DP - Execução
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DP - Execução

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arguida por meio de exceção.
 
a)    Competência para execução de sentença fundada em título judicial
Tratando-se de título executivo judicial ter-se-á o cumprimento de sentença e estabelece o art. 475-P do CPC que este se efetuará perante:
I – os tribunais, nas causas de sua competência originária;
II – o juízo que se processa a causa no primeiro grau de jurisdição; e,
III – o juízo cível competente , quando se tratar de sentença penal condenatória, arbitral ou estrangeira.
 
Porém seu parágrafo único permite que o exequente escolha, no caso do inciso II, o juízo onde se encontre os bens passíveis de expropriação ou o juízo do atual domicílio do executado. Portanto, poderá o exequente requerer a execução em um destes três foros.
Como regra o requerimento para a execução por título judicial deve ser dirigido ao juízo onde o título se formou, mas além da observação do foro concorrente feita no caso do inc.II, delimitado pelo § único do art. 475 – P, a legislação processual traz outras peculiaridades.
São elas: execução de sentença penal condenatória, de sentença arbitral, de sentença estrangeira e de alimentos.
 
Execução de sentença penal condenatória
Nos termos do art. 475 – N, inc. II do CPC a sentença penal condenatória transitada em julgado é título executivo judicial.
O art. 63 do Código de Processo Penal trata da ação civil e assim dispõe: “transitado em julgado a sentença condenatória, poderão promover-lhe a execução, no juízo cível, para efeito de reparação do dano, o ofendido, seu representante legal ou seus herdeiros”. Portanto a legislação penal indica ser o juízo cível o competente para a execução.
Entende-se como juízo cível competente o juízo estabelecido pela lei processual civil, seguindo-se as regras do art. 100, que em seu inc. V indica como foro competente o do lugar do ato ou fato, trazendo em seu parágrafo único a possibilidade do foro do domicílio do autor ou do local do fato em casos de reparação de danos sofridos em acidentes envolvendo veículos terrestres.
 
Execução de sentença arbitral
A sentença arbitral é título executivo judicial, conforme estabelece o art. 475 – N, inc. IV do CPC e o art. 31 da Lei 9.307/96 (Lei de Arbitragem - LA).
E este mesmo artigo da LA determina que a sentença arbitral produz entre as partes os mesmos efeitos da sentença proferida pelo Poder Judiciário.
Portanto, diante de uma sentença arbitral resta a parte vencida cumprir a determinação estabelecida. E caso não haja o cumprimento espontâneo da obrigação no prazo determinado pelo art. 29 da LA (15 dias, contados da comunicação da sentença arbitral) o favorecido poderá requerer ao Poder Judiciário sua execução, instruindo a petição com a cópia da sentença arbitral, sendo o foro competente para a execução o local em que foi realizada a arbitragem.
 
Execução de sentença estrangeira
A sentença estrangeira, para que tenha eficácia no Brasil, deverá, nos termos do art. 105, i da CF, ser homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e uma vez homologada é tida como título executivo judicial, conforme estabelece o art. 475 – N, inc. VI do CPC.
E ao teor do art. 109, inc. X da CF caberá à Justiça Federal processar e julgar a execução de sentenças estrangeiras, após homologação.
A execução, nestes casos, será feita por carta de sentença e seguirá as mesmas regas previstas para a sentença nacional, conforme determinado pelo art. 484 do CPC.
 
Execução de Alimentos
O art. 100, inc. II do CPC estabelece para a ação em que se pedem alimentos como foro competente o do domicílio ou da residência do alimentando. Desta forma o exequente terá mais essa opção para requerer a execução.
b)    Competência para execução de sentença fundada em título extrajudicial
O art. 576 do CPC determina que “a execução, fundada em título extrajudicial, será processada perante o juízo competente, na conformidade do disposto no Livro I, Título IV, Capítulos II e III”, ou seja, o dispositivo nos remete às normas gerais da competência delineadas no CPC.
O CPC trata de competência nos artigos 86 a 124.
Tratando-se de cumprimento de obrigações destaca-se o at. 100, inc. IV, alínea d, que especifica como foro competente para a propositura da ação o lugar do fato onde a obrigação deve ser cumprida.
 
