DP - Execução
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DP - Execução

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do capítulo, ou seja, segundo regras constantes no art. 475 – I e seguintes.
 
Assim sendo, nos casos de condenação por quantia certa o credor deverá requerer a execução em caso de inércia do devedor no prazo legal (15 dias). Será então expedido mandado de penhora e avaliação.
Do auto de penhora e avaliação o executado será intimado na pessoa de seu advogado, e na sua falta, pessoalmente ou pelo representante legal, nos termos do §1° do art. 475 – J do CPC. O mesmo artigo prevê a possibilidade de oferecimento da impugnação, que será estudada adiante.
Se o oficial de justiça não efetivar a avaliação devido necessidade de conhecimentos técnicos específicos, o qual não possui, o § 2° indica que será nomeado pelo juiz um avaliador para fazê-la, sendo que o §3° concede ao exequente a possibilidade de no requerimento indicar os bens.
Se a execução não for requerida pelo exequente no prazo de seis meses, contados do término dos 15 dias concedidos ao devedor para efetuar o pagamento, os autos serão arquivados, podendo, porém ser desarquivados a pedido da parte, de acordo com o §5°.
Vale relembrar as regras de competência para execução destes títulos, sendo que a regra para a execução por título judicial é que o requerimento deve ser dirigido ao juízo onde o título se formou, havendo, no entanto, peculiaridades, vistas no estudo da semana 2, tópico 2.
 
 
 
 
 
3. DA IMPUGNAÇÃO
O executado, na execução fundada em título judicial, poderá utilizar como o meio de defesa a impugnação.
O art. 475 – J, § 1° concede o prazo de 15 dias para que o devedor, ao ser intimado do mandado de penhora e avaliação, ofereça a impugnação.
Contudo este mecanismo de defesa do devedor é limitado no que diz respeito ao seu conteúdo, pois o art. 475 – L enumera quais matérias poderão ser alegadas.
São elas:
I - falta ou nulidade da citação se o processo correu à revelia;
II – inexigibilidade do título;
III - penhora ou avaliação errônea;
IV - ilegitimidade de partes;
V - excesso de execução;
VI – qualquer causa impeditiva, modificativa ou extintiva da obrigação, como pagamento, novação, compensação, transação ou prescrição, desde que supervenientes à sentença.
 
Como regra a impugnação não é ação autônoma, mas sim um incidente de execução. Apenas na hipótese do inc. VI, na qual o devedor pretende protestar pela inexistência do débito, a impugnação não será incidental, mas sim ação. Mas esta ação não será autônoma e tampouco formará um processo autônomo. Será ação incidental cuja pretensão é a extinção da própria execução.
 
Quanto ao efeito, o art. 475 – M, caput, preceitua que a impugnação não terá efeito suspensivo, porém autoriza o juiz a atribuir o efeito suspensivo se os fundamentos forem relevantes e o prosseguimento da execução acarrete ao executado grave dano ou de difícil reparação. O § 1° elucida que mesmo tendo sido atribuído o efeito suspensivo a execução poderá prosseguir, sendo necessário que se preste caução nos próprios autos, cujo valor será atribuído pelo juiz.
Se a impugnação for recebida no efeito suspensivo, que é a regra, será instruída e decidida nos próprios autos, mas se a ela for atribuído tal efeito a instrução será em autos apartados, segundo dispõe o § 2° do mesmo artigo.
A impugnação é um incidente processual da fase de execução e sua decisão é interlocutória, mas a regra contida no § 3° do art. 475 – M mostra duas possibilidades de recurso. Se a decisão resolver a impugnação, mas não acarretar a extinção da execução o recurso cabível será o agravo de instrumento.
Se a decisão importar na extinção da execução deverá ser interposta apelação.
 
        
QUESTÕES DE FIXAÇÃO
Decorrido o prazo para o devedor efetuar o pagamento e este não for realizado qual atitude deverá o credor tomar?
Quando se dá a aplicação da multa de 10% sobre o débito?
Impugnação é ação? Explique.
Há limitação quanto às matérias que podem ser alegadas por meio da impugnação? Explique.
Quais os recursos cabíveis contra a impugnação? Explique.
 

