Resumo (de concurso) - Direito Processual Civil -Curso Processo Civil
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Resumo (de concurso) - Direito Processual Civil -Curso Processo Civil

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objeto material do processo, ou
pertence a A ou a C, mas a B, de modo algum: este só está autorizado a ficar no processo em função
do princípio da perpetuatio legitimationis, que gerou a regra constante do art. 42, caput, que diz
que a alienação da coisa ou do direito litigioso, a título particular, por ato entre vivos, não altera a
legitimidade das partes. Para que a legitimidade das partes não seja alterada, a alienação há de ser
inter vivos (e não mortis causa), particular envolvendo um ou mais bens determinados (e não
universal - envolvendo todo um patrimônio), mas a lei não distingue entre alienação onerosa ou
gratuita, donde parece poder tratar-se de ambas.
Prossegue a lei estabelecendo que o adquirente ou cessionário C, não pode ingressar em juízo
substituindo o alienante - e aí está um dos erros que a lei comete, pois deveria haver dito sucedendo
e não substituindo - sem que consinta a parte contrária. Como se viu, B (o cedente ou alienante), se
permanecer no processo, é que estará substituindo C. Se C passar a ocupar o pólo passivo da
demanda, com o consentimento de A, aí sim é que haverá sucessão e exceção ao princípio da
perpetuatio legitimationis.
Para que possa haver aplicação do art. 42 é necessário que haja coisa ou direito litigioso, só incidindo
tal dispositivo, portanto, depois da citação (art. 219).
Em face do não consentimento de A para que C integre o processo substituindo B, pode o
cessionário ou o adquirente (C) passar a integrar o processo na condição de assistente litisconsorcial,
já que este tem legitimidade ad causam (ligação direta com o objeto sobre o qual se discute),
carecendo, todavia, de legitimidade processual. Como assistente litisconsorcial que é, em função de
disposição legal expressa (art. 42, § 2º) será atingido pela sentença proferida no processo que pendia
entre A e B.
18.3 Sucessão
Já vimos que a lei, no art. 42, § 1º, troca as expressões substituir por suceder, fazendo o mesmo no
(art. 41. Como se viu acima, também, a possibilidade de que haja troca sucessiva das partes, uma
sucedendo a outra, se consubstancia em exceção ao princípio da perpetuatio legitimationis.
Dois requisitos existem para que tenha lugar a sucessão intervivos: o primeiro deles é a
admissibilidade da lei, conforme se diz no art. 41, e o segundo é a vontade da parte contrária, como
estabelece o art. 42, § 1º.

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Todavia, para que haja sucessão mortis causa a vontade da parte contrária é irrelevante e esta
pode se dar sucessivamente em dois momentos. Primeiro pelo espólio e depois pelos sucessores,
observado o disposto no (art. 265).
18.4 Procuradores
Os arts. 44 e 45 do CPC tratam da possibilidade de haver sucessão dos procuradores das partes. Há
determinação expressa no sentido de que a parte, no mesmo ato em que revogue o mandato
outorgado para seu procurador, constitua outro para sucedê-lo, representando-a.
Existe também a possibilidade de que o próprio advogado renuncie, remanescendo, todavia,
responsável pelo processo durante os dez dias subseqüentes à renúncia, desde que necessário para
evitar prejuízo à parte. Esta renúncia deve ser acompanhada de ato de ciência à parte, que deve
ocorrer através de meio que se consubstancie, em si mesmo, numa prova, como, por exemplo,
notificação, correspondência mediante protocolo firmado pela própria parte ou correspondência com
aviso de recebimento também firmado pela própria parte.

