DP - Execução
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DP - Execução

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jurídico processual, atento à possibilidade de alteração da coisa por parte do devedor ou de quem esteja com ela, traçou regras para as hipóteses de benfeitorias indenizáveis, dispostas no art. 628. Neste caso será obrigatória a liquidação prévia.
Se houver saldo em favor do devedor, o credor deverá depositar a diferença ao requerer a entrega da coisa. E havendo saldo em favor do credor, será cobrado nos autos do mesmo processo.
 
       Execução da entrega de coisa incerta (art. 629 a 631, CPC).
Sendo a coisa incerta necessário será determiná-la para que seja possível, ao devedor, cumpri-la.
A coisa incerta é aquela determinada pelo gênero e quantidade, devendo ser individuada e para tal deverá haver a escolha, que, como regra, pertence ao devedor, porém permite o direito material que a escolha recaia sobre o credor.
As regras encontram-se no art. 244 do Código Civil cuja redação indica caber a escolha ao devedor se o contrário não resultar do título da obrigação. Também determina que não poderá o devedor dar a coisa pior e nem será  obrigado a prestar a melhor.
Conclui-se que tanto o devedor como o credor poderão determinar o objeto e com isto a legislação processual civil tratou de modo diverso a questão, no art. 629.
Se a escolha para a entrega da coisa couber ao credor, ele deverá indicá-la na petição inicial. Cabendo ao devedor, este será citado para entregar a coisa já individualizada.
Ocorre que a escolha não é absoluta podendo a parte contrária impugná-la. O prazo legal dado pelo art. 630 do CPC é de 48 horas. Havendo este incidente o juiz deverá decidir de plano ou nomear perito, se achar necessário, para após sua oitiva, decidir a questão. Trata-se de decisão interlocutória, cujo recurso cabível é o agravo de instrumento.
No prosseguimento, isto é, após a escolha a execução seguirá as regras para a entrega de coisa certa, consoante art. 631 do CPC.
 
QUESTÕES DE FIXAÇÃO
 
O que se entende por coisa certa?
O que se entende por coisa incerta?
Discorra sobre o procedimento da execução das obrigações de dar coisa certa.
Discorra sobre o procedimento da execução de entrega de coisa incerta.
Explique o que ocorre na hipótese de benfeitorias.

Semana 8
Nesta semana você deverá avançar estudar a execução das obrigações de fazer e não fazer.
 
EXECUÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER E NÃO FAZER
 
1. CONCEITO
O processo de execução das obrigações de fazer vem disciplinado no CPC nos artigos 632 ao artigo 638 e o de obrigação de não fazer está disposto nos artigos 642 a 645.
Obrigações de fazer são as obrigações em que o devedor assume o compromisso de realizar algo; compromete-se em uma prestação, que poderá ser fungível ou não fungível. Trata-se de obrigação positiva.
Quando o objeto da prestação puder ser cumprido por qualquer pessoa a obrigação será fungível. Se a obrigação somente puder ser cumprida por pessoa determinada estamos diante de obrigação não fungível.
Obrigações de não fazer tem como característica a abstenção. O devedor compromete-se a não fazer algo, a abster-se, a privar-se de realizar determinado ato. É, portanto, uma obrigação negativa.
 
A execução das obrigações de fazer e não fazer baseia-se em título judicial ou extrajudicial.
Tratando-se de título judicial, a execução será imediata, ou seja, não haverá formação de processo autônomo e o que se tem é o cumprimento de sentença e as regras serão as ditadas pelo artigo 461 do CPC.
Tratando-se de título extrajudicial haverá a formação de uma nova relação processual, sendo, portanto, a execução específica e o procedimento será o previsto nos artigos 632 a 638 do CPC.
Ressalte-se que, como em todas as espécies de execução o devedor terá meios para se defender. Sendo o título judicial a defesa se dará por impugnação (vide semana 4) e tratando-se de título judicial poderá opor embargos, que serão estudados na semana 12.
 