3. ESPÉCIES DE EXECUÇAO
a) Conforme a natureza do título a execução será por título judicial e extrajudicial.
Tratando-se de título judicial, após a fase cognitiva tem-se o cumprimento de sentença, como regra, ressalvando-se os casos de sentença arbitral, penal condenatória e arbitral.
Sendo o título extrajudicial haverá o processo de execução, cuja autonomia em relação ao processo de conhecimento lhe é característico.
b) Conforme a natureza da prestação a execução pode ser de três espécies: de entrega de coisa certa ou incerta, de fazer ou não fazer e por quantia certa.
O CPC trata das espécies de execução, em seu livro II, Título II, assim dispondo:
       Execução da entrega de coisa certa (arts. 621 a 628);
       Execução de entrega de coisa incerta (arts. 629 a 631);
       Execução das obrigações de fazer (arts. 632 a 641);
       Execução das obrigações de não fazer (arts. 642 e 643);
       Execução por quantia certa contra devedor solvente (arts. 646 a 731);
       Execução contra Fazenda Pública (arts. 730 e 731);
       Execução de prestação alimentícia (arts. 732 a 735); e,
       Execução por quantia certa contra devedor insolvente (arts. 748 a 786 - A).
 
 
 
 
c) Conforme a eficácia do título executivo a execução poderá ser definitiva ou provisória
O art. 587 do CPC determina “é definitiva a execução fundada em título extrajudicial; é provisória enquanto pendente apelação de sentença de improcedência dos embargos do executado, quando recebidos com efeito suspensivo”.
 
       Execução Definitiva
Pelo disposto no citado artigo, a execução será definitiva quando fundada em sentença ou acórdão transitado em julgado, que são títulos judiciais e também será definitiva quando o título for extrajudicial.
Portanto, tratando-se de título judicial o trânsito em julgado da decisão (sentença ou acórdão), acarreta a execução definitiva, lembrando que o trânsito em julgado se dá a partir do momento em que não caiba mais recurso.
Nos casos de título extrajudicial será definitiva se o recebimento dos embargos do executado se der sem efeito suspensivo, que neste caso é a regra, por força da norma contida o art. 739 - A do CPC.
A execução definitiva quando baseada em título judicial ocorre nos autos em que o título foi formado. Se fundada em título extrajudicial realiza-se em processo autônomo.
 
       Execução Provisória
Será provisória a execução fundada em título extrajudicial quando os embargos do devedor forem recebidos com efeito suspensivo e se julgados improcedentes for interposta apelação, porém se aos embargos tiver sido atribuído efeito apenas devolutivo (regra) a execução prosseguirá e neste caso será definitiva.
O art. 739 - A, §1° do CPC estipula que o juiz poderá conceder efeito suspensivo aos embargos do executado se os fundamentos forem relevantes e o executado deverá também demonstrar que o prosseguimento da execução causará danos graves cuja reparação será incerta ou difícil. Deverá, para tanto, a execução estar garantida por penhora, caução ou depósitos suficientes.
Também será provisória a execução se a sentença ou acórdão forem provisórios, ou seja, estiverem pendentes de recurso ao qual foi atribuído efeito suspensivo.
A execução provisória de título judicial segue as mesmas regras da execução definitiva, segundo o disposto no art. 475-O do CPC, porém possui algumas regras próprias estabelecidas em seus incisos.
São eles:
I – corre por iniciativa, conta e responsabilidade do exequente, que se obriga, se a sentença for reformada, a reparar danos que o executado haja sofrido;
II – fica sem efeito, sobrevindo acórdão que modifique ou anule a sentença objeto da execução, restituindo-se as partes no estado anterior e liquidado s eventuais
Paloma fez um comentário
  • Gisele, poderia postar as respostas do questionário? Obgda!
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