DP - Execução
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DP - Execução

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que suas garantias foram alteradas.
d)    O fiador judicial (inc. IV).
A fiança é matéria disciplinada pelo Código Civil, nos artigos 818 a 839.
Trata-se de contrato pelo qual uma pessoa garante satisfazer ao credor a obrigação assumida pelo devedor, no caso de inadimplemento deste.
Esta pessoa, que é estranha à relação contratual originária, denomina-se fiador.
São três as espécies de fiança: convencional, legal e judicial.
O CPC faz menção expressa ao fiador judicial como legitimado passivo na execução.
A fiança judicial é a determinada pelo juiz de ofício ou a requerimento das partes. O fiador judicial apresenta-se nos autos para prestar caução de uma dívida que já se encontra em julgamento.
Ao prestar a garantia o fiador torna-se pessoa responsável pelo adimplemento da obrigação e por isto passar a ser legitimado passivo para ser demandado na execução.
O art. 827 do CC estabelece como um dos efeitos da fiança o que a doutrina denomina benefício de ordem ou benefício de excussão, assim dispondo: “o fiador, demandado pelo pagamento da dívida tem direito a exigir, até a contestação da lide, que sejam primeiro executados os bens do devedor”.
Ressalte-se, porém que este benefício não será concedido ao fiador em casos de renúncia expressa ou se ele se obrigou como principal pagador ou devedor solidário ou se o devedor for insolvente ou falido, nos termos do art. 828 do CC.
O art. 595 também estabelece regras para a execução dos bens do fiador: “o fiador, quando executado, poderá nomear bens à penhora de bens livres e desembargados do devedor. Os bens do devedor ficarão, porém, sujeitos à execução, se os do devedor forem insuficientes à satisfação do direito do credor”.
Portanto, a fiança é subsidiária. Compete ao devedor solver sua dívida e na insuficiência de recursos para tal, será o fiador responsável por quitá-la.
E havendo o fiador pago a dívida terá o direito de executar o devedor, no mesmo processo. É o que determina o parágrafo único do art. 595 do CPC.
e)    O responsável tributário, assim definido em legislação própria (inc. V).
O Código Tributário Nacional (CTN) trata deste tema.
Por responsável tributário entende-se o sujeito passivo da obrigação, responsável pelo pagamento do tributo ou da penalidade (art. 121, CTN) e também terceira pessoa, à qual a lei pode atribuir, expressamente, responsabilidade, vinculando-a ao fato gerador da obrigação, conforme art. 128 e seguintes do CTN.
 
 
 
4. PRESSUPOSTOS DA EXECUÇÃO
       Existência do título executivo
É requisito absolutamente necessário para que seja possível a execução.
O artigo 586 do CPC especifica que a execução deve se fundar em título de obrigação certa, líquida e exigível.
A certeza diz respeito à existência dos elementos da obrigação. Obrigação certa é aquela que traz quem são os credores e devedores e o qual o objeto que se deve.
A liquidez relaciona-se com o quantum debeatur. Trata-se da possibilidade de verificar o valor da obrigação ou a especificação do objeto da obrigação.
A exigibilidade refere-se ao cumprimento da obrigação, ou seja, deve a obrigação estar livre de condição ou termo.
       Inadimplemento do devedor
O art. 580 do CPC assenta que “a execução somente poderá ser instaurada caso o devedor não satisfaça a obrigação certa, líquida e exigível, consubstanciada em título executivo”.
Prossegue o art. 581: “o credor não poderá iniciar a execução, ou nela prosseguir, se o devedor cumprir a obrigação; mas poderá recusar o recebimento da prestação, estabelecida se ela não corresponder ao direito ou à obrigação; caso em que requererá ao juiz a execução, ressalvado ao devedor o direito de embargá-la”.
Deste modo o credor somente poderá ajuizar a execução se a obrigação contida no título executivo for descumprida.
A regra é que o devedor cumpra sua obrigação, no tempo, lugar e forma estabelecida entre as partes ou determina em lei. Em não fazendo estará inadimplente.
A prova de inadimplência cabe ao devedor.
 