Semana 7
Nesta semana você deverá estudar da execução para a entrega de coisa
 
DA EXECUÇAO PARA ENTREGA DE COISA
 
1. INTRODUÇÃO
O CPC trata da execução para entrega de coisa nos artigos 621 a 631. Nela, o devedor será compelido, por meio de execução, a entregar a coisa.
A coisa, objeto da execução poderá ser certa ou incerta, sendo a certa tratada nos artigos 621 ao artigo 628 e a incerta nos artigos 629 ao artigo 631, todos do CPC.
Entende-se por coisa certa a que está individuada, o objeto é determinado.
Por coisa incerta tem-se aquela cujo objeto é determinável pelo gênero e quantidade, sendo necessária sua individuação.
A entrega da coisa pode originar - se de título judicial ou extrajudicial.
Se decorrente de título judicial não haverá execução por processo autônomo. Neste caso a execução a ser instaurada independe da formação de outra relação jurídica, não sendo necessária a citação do devedor.
Será o devedor intimado e o juiz fixará prazo para que a obrigação seja cumprida, conforme estabelece o art. 461 - A do CPC.
Poderá o juiz determinar, de ofício ou a requerimento do credor, as medidas necessárias à efetivação da obtenção do resultado pretendido, segundo prevê o CPC, em seu artigo 461, § 5°.
O mecanismo de defesa a ser utilizado pelo devedor será a impugnação, conforme visto na aula passada.
Desta forma, o processo de execução para a entrega de coisa, seja ela certa ou incerta restringe-se às obrigações constantes nos executivos extrajudiciais, cujo procedimento a ser observado é o previsto no artigo 621 e seguintes do CPC, objeto de estudo desta semana.
 
 
 
 
       Execução da entrega de coisa certa (art. 621 a 628, CPC).
Tratando-se de entrega de coisa certa, a prestação será considerada cumprida quando o devedor o realizar a prestação, ou seja, entregar a coisa tal qual constante no título.
Não sendo satisfeita a obrigação caberá ao credor propor a execução, requerendo, na petição inicial a citação do devedor.
O devedor será citado para, em 10 dias, satisfazer a obrigação, podendo o juiz, ao deferir a petição inicial, fixar multa por dia de atraso (art. 621, § único, CPC).
Poderá o devedor depositar a coisa, em vez de entregá-la, caso queira opor embargos. E uma vez depositada o exequente não poderá levantá-la até que os embargos sejam julgados, por força dos artigos 622 e 623 do CPC.
Devido à redação dos artigos citados necessário fazermos duas considerações sobre embargos, matéria a ser estudada na semana 12.
Os embargos, mecanismo de defesa que o devedor se utiliza, devem ser oferecidos no prazo de 15 dias e, como regra, são admitidos sem efeito suspensivo.
Portanto, dois prazos correrão nesta hipótese: 10 dias para a entrega ou depósito da coisa e os 15 dias para a oposição dos embargos.
E não sendo a coisa entregue e também não sendo depositada e sendo os embargos recebidos sem efeito suspensivo (regra), será expedido, em favor do credor, mandado de imissão de posse, tratando-se de bem imóvel ou mandado de busca e apreensão, sendo o bem móvel, como determina o art. 625 do CPC.
Situação diversa tem-se quando o executado entrega a coisa, pois tal ato extingue a execução, caso em que será lavrado o respectivo termo, mas havendo pagamento de frutos ou ressarcimento dos prejuízos a execução deverá prosseguir, explica o art. 624.
Entretanto, pode ocorrer a deterioração da coisa, a alienação ou ainda pode não ser encontrada. Para estas situações o legislador traz solução fixando, no art. 626 que se a coisa foi alienada quando já litigiosa, vale dizer, após a citação válida, será expedido mandado contra o terceiro adquirente que deverá depositá-la e após será ouvido.
Quanto à deterioração da coisa ou na hipótese de não ser achada o art. 627 concede ao credor o direito de receber o valor da coisa, além de perdas e danos. E o § único informa que se o valor da coisa não constar do título ou sendo impossível avaliá-la, o exequente poderá fazer a estimativa, submetendo-se ao arbitramento judicial.
O ordenamento
Paloma fez um comentário
  • Gisele, poderia postar as respostas do questionário? Obgda!
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