Resumo (de concurso) - Direito Processual Civil -Curso Processo Civil
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Resumo (de concurso) - Direito Processual Civil -Curso Processo Civil

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presenciando ato ou culto religioso, ao cônjuge ou
parente de pessoa falecida, no dia do falecimento e nos sete dias seguintes, aos noivos, no dia do
casamento e nos três dias seguintes, e aos doentes, enquanto se tratar de estado grave.
Trata-se de proibição momentânea, pois, vencido o óbice, a citação ocorrerá.
II) ao demente ou a quem estiver impossibilitado (art. 218). Nessa hipótese, fica vedada a citação
na pessoa do réu. Verificando o oficial de justiça (é vedada a citação pelo correio - art. 222, b) que o
réu não apresenta condições mentais para entender o ato, deverá diligenciar para verificar se o réu
já foi interditado. Caso positivo, a citação se dará na pessoa do curador; caso contrário, o oficial de
justiça deverá certificar minudentemente a ocorrência e devolver o mandado. Em seguida, nomeará
o juiz um médico para proceder ao exame do réu, devendo apresentar laudo em cinco dias. Se o
juiz, a impossibilidade, nomeará curador ao réu, específico para a causa, e este será citado,
incumbindo-lhe promover a defesa.
Comprovada a incapacidade, toma-se obrigatória a intervenção do Ministério Público (art. 82, 1).
23.7 Classificação
São as seguintes as modalidades de citação:
I) citação real. Assim denominada porque, nessa, existe a certeza jurídica de que o réu foi
cientificado da propositura da ação. Nessa categoria incluem-se:
II) pelo correio. Com o advento da Lei 8.710/93, a citação pelo correio passou a ser a regra, somente
não sendo admissível nas ações que versem questão de estado, quando o réu for incapaz ou pessoa
jurídica de direito público, nos processos de execução, quando o endereço do réu não for atendido
pela entrega domiciliar de correspondência, ou ainda quando o autor requerer a citação por outro
meio.
Na citação pelo correio, o escrivão ou chefe da secretaria remeterá ao réu uma carta de citação,
contendo obrigatoriamente cópia da petição inicial e do despacho do juiz, além da advertência de que
a ausência de contestação resulta em presunção de veracidade dos fatos narrados na inicial. Embora
não conste do art. 223, é claro que tal advertência só existirá se o litígio versar sobre direitos
disponíveis, pois, caso contrário, não ocorre a presunção de veracidade dos fatos (art. 320, 1.1).
Também é obrigatória a menção ao prazo para a resposta, e o endereço do juízo e cartório. A falta de
qualquer desses requisitos toma nula a citação.

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A carta será registrada, com aviso de recebimento, sendo que, ao ser citado, deverá o réu assinar o
respectivo recibo que, ao ser devolvido, será juntado aos autos como comprovante da entrega da

