DP - Execução
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DP - Execução

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a legitimidade do credor, o pedido de declaração será ilidido, por força do art. 757 do CPC. Não havendo provas a sentença deverá ser proferida em 10 dias e caso haja será designada audiência de instrução e julgamento.
O art. 756 do CPC contém a matéria que poderá ser alegada pelo devedor nos embargos, podendo o devedor alegar possuir o ativo superior ao passivo (inc. II) como também poderá alegar que não pagará devido à ocorrência das causas previstas nos artigos 741, 742 e 745, todos do CPC, caso trata-se de título judicial. Tais artigos tratam dos embargos do devedor, matéria a ser estudada na próxima semana.
 
       Insolvência requerida pelo devedor ou espólio
O devedor ou seu espólio poderão requerer a declaração de insolvência, segundo previsão do art. 759 do CPC, bastando que sua petição inicial observe as regras contidas no art. 760 e incisos: relação nominal de todos os credores, indicando domicílio, importância e natureza dos créditos; individuação de todos os bens, com estimativa de valor de cada um deles e relatório de seu estado patrimonial.
Esta petição deverá ser dirigida ao juiz da comarca do domicílio do devedor.
3. INSOLVÊNCIA PRESUMIDA
O art. 750 do CPC especifica as hipóteses de insolvência presumida.
São elas: devedor não possuir outros bens livres e desembaraçados para nomear à penhora ou quando forem arrestados os bens do devedor com fundamento no artigo 813, inc. I, II e III. O art. 813 do CPC trata do arresto.
O inc. I prevê o arresto quando o devedor sem domicílio certo intentar se ausentar ou alienar seus bens ou deixar de pagar a obrigação no prazo convencionado.
O inc. II trata de devedor com domicílio certo. Se este se ausenta ou tenta se ausentar, se ao cair em insolvência, aliena ou tenta alienar bens que possui; contrai ou tenta contrair dívidas extraordinárias; põe ou tenta pôr seus bens em nome de terceiro ou comete qualquer ato fraudulento, a fim de frustrar a execução ou lesar credores.
O inc. III permite o arresto quando o devedor, possuindo bens de raiz, tenta aliená-los, hipotecá-los ou dá-los em anticrese, se ficar com alguns de seus bens livres e desembargados, equivalentes às dívidas.
 
4. SENTENÇA DA DECLARAÇÃO JUDICIAL DE INSOLVÊNCIA
A sentença declaratória de insolvência deve ser proferida nos termos do art. 761 do CPC.
O juiz, ao proferi-la, nomeará um administrador da massa, escolhendo dentre os maiores credores e convocará, por meio de edital, todos os credores para que apresentem, no prazo de 20 dias, a declaração do crédito acompanhado do respectivo título.
 
5. EFEITOS DA DECLARAÇÃO JUDICIAL DE INSOLVÊNCIA
Declarada a insolvência do devedor por sentença, tem-se o encerramento da primeira fase desta espécie de execução, cujos efeitos estão enumerados no inc. 751 do CPC.
São eles: vencimento antecipado de todas as dívidas do devedor; arrecadação de todos os bens atuais ou adquiridos durante o processo de execução, desde que suscetíveis de penhora.
Além destes efeitos, o devedor perderá o direito de administrar e de dispor os seus bens, até a liquidação total da massa, consoante art. 753 do CPC.
 
 
6. DA VERIFICAÇAO E CLASSIFICAÇAO DOS CRÉDITOS
Ultrapassado o prazo de 20 dias (do art. 761 inc.II) para que os credores apresentem suas declarações de créditos, as declarações serão autuadas com os respectivos títulos e os credores serão intimados por edital para que aleguem suas preferências, nulidades, simulações, fraudes ou falsidade de dívidas e contratos, também no prazo de 20 dias, conforme determina o art. 768 do CPC.
Poderá o devedor, neste prazo, impugnar qualquer crédito, mas não havendo impugnação, formar-se-á quadro geral dos credores, na forma dos artigos 769 e 770, ambos do CPC.
Após a oitiva de todos os credores sobre o quadro geral o juiz preferirá a sentença e havendo impugnação de qualquer da partes o juiz. Se necessário, autorizará a produção de provas, marcando audiência de instrução e julgamento, caso entenda necessário.
O juiz designará a alienação em praça ou leilão, se os bens não forem alienados antes da organização do quadro geral dos credores, destinado o produto da arrecadação ao pagamento dos credores, de acordo com art. 773 do CPC.
 
