Resumo (de concurso) - Direito Processual Civil -Curso Processo Civil
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Resumo (de concurso) - Direito Processual Civil -Curso Processo Civil

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determina
que, para o regramento por meio dos regimentos internos, deverão ser observadas as normas de
processo e as "garantias processuais das partes".
Também compete privativamente aos tribunais, de acordo com a regra da letra b do inciso 1 do art.
96 da CF, organizar suas secretarias, os serviços auxiliares e os juízos que lhes forem vinculados.

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0 art. 96, inciso II, trata da competência privativa do Supremo Tribunal Federal, dos Tribunais
Superiores e dos Tribunais de Justiça, para propor ao respectivo Poder Legislativo (Federal nos dois
primeiros casos e Estadual ou Distrital, no caso dos Tribunais de Justiça) a alteração do número de
membros dos tribunais inferiores (letra a), a criação ou extinção de cargos e a fixação de vencimentos
de seus membros, dos juízes, inclusive dos tribunais inferiores, dos serviços auxiliares e dos juízos a
eles vinculados (letra b). De acordo com a letra c desse dispositivo da CF, é também do STF, dos
Tribunais Superiores e dos Tribunais de Justiça a competência (igualmente privativa) para propor ao

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Poder Legislativo respectivo a criação ou extinção dos tribunais inferiores. Exemplo: Estados que não
possuam Tribunal de Alçada têm no Tribunal de Justiça o órgão privativamente competente para
propor sua criação à Assembléia Legislativa.
É também da competência exclusiva dos tribunais, por força do disposto na letra d do inciso 11 do art.
96 da CF, a formulação de proposta ao respectivo Poder Legislativo, para a alteração da organização
e da divisão judiciárias. No caso da justiça estadual, por exemplo, é do Tribunal de Justiça a
competência privativa para propor à Assembléia Legislativa do respectivo Estado a criação de
comarcas ou de novas varas em comarcas já existentes.
4.2 Organização judiciária e Constituições Estaduais
A organização dos serviços judiciários nos Estados e no Distrito Federal incumbe às respectivas
Constituições, às leis de divisão e organização judiciárias e aos regimentos internos dos respectivos
tribunais.
Essa competência é absolutamente residual, no sentido de que não pode deixar de considerar as
regras previstas na CF e em outras regras de disciplina da organização judiciária compatíveis com o
texto constitucional, aplicáveis também às justiças dos Estados e do Distrito Federal, como a Lei
Orgânica da Magistratura e as leis processuais.
4.3 Órgãos do Poder Judiciário
Para o exercício da função jurisdicional a Constituição Federal dispõe, no art. 92, a respeito dos
órgãos do Poder Judiciário. Segundo essa regra, "são órgãos do Poder Judiciário: I - o Supremo
Tribunal Federal; II - o Superior Tribunal de Justiça; III - os Tribunais Regionais Federais e os Juízes
Federais; IV - os Tribunais e Juízes do Trabalho; V - os Tribunais e Juizes Eleitorais; VI - os Tribunais
e Juízes Militares; os Tribunais e Juízes dos Estados, do Distrito Federal e Territórios".
4.4 O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça
0 STF é o órgão de cúpula do Poder Judiciário no Brasil. Foi criado logo após a Proclamação da
República, pelo Decreto 848, de 11 de outubro de 1890. Sua função principal é a de manter a
integridade da ordem constitucional. Sua competência está disciplinada no art. 102 da CF, cujo caput
dispõe que "compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, é,
portanto, o órgão a que incumbe a jurisdição constitucional.
0 STJ foi criado pela CF de 1988, e funciona como órgão destinado a julgar, em última instância, a
matéria relativa ao direito federal infraconstitucional. Diz, portanto, a palavra final sobre todas as
matérias que se refiram ao direito federal. Sua competência está disciplinada no art. 105 da CF.

