DP - Execução
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DP - Execução

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é realizada nos autos, independente de mandado, como vimos acima.
O depositário, em regra, é o devedor, mas poderá ele se recusar.
O §3° do art. 666 determina a prisão civil do depositário judicial infiel, porém com a edição da Súmula Vinculante n° 25 este artigo não mais pode ser considerado.
A súmula enuncia: “é ilícita a prisão civil do depositário infiel, qualquer que seja a modalidade de depósito”.
Isto não significa que o depositário não tem seus deveres. Continua a obrigação de devolver o bem quando solicitado, bem como o dever de prestar contas ao juízo, porém sua prisão não mais poderá ser decretada.
 
       Efeitos da penhora
A penhora produz alguns efeitos tais como: individuação dos bens constritos, garantia do juízo da execução, confere ao credor a preferência no recebimento do produto da alienação dos bens em relação a outros credores da mesma categoria, que penhorarem o bem posteriormente e tornam ineficazes, em relação ao exeqüente, atos de disposição dos bens constritos.
 
 
       Substituição do bem penhorados e segunda penhora
O CPC traz duas hipóteses nas quais a substituição da penhora é possível, especificadas nos artigos 656 e 658.
Porém poderá o executado, ainda que não seja baseado neste rol, requerer a substituição da penhora, desde que a substituição solicitada propicie a execução menos gravosa ao devedor e que não haja prejuízo ao credor. Tal requerimento deverá ser feito nos dez dias seguintes à intimação da penhora.
Quanto a segunda penhora trata-se de rol taxativo cujas situações estão enumeradas no art. 667 do CPC e são: quando a primeira penhora for anulada; se após a alienação dos bens o produto for insuficiente para pagar o credor e  quando o credor desistir da primeira penhora  ou por serem litigiosos os bens ou por encontrarem-se arrestados, penhorados ou onerados.
 
4.     DA AVALIAÇAO (art. 680 e 685, CPC)
Importantes alterações foram introduzidas pela lei 11. 382/06 no que se refere à avaliação dos bens penhorados.
O que era feito após a defesa do executado e pelo perito hoje tem procedimento diverso.
Nos termos do art. 680 do CPC a avaliação será feita pelo oficial de justiça, no momento da penhora, cujo mandado já terá em mãos e será cumprido quando o devedor, citado, deixar transcorrer o prazo de 3 dias para pagamento da dívida.
Vale lembrar que o art. 652, § 1° do CPC mune o oficial de justiça do mandado executivo que contém a ordem de citação, de penhora e da avaliação.
Avaliar significa calcular o valor, estimar a quantia, pois é necessário saber o montante dos bens, pois serão penhorados somente os bens que bastem à satisfação do crédito e deverá o oficial de justiça fazê-la.
Mas a lei ressalva as situações em que a avaliação não será feita pelo oficial de justiça, trazendo hipóteses de dispensa de avaliação ou de impossibilidade por parte do oficial devido à falta de conhecimentos técnicos para tal, hipótese em que deverá o juiz nomear avaliador fixando prazo para a entrega do laudo (art. 680, CPC). O laudo deverá observar o art. 681 do CPC e integrará o auto de penhora.
As hipóteses de dispensa de avaliação são as ressalvas contidas no art. 680 e no art. 682, ambos do CPC, a saber: se houver aceitação do valor estimado pelo executado (art. 680) e tratando-se de dívida pública, das ações de sociedade e títulos de crédito negociável na bolsa, o valor da avaliação será a cotação do dia, não havendo, portanto, avaliação (art. 682).
 
