DP - Execução
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DP - Execução

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Em quais casos o juiz pode se valer de contador judicial?
Explique a liquidação por arbitramento.
Explique a liquidação por artigos.
 

Semana 4
Nesta semana você deverá estudar sobre o cumprimento da sentença
 
CUMPRIMENTO DA SENTENÇA (art. 475- I a 475-R, CPC)
 
1. INTRODUÇÃO
Reforçando o estudo das modificações provocadas pelas leis 11.232/2005 e 11.382/2006 cabe o registro que a execução, considerada como processo autônomo, no tocante aos títulos judiciais, assim deixou de ser, dando origem, ao que a doutrina intitulou de processo sincrético, no qual as fases cognitivas e executivas são fases de um só processo.
Pode-se concluir que o processo de conhecimento, cujo início se dá com a petição inicial do autor, não tem seu término com a sentença, e sim tem seguimento com a necessidade de se cumprir o mandamento jurisdicional, consignado pelo magistrado na sentença, caso o devedor não cumpra a obrigação. Inicia-se a fase de cumprimento da sentença, que não exige a citação do devedor.
Não se pode confundir esta unificação de fases como uma eliminação da execução quando o título for judicial. O que ocorre é cumprimento da sentença, sem a formação de um novo processo. Executa-se a obrigação contida no título, mas sem a formação do processo de execução, o que equivale a dizer que se tem a execução imediata.
Já quando o título for extrajudicial haverá a formação do um processo autônomo, sendo indispensável, neste caso, a citação do devedor.
O CPC dispôs separadamente a espécie de execução de acordo com a natureza da prestação, sendo diverso o cumprimento da sentença caso se trata de obrigação por quantia, para entrega de coisa e de obrigação de fazer e não fazer, espécies que serão estudadas ao longo do curso.
A redação do art. 475 – I do CPC nos leva a este raciocínio.
Vejamos:
Art. 475 – I. O cumprimento da sentença far-se-á conforme os arts. 461 e 461-Adesta lei ou, tratando-se de obrigação por quantia certa, por execução, nos termos demais artigos deste Capítulo.
 
Por sua vez o art. 461 cuida das obrigações de fazer e não fazer e o art. 461- A versa sobre obrigações de entrega de coisa.
Por ora o que deve ser entendido concentra-se nos métodos que o legislador definiu para a execução, ou seja, diante de títulos executivos judiciais, como regra, tem-se a fase de cumprimento de sentença, excepcionando-se a sentença arbitral, estrangeira e penal condenatória e diante de execução fundada em título extrajudicial o que se tem é a ação de execução, formando um processo autônomo.
Tanto é assim que o cumprimento de sentença não se situa no Livro II, livro este destinado ao processo de execução e sim está disciplinado no Capítulo X do Livro I, que cuida do processo de conhecimento, cujo acréscimo se deu com a Lei 11. 232/05.
Outra diferenciação importante está nos mecanismos de defesa que o executado poderá fazer uso. Para os títulos judiciais a regra é que seja oferecida impugnação, matéria a ser estudada na semana 06 e para os títulos extrajudiciais a regra é a utilização dos embargos do devedor, matéria a ser estudada na semana 12.
 