7. DA EXTINÇAO DA OBRIGAÇAO
Liquidada a massa os credores serão pagos, segundo ordem estabelecida no quadro geral dos credores e a execução terá seu fim.
Entretanto, se liquidada a massa sem que todos os credores tenham sido pagos o devedor insolvente continuará obrigado pelo saldo, cujos bens responderão pela obrigação até que sejam declaradas extintas.
Fixa o art. 778 do CPC que se consideram extintas todas as obrigações do devedor após 5 anos contados da data do encerramento do processo de insolvência.
Ocorre que a instauração da execução concursal dos credores interrompe a prescrição das obrigações, cujo reinício se dá no dia do trânsito em julgado da sentença que encerrou o processo de insolvência e, portanto para que sejam consideradas prescritas, há que se levar em conta esta interrupção. 
Também deve ficar claro que o reinício da contagem do prazo prescricional refere-se aos créditos advindos da execução concursal que não foram pagos e não de todas as obrigações do devedor. Ou seja, se a massa foi liquidada e seu produto não alcançou a satisfação de todos os credores, o devedor estará obrigado ao saldo devedor, enquanto não prescrita as obrigações.
A extinção da declaração das obrigações se dará por sentença, que após publicada por edital, torna o devedor reabilitado para a prática de todos os atos da vida civil.
 
 
QUESTÕES DE FIXAÇÃO
Quando se dá a execução por quantia certa contra devedor solvente?
Quem pode requerer a declaração de insolvência? Explique.
Como se dá a insolvência requerida pelo devedor ou espólio?
Como se dá a insolvência requerida pelo credor?
Quais os efeitos da declaração de insolvência?
 

Semana 12
Nesta semana você deverá estudar sobre os embargos do devedor
 
DOS EMBARGOS DO DEVEDOR
 
1. INTRODUÇÃO – DISPOSIÇÕES GERAIS
Ainda que no processo executivo o contraditório não seja tão amplo como no processo de conhecimento, ao devedor é permitido se defender, por processo incidente.
O tipo de título em que se baseia a execução é fundamental para a escolha do mecanismo a ser usado pelo devedor, pois, como visto em aulas anteriores a execução embasada em título judicial não forma mais um processo autônomo. Não há ação executiva e sim fase executiva, que não comporta a utilização dos embargos, mas nem por isto foi suprimida a possibilidade do devedor se defender. Ele deverá utilizar-se, como forma de defesa, a impugnação, já estudada na semana 06, tópico 3.
Para os títulos extrajudiciais o devedor terá, via de regra, outro modo de defesa. Este mecanismo é denominado embargos de devedor, disposto no Título III do Livro II – Processo de Execução, artigos736 a 747 do CPC.
O processo de execução comporta mais de uma maneira de defesa, tendo a legislação processual disciplinado separadamente os Embargos à Execução contra a Fazenda Pública, Embargos à Execução e Embargos na Execução por Carta, cada qual pertencente a um capítulo.
Determina o art. 736 do CPC que o executado, independentemente de penhora, depósito ou caução, poderá opor-se à execução por meio de embargos.
Os embargos deverão ser oferecidos no prazo de 15 dias, contados da data da juntada aos autos do mandando de citação, salientando-se que no caso de embargos, ainda que os litisconsortes tenham procuradores distintos, não serão concedidos prazos em dobro, por força do art. 738, § 3° do CPC, que faz remissão ao art. 191 do mesmo diploma.
O art. 739 enumera as hipóteses em que os embargos serão rejeitados: quando intempestivos, quando inepta a petição ou quando protelatórios, sendo que neste último caso o juiz imporá multa ao embargante não superior a 20% do valor da execução, em favor do exeqüente (art.740, § único, CPC).
Quanto aos efeitos dos embargos tem-se como regra a não concessão do efeito suspensivo. O art. 739 - A caput assim determina,
Paloma fez um comentário
  • Gisele, poderia postar as respostas do questionário? Obgda!
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