Resumo (de concurso) - Direito Processual Civil -Curso Processo Civil
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Resumo (de concurso) - Direito Processual Civil -Curso Processo Civil

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– por Reinaldo Wanbier

19.8 Limitação do litisconsórcio, facultativo
0 parágrafo único do art. 46 do CPC contém disposição que permite ao juiz limitar o número de
litisconsortes quando de litisconsórcio, facultativo se trate, quando o excessivo número de
litisconsortes possa comprometer a rápida solução da lide ou dificultar o exercício do direito de
defesa. Nessas hipóteses, o juiz pode limitar o número de litisconsortes (tanto ativos quando
passivos) a um número que considere razoável, de acordo com o caso concreto. Assim não fosse,
estaria frustrado um dos objetivos da criação do instituto, que é o de levar a efeito o princípio da
economia processual.

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20. INTERVENÇÃO DE TERCEIROS
SUMÁRIO:
20.1 Noções gerais
20.2 Definição de terceiro
20.3 Justificativa da intervenção de terceiro em processo pendente
20.4 0 interesse jurídico de terceiro - Assistência simples
20.5 Interesse jurídico equivalente ao da parte - Assistência litisconsorcial
20.6 Espécies de intervenção de terceiro - Critério legal
20.7 Modalidades de intervenção de terceiro
20.8 Oposição:

20.8.1 Conceito - Noções gerais;
20.8.2 Terminologia;
20.8.3 Pressupostos;
20.8.4 Regime jurídico;
20.8.5 Momento;
20.8.6 Resposta dos réus-opostos

20.9 Nomeação à autoria:
20.9.1 Conceito - Noções gerais;
20.9.2 Finalidades;
20.9.3 Terminologia;
20.9.4 Hipóteses;
20.9.5 Prazo;
20.9.6 Possibilidades em face da nomeação;
20.9.7 Obrigatoriedade

20.10 Denunciação da lide:
20.10.1 Conceito - Noções gerais;
20.10.2 Estrutura;
20.10.3 Hipóteses;
20.10.4 Iniciativa;
20.10.5 Regime jurídico

20.11 Chamamento ao processo:
20.11.1 Conceito;
20.11.2 Finalidade;
20.11.3 Características;
20.11.4 Hipóteses;
20.11.5 Momento e efeitos.

20.1 Noções gerais
Via de regra o processo se desenvolve tendo como sujeitos o juiz (sujeito imparcial) e as partes que
originariamente formaram a relação jurídica processual, isto é, o autor, que propôs a ação, e o réu,
contra quem foi a ação proposta. Essa situação nada muda se se tratar de litisconsórcio, seja ativo
(dois ou mais autores), passivo (mais de um réu) ou misto (vários autores e vários réus), porque, na
verdade, continua a relação jurídica processual triangularizada entre os três sujeitos processuais.

