7S - RE - Processo Civil - Recursos
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7S - RE - Processo Civil - Recursos

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dias, para o órgão competente para o julgamento do recurso.

 Art. 533. Admitidos os embargos, serão processados e julgados conforme dispuser o regimento do tribunal.

 Art. 534. Caso a norma regimental determine a escolha de novo relator, esta recairá, se possível, em juiz que não haja participado do julgamento anterior

		É o caso de voto de relator vencido: a função da relatoria passará ao 	revisor, que redigirá o inteiro teor do acórdão, pois não teria sentido o relator redigi-	lo, uma vez que foi contrário a ele.

	1. Prazo: O prazo para interpor e para contrarrazoar os embargos infringentes na esfera cível é de 15 dias, conforme prescrito no artigo 508 do Código de Processo Civil

Art. 508. Na apelação, nos embargos infringentes, no recurso ordinário, no recurso especial, no recurso extraordinário e nos embargos de divergência, o prazo para interpor e para responder é de 15 (quinze) dias

	Observação 1: hipoteticamente, réu apela em três obrigações e vence em duas perdendo em uma. Poderá interpor embargos infringentes dessa sucumbida. Porém, neste caso, são chamados 2 outros desembargadores, para auxiliarem no julgamento, pois a tendência será dos desembargadores da apelação repetirem o voto.

	Observação 2: não tem cabimento embargo infringente:

		a) Acórdão proferido no julgamento de outros recursos, já que se fala 	expressamente em reforma de sentença de mérito. Exceção – súmula 255 do STJ.

STJ Súmula nº 255 - 01/08/2001 - DJ 22.08.2001

Embargos Infringentes em Agravo Retido - Matéria de Mérito - Cabimento

 Cabem embargos infringentes contra acórdão, proferido por maioria, em agravo retido, quando se tratar de matéria de mérito.

		A doutrina também admite embargos infringentes de decisão sobre 	embargo retido em preliminar de recurso de apelação.

		b) Acórdãos que mantenham a sentença ou não acolham a ação rescisória 	(não importa se 3x0 ou 2x1);

		c) Acórdãos que reformem a sentença para extinguir o processo;

		d) Acórdãos que anulem a sentença;

		e) Acórdãos de não conhecimento do recurso.

		Observação: em relação ao art. 515, §3º, a maioria da doutrina considera 	que pode haver embargos infringentes.

Art. 515. A apelação devolverá ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada.

 § 3o Nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito (art. 267), o tribunal pode julgar desde logo a lide, se a causa versar questão exclusivamente de direito e estiver em condições de imediato julgamento.

VI – Recurso Especial (CF, art. 105, III):

	Vai para o STJ, pois o Recurso Especial trata de matéria infraconstitucional.

Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça:

III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última instância, pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territórios, quando a decisão recorrida:

1. Pressupostos gerais:

	Têm caráter cumulativo, não alternativo:

		a) Prequestionamento;

		b) Decisão final;

	

		c) Órgão a quo;

		d) Matéria de direito.

	1.1 Prequestionamento:

	Para o STJ, o prequestionamento significa que a matéria federal controvertida deve ser decidida previamente no Tribunal a quo.

	Se a matéria federal controvertida não for decidida pelo Tribunal a quo, caberá ao recorrente interpor embargos de declaração (com finalidade de prequestionamento ou prequestionadores).

	O STJ tem admitido o chamado prequestionamento implícito, que se dá quando o Tribunal a quo enfrenta a questão federal controvertida, mas não menciona explicitamente a norma legal violada. Em outras palavras, é aquele cuja questão encontra-se implicitamente apreciada, em razão, ou da abordagem previa sem que o Tribunal tenha se pronunciado, ou porque englobado em outro tema abordado e julgado. Com essa decisão implícita, não se interpõe novos embargos e se parte direto para o Recurso Especial. Outro aspecto é que não são considerados protelatórios, conforme Sumula 98 do STJ.

	1.2 Decisão final:

	Para interposição do Recurso Especial o recorrente deve esgotar todas as instâncias recursais ordinárias, vale dizer, que não cabe Recurso Especial quando ainda tivermos possibilidade de outro recurso como apelação, agravo, embargos infringentes etc.

	1.3 Órgão a quo:

	Para cabimento do Recurso Especial o órgão a quo deve ser um Tribunal local (TRF ou TJ).

	1.4 Matéria de direito:

	Só se analisa matéria de direito, não cabe, por sua vez, para tratar de matéria de fato.

	Portanto, não é possível Recurso Especial para reexame de prova, pois esta é diferente de matéria probatória, que pode, sim, ser discutida desde que a matéria probatória seja matéria de direito.

	Exemplos: o Tribunal inverteu o ônus da prova erroneamente; o juiz deixou de examinar a prova; o juiz admitiu prova ilegal.

2. Pressupostos específicos:

	São as alíneas do inciso III do art. 105 da CF:

a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;

b) julgar válido ato de governo local contestado em face de lei federal;

			c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja 				atribuído outro tribunal

3. Observação: CPC, art. 543-C trata dos recursos repetidos ou multiplicidade de recursos.

	Com esse artigo, foi modificado o trâmite dos recursos especiais repetitivos e, reduziu-se a subida de processos ao Tribunal, pois, em caso de variados recursos versando sobre a mesma matéria, o presidente do TJ ou TRF poderá realizar uma seleção (ou triagem) de alguns ou mesmo de apenas um destes processos e encaminha-lo(s) ao STJ, operacionalizando-se uma sensível redução na quantidade de processos.

	
	Após o envio do(s) recurso(s) ao STJ, os demais feitos de mesma matéria, ficam suspensos até que a corte pronuncie seu julgado.

	A partir da decisão do STJ, os tribunais aplicarão aos processos análogos o mesmo entendimento de imediato.

	Assim sendo, ao STJ subirão apenas os processos que, no Tribunal de origem, a tese seja contrária à decisão da Corte mor, ou que ainda não exista posicionamento jurisprudencial.

VII – Recurso Extraordinário (CF, art. 102, III e §3º):

	Vai para o STF, pois o Recurso Extraordinário trata de controvérsia quanto a matéria constitucional.

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:

III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a decisão recorrida:

§ 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros

1. Pressupostos gerais:

	Têm caráter cumulativo, não alternativo:

		a) Prequestionamento;

		b) Decisão final;

	

		c) Órgão a quo;

		d) Matéria de direito;

		e) Repercussão geral

	1.1 Prequestionamento:

	Para o STF, o prequestionamento significa que a matéria constitucional controvertida deve ser decidida previamente pelo órgão a quo. Senão, caberá ao recorrente interpor embargos de declaração (com finalidade de prequestionamento ou prequestionadores).

	

STF Súmula nº 356 - 13/12/1963 - Súmula da Jurisprudência Predominante do Supremo Tribunal Federal - Anexo ao Regimento Interno. Edição: Imprensa Nacional, 1964, p. 154.

Ponto Omisso da Decisão - Embargos Declaratórios - Objeto de Recurso Extraordinário - Requisito do Prequestionamento

 O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.

	1.2 Decisão final:

	Para interposição do Recurso Extraordinário o recorrente deve esgotar todas as instâncias recursais ordinárias, vale dizer, que não cabe