DP - Execução
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DP - Execução

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709 do CPC.
Porém tratando-se de vários credores o dinheiro será entregue segundo a ordem de preferência e se não houver título indicativo da preferência caberá ao credor que primeiro promoveu a execução a preferência, sendo que os demais receberão segundo a ordem da penhora.
Os credores deverão formular as pretensões, requerendo as provas, porém somente se discutirá o direito de preferência e a anterioridade da penhora, cabendo, ao magistrado, ao final dos trabalhos, decidir.
 
Do usufruto de bem móvel ou imóvel
O art. 716 do CPC permite ao juiz conceder ao exequente o usufruto do bem, seja móvel ou imóvel e se for eficiente para satisfazer ao crédito e menos gravoso ao executado.
Nesta hipótese de pagamento não há transferência de propriedade. O pagamento recai sobre o que o bem produz.
Embora esta forma de pagamento seja incomum o CPC a prevê e o art. 721 confere ao credor a possibilidade de, antes da realização da praça, requerer em pagamento de crédito, que lhe seja concedido o usufruto do bem imóvel penhorado.
Concedido por sentença o usufruto tem eficácia em relação ao executado e também a terceiros.
O juiz nomeará administrador, concedendo todos os poderes relativos ao usufrutuário. O administrador poderá ser o credor, se o devedor assim consentir como também poderá ser o devedor, se o credor concordar, conforme art. 719 do CPC.
Após a oitiva do executado o juiz nomeará perito para avaliação dos frutos e rendimentos do bem, calculando ainda o tempo necessário para o pagamento da dívida e após manifestação das partes sobre o laudo do perito o juiz decidirá. Se deferir ao usufruto do imóvel, será expedida carta de identificação do imóvel e cópias dos laudos e da decisão, nos termos do art. 722 e incisos do CPC.
Caso o imóvel, objeto do usufruto, esteja arrendado, determina o art. 723 que o inquilino deverá pagar o aluguel diretamente ao usufrutuário, após oitiva do executado.
Além disto, o art. 724 autoriza o exeqüente usufrutuário a locar o bem, após a oitiva do executado e havendo discordância o juiz deverá se manifestar, decidindo a melhor forma para o exercício do usufruto.
E ao ser pago o principal, juros, custos e honorários advocatícios o usufruto será extinto.
 
       REMIÇÃO E REMISSÃO
A remição de bens foi extinta pela lei 11. 382/06 e o que se tem hoje é a remição da execução, que, por sua vez, não deve ser confundida com remissão de dívida.
Por remição de bens entende-se a possibilidade do cônjuge, descendente ou ascendente do devedor requerer a remição dos bens arrematados ou adjudicados, evitando que os bens alienados passassem a pertencer a terceiros. Hoje tal prerrogativa não existe e o que se tem é a possibilidade destes parentes adjudicarem os bens, conforme art. 685 - A, § 2° do CPC.
 
A remição da execução é prevista no CPC, no art. 651. Trata-se de ato do devedor que poderá, antes da adjudicação ou alienação de bens, consignar ou pagar a dívida com valor atualizado, além de juros, custas e honorários advocatícios.
 
A remissão da dívida é ato do credor. Trata-se de renúncia por parte do credor de seu crédito. Este perdão leva à extinção do processo de execução.
 
 
QUESTÕES DE FIXAÇÃO
O que se entende por arresto executivo?
Todos os bens do devedor são passíveis de penhora? Explique
Quanto a alienação em hasta pública, diferencie a praça do leilão.
Diferencie remição da execução de remissão da dívida.
Pode haver prisão do depositário infiel? Explique.