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4.5 Tribunais Regionais Federais e juízes federais
Em razão do sistema federativo, adotado como forma de estruturação do Estado brasileiro, também o
Poder Judiciário está dividido de modo a se adequar ao modelo de federação. Assim, há órgãos
judiciários federais e órgãos judiciários estaduais (e distrital, em razão do Distrito Federal).
A estrutura da justiça federal é composta dos juízes federais, como órgãos judiciários de primeiro
grau, pelos Tribunais Regionais Federais, divididos por regiões, como órgão de segundo grau, e,
evidentemente, pelo STJ e STF, respectivamente para a uniformização da aplicação do direito federal
e da CF.
A competência da justiça federal está prevista nos arts. 108 e 109 da CF e sua estrutura está
disciplinada pela Lei 5.010, de 30 de maio de 1966.
4.6 Justiças especiais
Na estrutura do Poder Judiciário, há três organizações distintas, cada qual encarregada da aplicação
de regras de uma área específica do direito: do trabalho, eleitoral e militar.
4.7 Justiça do Trabalho
A Justiça do Trabalho tem sua competência definida no art. 114 da CF, segundo o qual "compete à
Justiça do Trabalho conciliar e julgar os dissídios individuais e coletivos entre trabalhadores e
empregadores, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e
indireta dos Municípios, do Distrito Federal, dos Estados e da União, e, na forma da lei, outras
controvérsias decorrentes da relação de trabalho, bem como os litígios que tenham origem no
cumprimento de suas próprias sentenças, inclusive coletivas".
Os órgãos da Justiça do Trabalho são (art. 111 da CF): o Tribunal Superior do Trabalho, os Tribunais
Regionais do Trabalho e as Varas do Trabalho, estas últimas encarregadas do exercício da função
jurisdicional em primeiro grau.
4.8 Justiça Eleitoral
A competência da Justiça Eleitoral foi delegada, pela CF, para Lei Complementar. Atualmente, a
norma reguladora é o Código Eleitoral, que, embora seja anterior à CF de 1988, foi por ela
recepcionado.
Os órgãos da Justiça Eleitoral são (art. 118 da CF): o Superior Tribunal Eleitoral, os Tribunais
Regionais Eleitorais e os juízes eleitorais.

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4.9 Justiça Militar
A competência da Justiça Militar não se insere na jurisdição civil, pois, de acordo com o art. 124 da
CF, a ela "compete processar e julgar os crimes militares definidos em lei". A CF de 1988 (art. 122)
previu, como órgãos da Justiça Militar, o Superior Tribunal Militar e os tribunais e juízes militares que
fossem instituídos por lei.
Em 1992, foi editada a Lei 8.457, de 4 de setembro, segundo a qual são órgãos da Justiça Militar,
além do Superior Tribunal Militar, a Auditoria de Correição, os Conselhos de Justiça, os juízes
auditores e os juízes auditores substitutos.
4.10 Tribunais e juizes dos Estados
Na organização judiciária dos Estados (e do Distrito Federal) há, como órgãos de primeiro grau, os
juízes de Direito, togados e vitalícios, e, como órgãos de segundo grau, os Tribunais de Alçada e de
Justiça.
De conformidade com o art. 98 da CF, são também órgãos da Justiça dos Estados e do Distrito
Federal os Juizados Especiais Cíveis e Criminais (inciso I), "providos por juizes togados, ou togados e
leigos" (criados pela Lei 9.099, de 26.09.1995) e os Juízes de paz (inciso H).
Na esfera da jurisdição penal há também o Tribunal do Júri, previsto no inciso XXXVIII do art. 5º da
CF.

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5. COMPETÊNCIA
SUMÁRIO:
5.1 Conceito
5.2 "Competência" internacional:

5.2.1 "Competência" exclusiva;
5.2.2 "Competência" concorrente

5.3 Critérios para a determinação
Rodrigo Reis fez um comentário
  • antigo CPC !
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