DP - Execução
66 pág.

DP - Execução

Disciplina:Processo Civil9.534 materiais61.262 seguidores
Pré-visualização19 páginas
salvo as vedações legais no que tange a impenhorabilidade de bens. Tanto a penhora como o arresto deve obedecer à ordem de preferência contida no art. 11 da LEF.
O executado será intimado da penhora mediante publicação, sendo que se a penhora recair sobre bem imóvel deverá ser intimado seu cônjuge.
O bem penhorado será removido para deposito judicial, particular ou da Fazenda Pública exeqüente, desde que assim requeira.
O termo de auto de penhora realizado pelo oficial de justiça deverá conter a avaliação dos bens e se impugnada a avaliação pela Fazenda Pública ou pelo executado, antes da realização do leilão, o juiz ouvirá as partes e nomeará avaliador oficial. Não havendo avaliador oficial será designada pessoa habilitada, conforme artigos 12 e 13 da LF.
O art. 15 da lei autoriza o juiz, a deferir, em qualquer fase do processo, que o executado substitua a penhora por dinheiro ou fiança bancária e por parte da Fazenda Pública também autoriza a substituição de bens por outros, independentemente da ordem estabelecida pelo art. 11 da própria lei, além de autorizar o reforço da penhora.
 
3. DEFESA
O art. 16 da LF prevê a oposição de embargos, que deverão ser oferecidos em 30 dias, contados do depósito ou da data da fiança bancária ou da intimação da penhora.
Na oposição dos embargos à execução fiscal exige-se a garantia do juízo para que eles sejam admitidos, o que não ocorre nos embargos do devedor, matéria a ser estudada na semana 12.
No prazo dos embargos deverá o executado alegar toda matéria de defesa, além de juntar provas e indicar testemunhas, porém não se admitirá reconvenção, compensação e nem as exceções de incompetência do juízo e suspeição ou impedimento do juiz, conforme orienta o art. 16 da LF.
O juiz, ao receber os embargos, ordenará a intimação pessoal da Fazenda Pública, que poderá impugná-los no prazo de 30 dias.
Se o executado optar por não embargar a execução a Fazenda Pública deverá se manifestar sobre a garantia da execução.
Se o executado optar por não embargar a execução ou se os embargos, uma vez opostos, forem rejeitados, e a garantia foi prestada por terceiro, será este intimado, sob pena de contra ele prosseguir a execução, segundo estabelecido nos art. 18 e 19, ambos da LF.
Quanto à alienação, o art. 23 da lei determina que esta se dê por leilão público, qualquer que seja a natureza do bem, lembrando que nas demais espécies de execução será a hasta pública realizada por praça, se bens imóveis.
Quanto à possibilidade de adjudicação, o art. 24 assenta que poderá a Fazenda Pública fazê-la, desde que antes do leilão se a execução não foi embargada ou não foram os embargos rejeitados. Após o leilão o inc. II do citado artigo traz duas hipóteses para adjudicação pela Fazenda Pública: se não houver licitante, pelo preço da avaliação e havendo licitantes com preferência, em igualdade de condições com a melhor oferta, no prazo de 30 dias.
 
QUESTÕES DE FIXAÇÃO
Os bens públicos são impenhoráveis, de modo que nas execuções contra a Fazenda Pública não pode haver expropriação de bens. Assim, como o credor tem seu crédito satisfeito? Explique.
Qual a conseqüência se a Fazenda Pública não opor embargos ou uma vez opostos forem rejeitados?
Explique o reexame necessário, tratando-se de Fazenda Pública.
Explique o procedimento da execução fiscal.
É possível a adjudicação de bens pela Fazenda Pública? Explique.
 

