DP - Execução
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DP - Execução

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porém o § 1° concede ao juiz a possibilidade de, a requerimento do embargante, atribuir efeito suspensivo aos embargos, caso o prosseguimento da execução possa vir a causar grave dano ou incerta reparação. Mas para isto há que haver fundamentos relevantes e a execução deverá já estar garantida por penhora, caução ou depósito.
Ressalte-se que o efeito suspensivo poderá ser parcial, caso em que a execução prosseguirá quanto à parte ao qual não foi atribuído o efeito suspensivo, nos termos do §3° do mesmo artigo.
 
A competência, tratando-se de embargos é absoluta e a regra é que devem ser opostos no juízo onde se processa a execução e serão autuados em apartado.
Recebidos os embargos o exeqüente é intimado para impugnação no prazo de 15 dias, porém a falta de impugnação aos embargos não implica revelia e seus efeitos não serão aplicados. Isto porque a execução baseia-se em um título executivo ao qual a lei confere presunção de certeza e liquidez e a inércia do executado não tem o condão de afastar tais pressupostos.
 
Os embargos são julgados por sentença, cabendo contra ela, apelação.
Se julgados procedentes haverá extinção do processo.
Se improcedentes a execução terá prosseguimento, porém se recebida a apelação sem efeito suspensivo a execução será provisória enquanto pender a apelação.
Se parcialmente procedentes a execução prosseguirá no valor definido na sentença.
 
       DOS EMBARGOS À EXECUÇÃO (art. 744 a 746, CPC)
Trata-se de mecanismo de defesa, cabível quando a execução for fundada em título extrajudicial ou contra a Fazenda Pública.
O procedimento para oposição dos embargos à execução é o mesmo adotado nas disposições gerais, vale dizer, serão distribuídos por dependência em autos apartados, a competência é absoluta, independe de penhora e o prazo é o mesmo; 15 dias, contados a partir da data da juntada do mandado de citação. Havendo mais de um executado tal prazo par da a que cada um deles possa oferecê-los é contado da juntada do respectivo mandado citatório, salvo tratando-se de cônjuges, conforme determinado pelo art. 738, caput e § 1° do CPC.
Quanto ao efeito também tem como regra recebimento sem efeito suspensivo, mantendo-se as mesmas considerações inicialmente feitas.
O mesmo ocorre no que diz respeito à rejeição, cujas hipóteses são a listadas no art. 739 do CPC.
Quanto à matéria o CPC, no art. 745, indica quais poderão ser alegadas pelo executado.
São elas:
 I – nulidade da execução porque o título apresentando não é executivo;
II – penhora ou avaliações incorretas;
III – excesso de execução bem como cumulações indevidas;
VI – retenção por benfeitorias, tratando-se de execução para entrega de coisa certa; e,
V – qualquer matéria que seria possível alegar como defesa no processo de conhecimento.
 
O executado, no prazo para embargar e tendo reconhecido o crédito em favor do exequente poderá, nos termos do art.745-A e parágrafos do CPC, requerer o parcelamento do débito até o limite de 6parcelas mensais acrescidas de juros e correção monetária. Para tal deverá comprovar o depósito de 30% do valor que está sendo executado, inclusive custas e honorários advocatícios.
Se o juiz deferir o parcelamento os atos executivos serão suspensos e o exequente levantará a quantia depositada, porém o não pagamento de qualquer das parcelas pactuadas levará ao vencimento antecipado de todas as subseqüentes e os atos executivos anteriormente suspensos, terão início, além de imposição de multa e impossibilidade de oposição de embargos.
 