 
2. PROCEDIMENTO
       Execução das obrigações de fazer fungível
A execução das obrigações de fazer fungível fundamentada em título extrajudicial, e, portanto, enseja nova relação jurídica, inicia-se com o requerimento para a citação do devedor.
Nos termos do art. 632 do CPC, o devedor será citado para satisfazer a obrigação no prazo determinado no título e caso o título não o especifique o juiz assinará o prazo, cumprindo ao devedor satisfazê-la.
No entanto, por ser a obrigação fungível, ou seja, aquela que permite seu adimplemento por qualquer pessoa o art. 633 confere ao credor a possibilidade de, nos próprios autos do processo,  requerer que a obrigação seja cumprida à custa do devedor ou ainda haver perdas e danos, convertendo desta forma a obrigação em indenização, caso o devedor não a cumpra no prazo assinalado pelo juiz ou constante no título que embasa a execução.
Havendo a conversão em perdas e danos o valor será apurado em liquidação para que possa prosseguir a execução, que nesta hipótese será por quantia certa.
É concedida ao credor, por força do art. 637 do CPC, a preferência para executar o necessário à prestação do fato ou mandar executá-las. Este direito de preferência será exercido no prazo de 5dias, contados da apresentação da proposta pelo terceiro.
 
       Execução das obrigações de fazer não fungível
As obrigações de fazer não fungível são também denominadas personalíssimas ou infungíveis.
São aquelas que somente podem ser adimplidas por aquele que assim se comprometeu.
Pode-se dizer que, neste tipo de obrigação, nenhuma pessoa mais poderá fazê-la no lugar do devedor, devido aos seus atributos.
Desta forma a sub-rogação não será possível. Isto quer dizer que ninguém poderá substituí-lo não restando outra saída ao credor, caso a prestação não seja efetivada pelo devedor, requerer ao juiz que fixe um prazo para o devedor cumprir a obrigação.
A execução das obrigações de fazer fungível fundamentada em título extrajudicial, inicia-se com o requerimento para a citação do devedor, que recebe a ordem para fazê-la e não fazendo a obrigação converter-se-á em execução por quantia.
Em suma, caso o devedor se recuse a prestá-la ou haja mora a obrigação será convertida em perdas e danos e o disposto no art. 633 deverá ser aplicado, segundo determina o art. 638, ambos do CPC.
Tratando-se de título judicial não há que se falar em formação de novo processo, mas sim no cumprimento de sentença. O juiz adotará as medidas previstas no art. 461, §5° do CPC para compelir o devedor a cumprir a prestação.
E persistindo o não cumprimento da obrigação por parte do devedor, não havendo a possibilidade de sub-rogação dado o caráter pessoal da prestação, haverá conversão de perdas e danos, cujo valor será apurado na liquidação.
 
       Execução das obrigações de não fazer
Sendo obrigação de não fazer o compromisso do devedor em abster-se, uma vez praticado o ato caberá o ajuizamento da execução e deverá o devedor desfazer aquilo que havia assumido não fazer e neste caso o credor deverá requerer ao juiz que estipule um prazo para que o devedor desfaça o ato, e não sendo possível desfazê-lo a obrigação resolve-se em perdas e danos, conforme art. 643 do CPC.
O art. 643 do CPC fixa que se houver recusa ou mora do devedor o juiz, a pedido do credor, mandará desfazer o ato e o devedor responderá por perdas e danos.
Tratando-se de título judicial a sentença seguirá o procedimento previsto no art. 461, por força do art. 644, ambos do CPC.
Sendo o título extrajudicial o juiz ao despachar a petição inicial, fixará a multa por dia no atraso de cumprimento e a data para a qual será devida, segundo determina o art. 645, CPC.
 
QUESTÕES DE FIXAÇÃO
 
Explique o que são obrigações de fazer
Explique o que são obrigações de não fazer
Discorra sobre o procedimento da execução das obrigações de fazer fungível
Discorra sobre o procedimento da execução das obrigações de fazer não fungível
Discorra sobre o procedimento da execução das obrigações de não fazer.

Semana 9
Nesta semana você deverá estudar a execução contra a Fazenda Pública e execução fiscal
 
DA EXECUÇÃO
Paloma fez um comentário
  • Gisele, poderia postar as respostas do questionário? Obgda!
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