       DA ADJUDICAÇÃO (art. 685-A e 685-B, CPC)
É uma das maneiras do devedor pagar ao credor, pois estabelece o art. 708, inc. II do CPC que o pagamento ao credor far-se-á pela adjudicação dos bens penhorados.
Permite o CPC, em seu art. 685 - A, que o exeqüente, oferecendo preço não inferior ao da avaliação, requeira a adjudicação dos bens penhorados.
Adjudicação é, portanto, a transferência dos bens penhorados para o exeqüente de modo que seja extinta a obrigação do devedor. É forma indireta de satisfazer o direito do credor e seu objeto pode ser móvel ou imóvel.
Não só o exequente poderá requerer a adjudicação. Poderá também ser requerida por mais de um credor, pois o §2° do art. 685 – A prevê que o mesmo direito cabe aos credores com garantia real, credores concorrentes que tenham penhorado o mesmo bem, pelo cônjuge, descendentes ou ascendentes do executado.
Havendo pluralidade de pretendentes à adjudicação estabelece o §3° do mesmo artigo que haverá licitação e mediante a igualdade de ofertas a preferência será dada ao cônjuge, descendente ou ascendente, respeitando-se esta ordem.
Também será dada preferência aos sócios, no caso de penhora de quota precedida por exequente alheio à sociedade. Sendo a quota de alguém estranho a sociedade natural que os sócios tenham esta distinção.
Na hipótese do valor do crédito ser inferior ao valor dos bens o adjudicante deverá depositar a diferença que ficará a disposição do executado e na hipótese do valor do crédito ser superior ao valor dos bens a adjudicação não restará prejudicada, mas sim prosseguirá pelo saldo restante.
 Depois de solucionadas pelo magistrado as eventuais questões, mandará lavrar o auto de adjudicação.
Assinado o auto pelo juiz, pelo escrivão, pelo adjudicante e pelo executado se este estiver presente, a adjudicação será considerada perfeita e acabada e será expedida a carta de adjudicação, se o objeto for bem imóvel. Esta carta deverá conter a descrição do imóvel, com a remissão a sua matrícula e registros e também com a prova da transferência de quitação do imposto de transmissão (art. 685 – B, caput e §único, CPC)
A carta de adjudicação deverá ser levada ao Registro de Imóveis para fins de registro, possibilitando-se a transferência do domínio do bem ao adjudicatário. O art. 167, inc. I, alínea 26, da lei 6015/73 (Lei de Registros Públicos) prevê este registro.
Se o objeto for bem móvel receberá o adjudicante o mandado de entrega, conforme indicado pelo art. 685 – B do CPC.
O CPC nada determina em relação ao prazo para que a adjudicação seja requerida, mas entende-se que após avaliação e antes da alienação por iniciativa particular ou em hasta pública, a adjudicação poderá ser solicitada. 
 
 
 
       ALIENAÇÃO POR INICIATIVA PARTICULAR (art. 685-C)
A lei 11. 382/06 introduziu esta modalidade de alienação.
Se a adjudicação dos bens penhorados não se realizar poderá o exequente requerer a alienação ou por iniciativa própria ou utilizando-se corretor credenciado pela autoridade judiciária. É o que indica o art. 685 –C do CPC.
Denota-se, portanto, que a alienação tem posição subsidiária em relação à adjudicação, pois somente se a adjudicação não prosperar terá lugar a alienação por iniciativa particular.
O § 1° do citado artigo enumera as atividades do juiz nesta hipótese. Deverá o magistrado fixar o prazo para que a alienação se realize, estabelecer a forma de publicidade, o preço mínimo, as condições de pagamento, as garantias e a comissão de corretagem, se o exequente optar por fazer uso dela.
Quanto ao preço mínimo deve ser observado o que prescreve o art. 680 do CPC, não podendo ser inferior ao da avaliação.
O art. 685 – C, § 2° trata da formalização da alienação. Esta será formalizada por termo nos autos, que deverá ser assinado pelo juiz, pelo exequente, pelo adquirente e pelo executado, se ele estiver presente.
Assinado o termo e sendo o bem imóvel será expedida a carta de alienação ao adquirente para que seja efetuado o registro imobiliário.
Sendo o objeto bem móvel será expedido o mandado de entrega.
Já o § 3° possibilita aos Tribunais a expedição de provimentos contendo os detalhes desta alienação, além de dispor sobre o credenciamento dos corretores, que, para a lei processual, deverão estar em atividade profissional por pelo menos 5 anos.
 
       ALIENAÇÃO EM HASTA PÚBLICA (art. 686 a 707, CPC)
Não ocorrendo a adjudicação dos bens penhorados e nem a alienação por iniciativa particular terá lugar a alienação em hasta pública, por força do art. 686 do CPC.
Trata-se de alienação forçada
Paloma fez um comentário
  • Gisele, poderia postar as respostas do questionário? Obgda!
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