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19. LITISCONSÓRCIO
SUMÁRIO:
19.1 Conceito
19.2 Justificativa
19.3 Tipos de litisconsórcio, segundo diferentes modos de classificação:

19.3.1 Quanto à cumulação de sujeitos do processo;
19.3.2 Quanto ao tempo de sua formação;
19.3.3 Quanto à sua obrigatoriedade;
19.3.4 Quanto ao alcance de seus efeitos

19.4 litisconsórcio, facultativo:
19.4.1 Hipóteses em que se pode formar o litisconsórcio, (facultativo)

19.5 Liitisconsórcio, necessário:
19.5.1 litisconsórcio, necessário unitário e simples

19.6 Conseqüência da não formação de litisconsórcio, necessário
19.7 Regime jurídico do litisconsórcio, - Generalidades
19.8 Limitação do litisconsórcio, facultativo.
19.1 Conceito
Na maioria das vezes o processo é composto de um autor e de um réu. Os exemplos acadêmicos
com que os estudantes de processo civil têm contacto, freqüentemente, partem da idéia de que A
move ação contra B, isto é, um autor, titular da afirmação de direito que faz, invoca a tutela estatal
contra aquele que estaria obrigado a cumprir determinada obrigação e não o faz.
Essa generalização com que se trata da matéria, entretanto, não corresponde a qualquer regra
absoluta, pois o CPC admite a possibilidade de propositura de ação contra diferentes réus, assim
como também permite que diversos autores formulem pretensão contra o mesmo (ou contra os
mesmos réus).
Trata-se do fenômeno do litisconsórcio, pelo qual duas ou mais pessoas se encontram no mesmo
pólo do processo, como autores, como réus, ou como autores e réus. Trata~se, portanto, numa
palavra, da possibilidade, contemplada pelo sistema, de que exista, no processo, cumulação de
sujeitos (cumulação subjetiva).
Veja-se a hipótese de uma ação que deva ser proposta pela vítima de uni dano contra dois
responsáveis pelo ressarcimento: num acidente de automóvel, a vítima, que sofreu danos materiais e
pessoais, propõe ação de ressarcimento contra o motorista do veículo e também contra seu
proprietário. Estamos diante de hipótese de litisconsórcio, passivo, em que dois são os réus.
19.2 Justificativa

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A adoção da possibilidade de cumulação subjetiva atende a alguns princípios do processo civil, de
que já tratamos. 0 primeiro deles é o princípio da economia processual, em razão do qual, com o
litisconsórcio, evita-se o desperdício de recursos (em sentido amplo, significando recursos

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financeiros, utilização do aparelho jurisdicional etc). 0 segundo princípio é o da segurança jurídica,
pois o litisconsórcio, ao proporcionar que se aplique o direito uniformemente, àqueles que do
processo sejam partes, evita a prolação de decisões conflitantes.
19.3 Tipos de litisconsórcio, segundo diferentes modos de classificação
19.3.1 Quanto à cumulação de sujeitos do processo
0 litisconsórcio, é ativo quando há vários autores, que propõem ação contra um único réu. Estamos
diante do litisconsórcio, passivo quando ocorre que um só autor propõe ação contra vários réus.
Trata-se, por fim, de litisconsórcio, misto, quando diversos autores propõem ação contra diversos
réus.
19.3.2 Quanto ao tempo de sua formação
0 litisconsórcio, pode ser inicial ou ulterior, quando formado logo na propositura da ação ou quando
tenha sido constituído posteriormente, mediante qualquer das formas de intervenção de terceiros, ou
no caso de se tratar de litisconsórcio, necessário, posteriormente formado.
A possibilidade de formação de litisconsórcio, ulterior configura-se em exceção ao princípio da
perpetuatio legitimationis e só pode ter lugar se se tratar de litisconsórcio, necessário. 0
"litisconsorte" tardio, em se tratando de litisconsórcio, facultativo, será assistente, como veremos
adiante.
19.3.3 Quanto à sua obrigatoriedade
0 litisconsórcio, pode ser facultativo ou necessário, conforme se possa admiti-lo, sem que, no
entanto, exista necessidade de sua formação ou quando-a sorte do processo dependa da presença
dos litisconsortes, pena de vício bastante grave (inexistência
Rodrigo Reis fez um comentário
  • antigo CPC !
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