       DOS EMBARGOS NA EXECUÇÃO POR CARTA (art. 747, CPC)
Os embargos na execução por carta constituem exceção á regra de competência.
Quando tratar-se execução por carta o executado terá a opção de oferecê-los ou no juízo deprecante ou no deprecado, mas a competência para o julgamento dos embargos será do juízo deprecante, segundo redação dada pelo art. 747 do CPC.
Isto significa que, se o devedor optar por oferecer os embargos no deprecado, este serão encaminhados para o deprecante para julgamento.
Porém esta regra é excepcionada se os embargos tiverem por objeto vícios ou defeitos da penhora, avaliação ou alienação de bens, caso em que a competência será do juízo deprecado.
Portanto, quando a penhora foi efetivada por precatória o devedor poderá optar para pelo juízo apenas para oferecer os embargos, mas estes serão julgados no juízo deprecante, excetuando-se no caso de alegação de vícios ou defeito da penhora, que se referidos exclusivamente nos embargos, o julgamento caberá ao juízo deprecado.
 
       DOS EMBARGOS À EXECUÇÃO CONTRA A FAZENDA PÚBLICA (art. 741 a 743, CPC)
Trata-se de exceção a regra geral adotada pelo legislador para a oposição dos embargos.
Na Introdução comentamos que, como regra, para os títulos extrajudiciais o devedor terá os embargos para se defender e se for o título judicial a forma de defesa é a impugnação. Esta é a regra, porém tratando-se de Fazenda Pública o legislador criou, com a lei 11.232/05, uma exceção, qual seja: na execução contra a Fazenda Pública, seja título judicial ou extrajudicial, haverá formação de nova relação jurídica e o meio adotado para defesa do devedor deverá ser embargos.
Ou seja, ainda que a execução contra a Fazenda Pública baseie-se em título judicial a defesa de devedor também será feita por embargos à execução e não por impugnação.
Quanto ao prazo para a oposição destes embargos deve ser observado o art. 730 do CPC que traz 10 dias e, portanto não segue a regra geral de 15 dias.
Os embargos à execução contra a Fazenda Pública encontram limitação quanto à matéria a ser alegada, pois somente poderá versar sobre as listadas nos incisos do art. 741 do CPC.
São elas:
I – falta ou nulidade da citação, se o processo correu à revelia;
II – inexigibilidade do título
III – ilegitimidade de partes;
IV – cumulação indevida de execuções;
V – excesso de execução;
VI – causas impeditivas, modificativas ou extintivas da obrigação, tais como pagamento, novação, compensação, transação, prescrição, desde que supervenientes à sentença; e,
VII – incompetência do juízo da execução, suspeição ou impedimento do juiz.
Os incisos II, IV, V e VII merecem comentários.
 
No caso do inc. II (inexigibilidade de título) será considerado também inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarado inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ou ainda fundado em aplicação ou interpretação de leis ou dos atos normativos considerados pelo STF incompatíveis com a Constituição Federal (art. 741, § único, CPC)
O inc. IV traz como matéria a ser alegada a cumulação de execuções. Convêm lembrar que cumular execuções é permitido, nos termos do at. 573 do CPC, que admite a cumulação ainda que fundadas em títulos diferentes, mas cuja forma do processo seja idêntica e competente o mesmo juízo. Se tais condições não forem observadas ter-se-á a cumulação indevida.
Quanto ao inc. V o art. 743 do CPC considera como excesso de execução as seguintes ocorrências: credor requer quantia superior ao título executado; a execução recai sobre coisa diversa da constante no título; se processa de modo diverso do determinado na sentença, credor exige o adimplemento do devedor sem cumprir a prestação que lhe cabe e se o credor não provar que a condição se realizou.
Na hipótese do inc. VII as exceções de incompetência, suspeição ou impedimento serão oferecidas juntamente com os embargos, segundo orientação do art. 742, CPC.
 
       EXCEÇÃO OU OBJEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE
Como vimos o executado tem a sua disposição uma gama de mecanismos aptos à sua defesa, que variam conforme o título executivo que fundamente a execução.
Tratando-se de execução imediata, ou seja, cumprimento de sentença, a impugnação é a escolha correta.
Tratando-se de processo de execução autônomo, destinado como regra aos títulos extrajudiciais, os embargos de devedor é que deverão ser utilizados.
Ambos os mecanismos exigem que sejam respeitados prazos e há limitações quanto à matéria a ser alegada.
No caso
Paloma fez um comentário
  • Gisele, poderia postar as respostas do questionário? Obgda!
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