, que pode assumir a feição de preclusão consumativa e,
eventualmente, lógica, a doutrina costuma a ela se referir como preclusão pro judicato. Ao juiz
somente podem atingir as preclusões consumativa e lógica, sendo, portanto, descabido falar-se nas
hipótese de preclusão temporal pro judicato, já que não há, de fato, qualquer conseqüência
processual para o juiz pelo descumprimento dos prazos (temporal). Há, todavia, preclusão
consumativa e, em certos casos, lógica, pois o juiz, a não ser diante de novas alegações ou de fatos
novos, não pode, em princípio, decidir contraditoriamente, cabendo à parte, se. isso ocorrer, o
controle desses atos pela via recursal.
A possibilidade de que a parte pleiteie a inocorrência dos efeitos da preclusão está prevista no art.
183, de que já tratamos anteriormente.

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15. PRESSUPOSTOS PROCESSUAIS
SUMÁRIO:
15.1 Noções gerais
15.2 Pressupostos processuais de existência:

15.2.1 Petição inicial;
15.2.2 Jurisdição;
15.2.3 Citação;
15.2.4 Capacidade postulatória

15.3 Pressupostos processuais de validade:
15.3.1 Petição inicial apta;
15.3.2 Órgão jurisdicional competente e juiz imparcial;
15.3.3 Capacidade de agir e capacidade processual

15.4 Pressupostos processuais negativos:
15.4.1 Litispendência;
15.4.2 Coisa julgada;
15.4.3 A convenção de arbitragem

15.5 Regime jurídico.
15.1 Noções gerais
A propositura da ação faz nascer o processo e, com a citação válida, forma-se regularmente a
relação jurídica processual. Essa é, como vimos anteriormente, a regra geral, segundo a qual se dá a
formação do processo e da relação jurídica nele existente.
Pode ocorrer, todavia, que a determinação da citação do réu tenha emanado de juízo desprovido de
competência para a ação proposta. Que eficácia terá o ato resultante dessa ordem?
Pense-se, também, na hipótese de o autor da ação não ter capacidade de ser parte, o que
corresponde aproximadamente a não ter capacidade civil, de assumir direitos e obrigações. Mesmo
assim, ajuíza
Rodrigo Reis fez um comentário
  • antigo CPC !
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