Semana 6
Nesta semana você deverá estudar a execução por quantia certa contra devedor solvente
 
DA EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE
 
       Execução por quantia certa contra devedor solvente fundada em título judicial
 
1. INTRODUÇÃO
Esta semana prosseguiremos com o estudo da execução contra devedor solvente, dedicando-se a esta espécie, mas agora fundada em título judicial.
Em razão das alterações sofridas pela reforma processual a execução dos títulos judiciais é disciplinada de modo diverso das execuções fundadas em título extrajudicial, estudadas na semana passada.
Sendo o título que embasa a execução título judicial, cujo rol encontra-se no art. 475 - N do CPC, o procedimento executivo a ser seguido é o disciplinado pelos artigos 475- I a 475–R do mesmo diploma, cabendo também a aplicação subsidiária das normas que regem a execução fundada em título extrajudicial, quando não houver incompatibilidades.
Vimos na semana 1 que o processo de execução tem como objetivo satisfazer o credor de acordo com o seu direito declarado no título e o que se postula é o direito já declarado neste título e não mais a decisão de procedência ou improcedência, pois esta decisão o credor já a obteve declarada na sentença.
Por isto dissemos que a sentença condenatória é o título judicial que consubstancia a execução.
Estudamos ainda que se a obrigação não for voluntariamente adimplida pelo devedor, o credor não ficará desprotegido e sim encontrará, na legislação processual, amparo para se socorrer do Poder Judiciário, para que a sentença seja executada.
Outra importante observação deve ser ressaltada: não haverá citação do devedor. No decorrer destas semanas vimos que as reformas processuais imprimiram à execução uma nova sistemática de tal forma que a execução por título judicial não é mais um processo autônomo e que, por este motivo, a citação é realizada na fase de conhecimento, estendendo-se à fase executiva.
Portanto, o devedor não mais será citado para pagar a dívida sob pena de penhora, mas sim deverá ser intimado antes da fase executiva.
Isto porque, ao ser intimado, poderá o devedor promover o adimplemento da obrigação, sob pena de lhe ser acrescido à dívida toda uma multa no percentual de 10%, de acordo com o art. 475 – J do CPC.
Poderá ainda esta percentagem ser calculada sobre o saldo remanescente, nos casos em que o devedor efetuar o pagamento parcial no prazo previsto, pois o § 4° do mesmo artigo assim prevê.
A multa é uma das inovações carreadas pela Lei 11.232/06, sendo considerada um meio de compelir o devedor a cumprir o mandamento jurisdicional, pois se o devedor, depois de intimado, efetuar o pagamento da obrigação no prazo de 15 dias, a multa não lhe será aplicada, como também não sofrerá o processo de execução, justamente por ter adimplido a obrigação.
Entretanto, decorrido os 15 dias e não tendo o devedor efetuado o pagamento poderá o credor requerer a execução. Para tanto é necessário que este prazo de 15 dias seja ultrapassado. Somente transcorridos os 15 dias e não havendo o pagamento pelo devedor, poderá o credor requerer a execução, nos termos do art. 614, inc. II, artigo este que o próprio caput, parte final, do art. 475 – J nos remete.
Em síntese temos: o devedor, condenado ao pagamento de quantia certa, deverá efetuar o pagamento em 15 dias, sob pena de aplicação de multa. Mantendo-se inerte, ou seja, não efetuado o pagamento ao qual está obrigado, o credor poderá dar início a execução, requerendo que seja expedido o mandado de penhora e avaliação.
Diferentemente do que ocorre na execução fundada em título extrajudicial em que há a possibilidade do exequente indicar já na petição inicial os bens que deverão ser penhorados, segundo o expresso no art. 652, §2°, na execução fundada em título judicial não há esta possibilidade. O que a lei determina é o requerimento do credor para expedição do mandado de avaliação e penhora, após a negativa de pagamento por parte do devedor, ns 15 dias. E neste requerimento é que poderá indicar bens à penhora, autorizado pelo §3° do art. 475 – J do CPC.
 
2. PROCEDIMENTO
Determina o art. 475 – I que o cumprimento da sentença será feito conforme o previsto nos art. 461 e 461 – A. Referidos artigos cuidam da execução cujo objeto seja obrigação de fazer e não fazer e de entrega de coisa, cujo estudo será feito na semana 6 e 7, respectivamente.
O mesmo art. 475 – I, caput, parte final, determina que se tratando de obrigação por quantia certa o cumprimento se dará por execução, nos termos dos demais artigos
Paloma fez um comentário
  • Gisele, poderia postar as respostas do questionário? Obgda!
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