Diante de uma pretensão postulada pelo autor na inicial e resistida pela parte, terá o juiz que decidir. E é o que fará na sentença. E julgando procedente o pedido do autor, terá a parte sucumbente que cumprir o contido na sentença condenatória.
Entre as inúmeras normas previstas para a sentença, tem-se, entre elas o art. 461 do CPC que estabelece: “na ação que tenha por objeto o cumprimento de obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação, ou, se procedente o pedido, determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento”.
Prossegue, em seus parágrafos, permitindo ao juiz tomar medidas que visem garantir o provimento final, sendo a multa um dos instrumentos de coerção a ser utilizado pelo juiz. Outra previsão diz respeito à busca e apreensão, remoção de pessoas e coisas, desfazimento de obras, sendo esta técnica denominada sub-rogação.
Por fim, ressalte-se que seja qual for a natureza da obrigação constante no título, o que se espera é que o devedor a cumpra voluntariamente. Não o fazendo, cumpre ao credor a iniciativa de requerer que o mandamento jurisdicional seja obedecido. Não mais vigora no ordenamento processual civil a possibilidade do devedor dar início a execução.
2. DA MULTA
As multas, semelhantes às do direito francês, são denominadas pela doutrina deastreintes.  São consideradas eficazes para efetivação da tutela jurisdicional.
É um mecanismo de pressão utilizado para que o devedor sinta-se compelido a realizar a prestação.
Inicialmente sua aplicação restringia-se às obrigações infungíveis, estendendo-se às fungíveis até que, com a reforma efetuada pela Lei 10.444/02 que culminou na inclusão do art. 461 - A no CPC, passaram a ser utilizadas na obrigação para a entrega de coisa.
Poderá ser fixada pelo magistrado de ofício, não sendo necessário requerimento do credor. E seu valor deverá ser suficiente para impelir o devedor ao pagamento, pois se a multa fixada for de baixo valor é provável que o devedor não se sinta coagido. Inclusive pode o magistrado rever o valor anteriormente fixado ou alterar a periodicidade, caso tenha o valor se mostrado insuficiente ou excessivo, com fulcro no §6° do referido artigo.
Poderá a multa ser fixada por tutela antecipada, em caráter provisório. Mas se não for concedida desta forma, será fixada em sentença.
Se ultrapassado o prazo para que o devedor cumpra a obrigação e ele se mostrar inerte, a multa passará a incidir, porém não poderá ser executada se a decisão ainda não transitou em julgado.
Em suma, a multa incide desde o término do prazo para o cumprimento da obrigação, mas somente será executada, após decisão definitiva. Tornando-se definitiva a decisão a decisão a execução da multa será possível, cujo valor abrangerá o período decorrido desde o vencimento para cumprimento da obrigação até decisão definitiva.
 
3. DAS OUTRAS MEDIDAS
O mesmo art. 461, §5° que prevê a imposição de multa por atraso, indica ser possível ao juiz utilizar-se de busca e apreensão, remoção de pessoas e coisas, desfazimento de obras e impedimento de atividade nociva, prevendo ainda a requisição de força policial.
Trata-se também de medida coercitiva e como exemplo de sua aplicação cite-se o art. 461-A, § 2ª do CPC: “não cumprida a obrigação no prazo estabelecido, expedir-se-á em favor do credor mandado de busca e apreensão ou de imissão na posse, conforme se trata de coisa móvel ou imóvel”.
Tais medidas podem ser aplicadas conjuntamente, ou seja, é possível expedição do mandado juntamente com a aplicação da multa, pois o §3° do art. 461-A determina a aplicação das regras contidas nos parágrafos do art. 461.
 
 
QUESTÕES DE FIXAÇÃO
1.     O cumprimento de sentença é um processo autônomo? Explique.
2.     Cite as formas que o executado poderá se opor à execução.
3.     A que compete requerer a execução?
4.     O que são astrientes?
5.     Poderá a multa fixada na sentença ser executada sem que a decisão seja definitiva? Explique.
 

Semana 5
Nesta semana você deverá estudar a execução por quantia certa contra devedor solvente
 
EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA CONTRA DEVEDOR SOLVENTE
 
1. INTRODUÇÃO
A execução por quantia certa contra devedor solvente encontra-se disciplinada nos artigos 646 a 731 do CPC.
O legislador, ao adotar o processo sincrético para os títulos judiciais, mantendo para os títulos extrajudiciais o processo de execução, acarretou uma série de mudanças nas espécies de execução.
Hoje o que se tem é a execução por quantia certa contra devedor solvente baseada em títulos judiciais e em extrajudiciais disciplinadas de modo diverso.
Não só nestas espécies, mas em todas as espécies de execução, o que se busca é a satisfação do credor, cujo desejo é ver a obrigação contraída pelo devedor adimplida.
A obrigação, constante no título judicial ou extrajudicial, caso não seja cumprida espontaneamente pelo devedor, levará
Paloma fez um comentário
  • Gisele, poderia postar as respostas do questionário? Obgda!
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