Semana 10
Nesta semana você deverá estudar a execução de prestação alimentícia
 
       DA EXECUÇÃO DE PRESTAÇÃO ALIMENTÍCIA
 
1. INTRODUÇÃO
O Código Civil preceitua no art. 1694 que parentes, cônjuges ou companheiros podem pedir uns aos outros alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação.
Prossegue, no §2° determinando que estes alimentos serão os indispensáveis à subsistência .Estes alimentos decorrem, portanto, de relações familiares.
A importância da prestação destes alimentos é de tal ordem que a própria Constituição Federal, em seu art. 5°, inc. LXVII, autoriza a prisão civil do devedor de alimentos.
Portanto, uma vez decidido ser devida a prestação e não cumprida, caberá execução.
Esta espécie de execução rege-se pelas regras da execução por quantia certa contra devedor solvente, mas com certas peculiaridades, posto que o legislador estendeu ao credor duas possibilidades para  a execução e também  por prever a prisão civil do devedor.
O art. 732 trata de execução de sentença condenatória para pagamento da prestação alimentícia e o art. 733 cuida da decisão ou sentença que fixa alimentos provisionais.
Alimentos provisionais são os fixados em sede de ação cautelar. Sua finalidade é garantir a mantença da parte enquanto a ação principal em que se pede a fixação definitiva dos alimentos tramita.
Registre-se que há uma outra espécie de prestação alimentícia prevista no Código Civil, nos artigos 948 a 951. É a decorrente de ato ilícito. Esta não acarreta a prisão civil por dívida e o credor, para executá-la, deverá se valer das regras pertinentes à execução por título judicial, especificamente no artigo 475 – Q do CPC.
Outra característica diz respeito à condição de certos devedores, pois sendo o devedor funcionário público, militar, diretor e gerente de empresa ou tiver emprego fixo o juiz, valendo-se do art. 734, ordenará que se desconte a importância devida da folha de pagamento e a execução não se fará necessária.
 
2. PROCEDIMENTO
A execução de prestação alimentícia possui regras próprias, contidas no art. 732 a 735 do CPC.
Tratando-se de sentença condenatória para pagamento de prestação alimentícia a execução seguirá as regras da execução por quantia certa. É o que estabelece o art. 732 do CPC.
Deste modo será o devedor citado para, em 3 dias, pagar a dívida, sob pena de seus bens serem avaliados e penhorados, porém recaindo a penhora em dinheiro poderá o credor levantar mensalmente as prestações, mesmo que sejam oferecidos embargos, conforme § único do mesmo artigo.
Porém o CPC em seu art. 733 concede ao credor a possibilidade de executar a sentença ou decisão que fixa os alimentos provisionais e se esta for a opção do credor a citação conterá a ordem para pagamento e sua respectiva prova ou para justificar a impossibilidade de fazê-lo.
Vejamos:
Art. 733, CPC.
Na execução de sentença ou de decisão que fixa alimentos provisionais, o juiz mandará citar o devedor, para, em 3 (três) dias, efetuar o pagamento, provar que o fez ou justificar a impossibilidade de efetuá-lo.
 
Diferentemente do procedimento de execução por quantia em que se tem a citação para pagamento, sob pena de penhora dos bens, o art. 733 obriga o devedor a efetuar o pagamento, fazendo a prova disto, hipótese em que a execução será extinta porque o objetivo da execução foi atingido.
Não pagando deverá justificar tal abstenção, caso em que ficará isento da prisão, mas deverá providenciar o pagamento.
Porém se o devedor não pagar e não justificar o motivo do não adimplemento o §1° autoriza o juiz a decretar a prisão por prazo que varia entre 3 meses a 1 ano.
Entretanto a Lei 5.478/68 – Lei de Alimentos (LA) aponta o prazo de 60 dias para a prisão civil e embora o CPC fixe prazo diverso e seja posterior à LA, deverá ser entendido como prazo o contido na LA, cuja especificidade se sobrepõe.
Tampouco a prisão o isentará do pagamento, pois o § 2° do art. 733 assenta: “o cumprimento da pena não exime o devedor do pagamento das prestações vencidas e vincendas”.
O juiz suspenderá a ordem de prisão quando a prestação alimentícia for paga, pois se cumprida a prestação a prisão perde sua causa.
Saliente-se que é cabível a prisão civil do devedor de prestação alimentícia, sejam alimentos provisionais ou definitivos, mas não é devida se a concessão da prestação alimentícia for decorrente de ato ilícito.
Entende-se que a prisão deve ser requerida pelo credor, não podendo ser decretada de ofício pelo juiz. Também não poderá ser requerida pelo membro do Ministério Público
Paloma fez um comentário
  • Gisele, poderia postar as respostas do questionário? Obgda!
    4 aprovações
    Carregar mais