QUESTÕES DE FIXAÇÃO
Resumidamente explique os objetivos do processo de conhecimento, cautelar e de execução.
Discorra sobre o princípio da menor onerosidade.
Discorra sobre o princípio da efetividade.
Discorra sobre os pressupostos da execução.
Quem são os legitimados ativos diretos na execução?

Semana 2
Nesta semana você deverá prosseguir no estudo sobre teoria geral da execução, estudando os tipos de títulos, competência para execução, suas espécies, bem como fraude contra credores, fraude à execução, suspensão e extinção da execução.
 
 
1. TIPOS DE TÍTULOS
O ordenamento jurídico distingue os títulos executivos em judiciais e extrajudiciais, sendo a identificação do tipo de título fundamental para definição do procedimento a ser seguido, assim como fundamental para estabelecer a competência.
Tratando-se de título judicial dar-se-á o cumprimento de sentença enquanto que o título extrajudicial exige a formação de um novo processo, sendo o procedimento o previsto no livro II – processo de execução.
 
 
       Título Executivo Judicial
O artigo 475 - N do CPC especifica os títulos judiciais.
São eles:
         A sentença proferida no processo civil que reconheça a existência da obrigação de fazer, não fazer, entregar coisa ou pagar quantia;
         A sentença penal condenatória transitada em julgado;
         A sentença homologatória de conciliação ou de transação, ainda que inclua matéria não posta em juízo;
         A sentença arbitral;
         O acordo extrajudicial, de qualquer natureza, homologado judicialmente;
         A sentença estrangeira, homologada pelo Superior Tribunal de Justiça; e,
         O formal e a certidão de partilha, exclusivamente em relação ao inventariante, aos herdeiros e aos sucessores a título singular ou universal.
 
 
 
 
       Título Executivo Extrajudicial
Os títulos executivos extrajudiciais encontram-se no artigo 585 do CPC, podendo também constar em leis especiais.
Saliente-se que, para estes títulos, não há fase cognitiva antecedente. A lei outorga-lhes os requisitos imprescindíveis à execução, quais sejam: liquidez, exigibilidade e a certeza do direito.
São eles:
         A letra de câmbio, a nota promissória, a duplicata, a debênture e o cheque;
         A escritura pública ou outro documento público assinado pelo devedor e por duas testemunhas; o instrumento de transação referendado pelo Ministério Púbico, pela Defensoria Pública ou pelos advogados dos transatores;
          Os contratos garantidos por hipoteca, penhor, anticrese e caução, bem como os de seguro de vida;
         O crédito decorrente de foro e laudêmio;
         O crédito, documentalmente comprovado, decorrente de aluguel de imóvel, bem como de encargos acessórios, tais como taxas e despesas de condomínio;
         O crédito de serventuário de justiça, de perito, de intérprete, ou de tradutor, quando as custas, emolumentos ou honorários forem aprovados por decisão judicial;
         A certidão da dívida ativa da Fazenda Publicada União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, correspondentes aos créditos inscritos na forma da lei; e,
         Todos os demais títulos a que, por disposição expressa, a lei atribuir força executiva.
 
2. COMPETÊNCIA
O juízo competente varia conforme o título em que se baseia.
As regras aplicadas à competência no que se refere à execução diferenciam-se conforme se trate de título executivo judicial ou extrajudicial.
Desta forma estudaremos a competência nas execuções fundadas em título judicial segundo as regras ditadas pelo art. 475 – P do CPC e as fundadas em título executivo extrajudicial, tratadas no CPC em seu art.576.
Assim como no processo de conhecimento a competência no processo de execução pode ser absoluta ou relativa, pautando-se na mesma sistemática.
Sendo o juízo absolutamente incompetente deverá a incompetência ser declarada de ofício, a qualquer momento e em qualquer grau de jurisdição.
Sendo relativamente incompetente deverá ser
Paloma fez um comentário
  • Gisele, poderia postar as respostas do questionário? Obgda!
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