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Pode ocorrer, todavia, a intervenção de terceiro em processo alheio. Há terceiros que remanescem
terceiros apesar de terem passado a integrar o processo (assistentes), e outros que, no momento em
que passam a integrar o processo, assumem a condição de parte, como, por exemplo, o denunciado
à lide ou o nomeado à autoria.
De qualquer maneira, para que terceiro possa ingressar em processo alheio, há necessidade de
previsão legal.
20.2 Definição de terceiro
Para que se possa chegar à definição de terceiro no processo, deve-se necessariamente observar o
conceito de parte processual, isto é, daqueles que, como autor ou réu, situam-se nos dois pólos da
relação jurídica processual.
Num primeiro momento, poder-se-ia genericamente afirmar que terceiro é um contra-conceito, isto é,
é terceiro todo aquele que não for parte.
Intuitivamente, já se percebe que dentre todos esses terceiros deve haver importantíssimas
discriminações, em função de sua ligação ou proximidade para com o litígio em relação ao qual são
terceiros. Pode-se falar em terceiros desinteressados - e a esses a lei não fornece caminho algum
para que possam intervir em processo alheio, instrumentando-lhes com os embargos de terceiro,
para que possam justamente dizer que não podem ser atingidos por que nada têm que ver com o
processo - em terceiros interessados de fato - cujo interesse é meramente econômico, moral ou
espiritual, mas não jurídico - e em terceiros que podem intervir e se tornar partes.
20.3 Justificativa da intervenção de terceiro em processo pendente
Na intervenção de terceiros ocorre como que a intromissão de terceiro, voluntária ou coativamente,
havendo de existir interesse jurídico que justifique essa intervenção.
A regra geral no sentido de que somente entre partes, isto é, entre autor e réu (ou autores e réus, em
todas as hipóteses de litisconsórcio, é que a sentença produz efeitos é, na verdade, princípio que
deve ser observado genericamente pelo sistema positivo. Nota-se, nos ordenamentos jurídicos em
geral, uma preocupação, que existe desde sempre, no sentido de que a sentença só produz efeitos
entre as partes. Sabe-se, todavia, que é quase impossível alcançar-se esse desiderato, já que a
sentença dispõe a respeito de relações jurídicas que, em si mesmas, são entrelaçadas e
encadeadas.
Há circunstâncias, todavia, em que os efeitos podem alcançar terceiros, diretamente, quando se
tratar, por exemplo, da existência de afirmações de direito simultâneas e mutuamente excludentes a
respeito do mesmo objeto, ou indiretamente, quando o terceiro tiver de suportar algum tipo de efeito,
ainda que por via oblíqua (efeito indireto), da sentença que for proferida no processo entre A e B.
Tais circunstâncias se constituem em situações excepcionais, diante das quais o ordenamento
autoriza a intervenção de terceiros.

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Pensamos que a compreensão dos institutos de intervenção de terceiros depende de que, nesta
altura das nossas considerações, se abra um parêntese para que se possa tratar separadamente
desses institutos, tratado s em dois grandes grupos: o daqueles a que a lei denomina de espécies do
gênero intervenção de terceiros (oposição, nomeação à autoria, denunciação da lide e chamamento
ao processo) e o daqueles em que a doutrina vê a genuína intervenção de terceiros (assistência
simples e litisconsorcial).
São esses os assuntos dos itens subseqüentes.
20.4 0 interesse jurídico de terceiro - Assistência simples
A figura da assistência simples é, na verdade, a mais autêntica das formas de intervenção de terceiro,
já que se trata do único terceiro que permanece na condição de terceiro, mesmo depois de ter
integrado o processo. 0 que há de mais marcante com relação a essa figura é, indiscutivelmente, o
tipo de interesse que tem relativamente ao objeto do processo que pende entre A e B e no qual
pretende ele, C, intervir.
A assistência é modalidade de intervenção de terceiros que, no plano do CPC, está prevista fora do
capítulo próprio, vindo disciplinada em conjunto com o litisconsórcio.
Trata-se de intervenção em que o terceiro, a que se denomina, num primeiro momento,
genericamente, de assistente, ingressa em processo alheio com o fim de prestar colaboração a uma
das partes, isto é, àquela a quem assiste, tendo em vista o alcance de resultado satisfatório, no
processo, para o assistido. 0 interesse do assistente consiste na vitória da parte a quem assiste e na
conseqüente e correlata sucumbência da parte contrária.
Por aí já se vê que o assistente não formula pretensão e tampouco defesa, e-a sua presença no
processo não faz nascer uma outra lide para que o juiz decida juntamente com a lide originária (como
ocorre, por exemplo, na denunciação da lide ou na oposição).
0 grau de intensidade do interesse jurídico do assistente determina seu enquadramento numa ou
noutra das modalidades de assistência.
A perspectiva de que o terceiro inexoravelmente sofra efeitos indiretos da decisão que não foi
proferida contra si é que dá a medida de seu interesse, legitimando, por assim dizer, seu ingresso em
processo que corre
Rodrigo Reis fez um comentário
  • antigo CPC !
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