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carta. Sendo pessoa jurídica, o integrante do pólo passivo da relação jurídica processual, considera-
se realizada a citação com a entrega da carta a pessoa com poderes de gerência ou administração.
III) por oficial de justiça. Somente nos casos em que for inadequada a citação pelo correio, ou
quando frustrada esta, a citação se dará por oficial de justiça, em cumprimento a mandado para tanto
expedido.
Nesse caso, são requisitos do mandado: os nomes e endereços das partes (autor ou autores, réu ou
réus), a finalidade da citação, com um resumo da petição inicial, exceto se o autor fornecer cópias
desta, tantas quantos forem os réus a ser citados, bem como a advertência quanto à presunção de
veracidade dos fatos articulados, caso não haja contestação, apenas se o litígio versar sobre direitos
disponíveis.
Ainda, a expressa menção ao pedido cominatório se houver, o dia, hora e lugar do comparecimento,
a cópia do despacho que determinou a citação, o prazo para a resposta, encerrando-se o mandado
com a assinatura do escrivão e a observação de que faz por ordem do juiz.
De posse do mandado, cumpre ao oficial de justiça efetuar as diligências necessárias para a citação,
quais sejam procurar o réu, seja no endereço constante do mandado ou onde o encontrar, e efetuar a
citação mediante a leitura do mandado e a entrega da contrafé, a lavratura de certidão, portando por
fé que a efetuou, e tomando a nota de ciente do réu, ou certificando a recusa deste em fornecê-la.
IV) citação ficta. Nesta, não existe uma certeza jurídica, mas a suposição, de que a notícia da
propositura da ação chegou até o réu. Somente é admissível na hipótese de frustração da citação
real. Incluem-se:
V) por edital. Somente se admite a citação por edital se o autor demonstrar ter esgotado as
tentativas de localizá-lo, pois sempre será preferível a citação real.
0 Código exige (art. 232, 1), para o deferimento da citação por edital, que o autor afirme, ou o oficial
de justiça o certifique, ser o réu desconhecido ou incerto, ou, ainda que conhecido, que se encontra
em local ignorado, incerto ou inacessível. Caso se verifique, posteriormente, que o autor fez tais
afirmações dolosamente, ou seja, com o intuito de frustrar a citação real, incorrerá em multa, em favor
do réu, de cinco vezes o salário mínimo vigente.
Em relação ao local inacessível, além da publicação do edital, a notícia será divulgada pelo rádio, se
houver na comarca (art. 23 1, § 2º). Também se considera local inacessível o país que recusar o
cumprimento de carta rogatória art. 231, § 1º).
Deferida essa modalidade de citação, será expedido o edital, que tem os seguintes requisitos: a) será
publicado por, no mínimo, três vezes: uma no órgão oficial e pelo menos duas vezes em jornal local
(onde houver), sendo que o prazo entre as publicações não pode exceder quinze dias (em se
tratando de beneficiário de justiça gratuita, a publicação será unicamente no órgão oficial); b) a
afixação do edital na sede do juízo, certificada nos autos pelo escrivão; c) a assinação, polo juiz, do
prazo do edital (entre vinte e sessenta dias); c) a menção à presunção de veracidade dos fatos
alegados pelo autor, em se tratando de direitos disponíveis.

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0 prazo do edital é necessário para a determinação do momento em que se considera realizada a
citação. Assim, fixado o prazo pelo juiz, conta-se a partir da última publicação. Vencido este,
considerase citado o réu, passando então a fluir o prazo para a resposta.
Uma cópia de cada publicação será juntada aos autos.
Citado por edital, se o réu não comparecer, ser-lhe-á nomeado curador (art. 9º, II).
VI) com hora certa. Trata-se de citação realizada por oficial de justiça, mas também sem a certeza
jurídica de que o réu foi cientificado da propositura da ação.
Expedido o mandado, deve o oficial de justiça procurar o réu primeiramente na residência ou
domicílio deste. Se, todavia, por três vezes, o oficial de justiça não encontrar o réu, e suspeitando que
este está se ocultando, a citação se dará com hora certa, ou seja, o oficial de justiça intimará
qualquer pessoa da família do réu, ou mesmo qualquer vizinho, que retomará no dia imediato, em
hora especificada, para realizar a citação.
Na hora por ele mesmo designada, o oficial de justiça retomará ao endereço do réu. Se o encontrar,
realizará a citação pessoal. Caso contrário, após procurar informações acerca dos motivos da
ausência do réu, dará por feita a citação, lavrando a respectiva certidão e entregando a contrafé a
pessoa da família do réu, ou a qualquer vizinho, mencionando na certidão o nome da pessoa a quem
entregou.
Concluída a diligência, deve o oficial de justiça devolver o mandado assim cumprido. 0 escrivão, para
validar a citação com hora certa, remeterá ao réu carta comunicando o ocorrido.
Assim como ocorre na citação por edital, também será nomeado curador ao réu citado com hora
certa, se não comparecer (art. 9º, II).
Rodrigo Reis fez um comentário
  • antigo CPC !
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