Resumo (de concurso) - Direito Processual Civil -Curso Processo Civil
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Resumo (de concurso) - Direito Processual Civil -Curso Processo Civil

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Público, nos termos do que dispõe o art. 128 da CF,
divide-se em Ministério Público da União e Ministério Público estadual. 0 primeiro compreende o
Ministério Público federal (com atuação na justiça federal), o Ministério Público que atua junto às
áreas especiais da jurisdição (Militar, do Trabalho e Eleitoral) e o MP que atua junto às justiças do
Distrito Federal e dos Territórios. 0 segundo compreende a organização institucional do MP em cada
um dos Estados da Federação. 0 órgão do MP que atua junto ao primeiro grau de jurisdição é o
promotor de Justiça, cabendo a designação de procurador de Justiça para o órgão do Ministério
Público que atua junto ao segundo grau de jurisdição.

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16.6 Princípios
São dois os princípios básicos que informam a atividade do Ministério Público: o da unicidade e o da
independência. 0 primeiro significa que a atuação do Ministério Público é corporativa, podendo ser
substituídos seus membros, um por outro, sem que exista qualquer alteração subjetiva nos processos
em que o MP esteja atuando. Esta atuação será sempre do Ministério Público, independentemente de
se tratar do promotor (ou do procurador) A ou B.
Já o princípio da independência significa que a cada membro da instituição se exige atuação de
absoluta submissão à lei sem que, no entanto, exista ingerência de qualquer espécie na formação de
sua opinião, seja do Poder Judiciário, seja da própria organização a que pertence. 0 membro do
Ministério Público é livre para agir, nos limites da lei, exclusivamente de acordo com sua consciência,
inexistindo qualquer controle, que não o disciplinar, da própria instituição. Suas opiniões, entretanto,
pão são vinculativas para o magistrado.

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17. PARTES, CAPACIDADE PROCESSUAL,

 REPRESENTAÇÃO E ASSISTÊNCIA
SUMÁRIO:
17.1 Partes – Conceito
17.2 Capacidade processual Noções gerais:

17.2.1 Capacidade processual – Características
17.3 Legitimidade
17.4 Representação e assistência.
17.1 Partes - Conceito
Regra geral, denominam-se partes os chamados sujeitos parciais do processo autor e réu - que são,
respectivamente, aquele que formula pedido em juízo, relativo à pretensão de que se diz titular,
mediante o exercício da ação, e aquele contra quem se pede a tutela jurisdicional.
Diz-se que essa é a regra geral, porque há casos em que não há identidade entre aquele que formula
pedido em juízo (parte autora) e o titular da afirmação de direito deduzida em juízo. Com isso, quer-se
dizer que é possível (excepcionalmente, no sistema do CPC) que não seja o titular da pretensão
quem esteja em juízo formulando pedido, mas outro, que, em lugar desse titular, exerce a ação e
formula pedido de tutela jurisdicional.
Nesses casos que, como se disse, são admitidos excepcionalmente no sistema do CPC, a relação
jurídica de direito material e a relação jurídica processual não serão constituídas pelos mesmos
sujeitos parciais, como se verá, a seguir, no item sobre legitimidade.
17.2 Capacidade processual - Noções gerais
A capacidade processual, ou capacidade para estar em juízo, deve ser estudada a partir das noções
de capacidade de direito e de exercício, existentes no direito civil.
0 art. 2º do Código Civil prevê que todo homem é capaz de direitos e obrigações tia ordem civil. Isso
quer dizer que todo ser humano é dotado de personalidade jurídica e pode ser titular de relação
jurídica, como credor (em sentido amplo) ou como devedor de determinada obrigação.
Nesse plano se situa a capacidade de ser parte (ser autor ou ser réu). É a chamada capacidade de
direito.
Essa capacidade é reconhecida ao ser humano, desde o nascimento com vida, às pessoas jurídicas
regularmente constituídas e a uma série de entes destituídos de personalidade jurídica, como, por
exemplo, as universalidades de bens (exs: espólio, massa falida, condomínio etc).

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Para que se esteja diante da capacidade processual (capacidade de estar em juízo, formulando
pedido ou oferecendo defesa), todavia, não basta a capacidade de direito, isto é, não basta que a

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parte seja capaz de ter direitos e assumir obrigações. É preciso que, além dessa capacidade, exista
também a capacidade de fato, ou capacidade de exercício, que se consubstancia na aptidão para a
prática dos atos decorrentes da capacidade de direito. Têm capacidade de fato, ou de exercício,
aqueles que podem, por si mesmos, praticar os atos da vida civil.
Àqueles aos quais a lei material não reconheça essa aptidão, como, por exemplo, os relativamente
incapazes ou os absolutamente incapazes, é necessária a integração da capacidade, isto é, à
capacidade de direito, de que são titulares, é preciso que se integre uma outra capacidade, que não
têm, para o exercício.
São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil, de acordo com o (art.
5º do Código Civil, necessitando, portanto, da integração da capacidade, os menores de dezesseis
anos, aqueles que, em razão de deficiência mental, não consigam expressar sua vontade, os surdos-
mudos, que não puderem exprimir sua vontade e aqueles cuja ausência tenha sido declarada pelo
juiz.
A incapacidade relativa, prevista no art. 6º do Código Civil, atinge aos maiores de dezesseis e
menores de vinte e um anos, aos pródigos e aos indígenas.
Todos esses não podem exercer pessoalmente os atos da vida civil, necessitando, em maior ou
menor grau (conforme se trate de incapacidade absoluta ou de incapacidade relativa), integrar a
capacidade, de modo que, à capacidade de direito que têm, some-se a capacidade de exercício, que
não têm. Dessa maior ou menor incapacidade decorrem as modalidades de integração de
capacidade de que se pode necessitar. Como veremos em seguida, há duas formas de integração:
assistência e representação.
Como vimos, existem duas espécies de capacidade: a capacidade de ser parte (e todos podem sê-lo,
até mesmo os nascituros e os entes despersonalizados) e a capacidade processual, ou capacidade
para agir, ou, ainda, capacidade para estar em juízo.
Parte da doutrina, equivocadamente, identifica os conceitos de capacidade processual e legitimatio
ad processum, como se aquela expressão fosse "tradução" destes termos latinos. Como se viu, é
incorreto o estabelecimento desta sinonímia, em função da simples circunstância de que capacidade
não é mesma coisa que legitimidade. Para que bem se compreenda a diferença de dimensões que
existe entre ambas as figuras, é útil que se faça um paralelo entre a relação que existe entre os
fenômenos jurisdição/competência e capacidade/legitimidade.
17.2.1 Capacidade processual - Características
A capacidade é pressuposto processual positivo de validade. Isto significa que, se ausente, deve
impedir o juiz de julgar o mérito. Sendo proferida sentença de mérito apesar de uma das partes não
ser capaz, se estará diante de sentença rescindível, com base nos arts. 485, V, e 267, IV, do CPC.

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Trata-se de conceito do tipo intransitivo, ou seja, que prescinde de complemento. Pode-se dizer que
A é capaz, sem que se explique para que, já que a capacidade confere a A aptidão absolutamente
genérica. Como se verá logo abaixo, diferentemente ocorre com a legitimidade, que é conceito por
excelência transitivo e reclama um complemento. Isso significa que, quando se e diz que B tem
legitimidade, essa sentença carece de sentido se não sé- esclarece para que.

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Rodrigo Reis fez um comentário
  • antigo CPC !
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