Resumo de Direito das Obrigações
60 pág.

Resumo de Direito das Obrigações

Disciplina:Direito das Obrigações636 materiais6.338 seguidores
Pré-visualização20 páginas
credor, será ele citado para esse fim, sob cominação de perder o direito e de ser depositada a coisa que o devedor escolher; feita a escolha pelo devedor, proceder-se-á como no artigo antecedente.
Fatos que autorizam a consignação
Art. 335. A consignação tem lugar:
I - se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar receber o pagamento, ou dar quitação na devida forma;
II - se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar, tempo e condição devidos;
III - se o credor for incapaz de receber, for desconhecido, declarado ausente, ou residir em lugar incerto ou de acesso perigoso ou difícil;
IV - se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o objeto do pagamento;
V - se pender litígio sobre o objeto do pagamento.
	Os fatos que autorizam a consignação, previstos no artigo 335 têm por fundamento: a) a mora do credor (incisos I e II); b) circunstâncias inerentes à pessoa do credor que impede o devedor de satisfazer a sua intenção de exonerar-se da obrigação (incisos III e IV).
	Cuidando-se da hipótese de dívida quesível, bastará ao autor alegar que o réu não foi, nem mandou buscar a prestação devida, no tempo, lugar e modo convencionados, caso em que competirá ao segundo o ônus de provar que diligenciou o recebimento.
Requisitos de validade da consignação
	Em relação às pessoas ou requisitos subjetivos, deve o pagamento ser feito pelo devedor capaz e ao verdadeiro credor, também capaz, ou seu representante, sob pena de não valer, salvo se ratificado por este ou se reverter em seu proveito. A legitimidade ativa para a ação consignatória é conferida ao devedor, ao terceiro interessado e também ao terceiro não interessado, se o fizer em nome e à conta do devedor.
	Quanto à legitimidade passiva, réu da ação consignatória será o credor capaz de exigir o pagamento ou quem alegue possuir tal qualidade, ou seu representante, uma vez que tem ela finalidade liberatória do débito e declaratória do crédito. Deve ser proposta, por essa razão, contra quem tiver obrigação de receber e poder para exonerar o devedor. Se essa pessoa for desconhecida, será citada por edital.
	Quanto ao objeto ou requisitos objetivos, exige-se a integralidade do depósito, porque o credor não é obrigado a aceitar pagamento parcial.
	Impõe-se ao devedor, na consignatória, ao efetuar o depósito, fazê-lo com inclusão da correção monetária do período compreendido entre a data do vencimento da obrigação e a do efetivo depósito, sob pena de ser julgado improcedente o pedido. Da mesma forma, ao principal devem ser acrescidos os juros de mora devidos até a data do depósito. Se a hipótese consistir na entrega de coisa, deverá ela se realizar juntamente com os respectivos acessórios, como os frutos ou produtos a que o credor tenha direito.
	O modo será convencionado, não se admitindo, por exemplo, pagamento em prestações quando estipulado que deve ser à vista. Quanto ao tempo, deve ser, também, o fixado no contrato, não podendo o pagamento efetuar-se antes de vencida a dívida, se assim foi convencionado. Poderá ser efetuado pelo devedor, contudo, a qualquer tempo, se o prazo de estipulou em seu favor, ou assim que se verificar a condição a que o débito estava subordinado.
	O simples atraso do devedor não o impede de valer-se da consignação em pagamento. O depósito requer-se-á no lugar do pagamento, tendo em vista que não se pode obrigar o credor a receber ou o devedor a pagar em lugar diverso do convencionado. Sendo quesível a dívida, o pagamento efetua-se no domicílio do devedor; sendo portável, no do credor, podendo haver, ainda, foro especial, do contrato e de eleição.
Levantamento do depósito
Antes de qualquer manifestação judicial do credor
Art. 338. Enquanto o credor não declarar que aceita o depósito, ou não o impugnar, poderá o devedor requerer o levantamento, pagando as respectivas despesas, e subsistindo a obrigação para todas as consequências de direito.
	O legislador permite ao devedor levantar a prestação consignada enquanto o credor não se manifestar sobre o depósito. Lembrando que se optar o devedor por tal levantamento, volta à posição anterior á consignação, pois a obrigação não se extingue dessa forma.
Após a aceitação ou a impugnação judicial do depósito pelo credor
Art. 340. O credor que, depois de contestar a lide ou aceitar o depósito, aquiescer no levantamento, perderá a preferência e a garantia que lhe competiam com respeito à coisa consignada, ficando para logo desobrigados os co-devedores e fiadores que não tenham anuído.
	Se o credor recusar depósito, o levantamento não poderá mais ocorrer sem a sua anuência. Se, no entanto vier a concordar com a sua efetivação, concede ele novo crédito ao devedor, em substituição ao anterior. Em consequência, ficam desobrigados os codevedores e fiadores por não ser justo que se vejam obrigados a reassumir o risco da dívida por conta de uma opção do credor.

 Visto que a consignação tenha efeito de pagamento, se o credor aceita o depósito a dívida se extingue. Se depois de aceitar o depósito o credor concorda com o levantamento do depósito efetuado pelo devedor, surge uma nova dívida, consequentemente, há a liberação dos fiadores e codevedores do débito anterior que não tenham anuído.
Após a sentença que julgou procedente a ação
Art. 339. Julgado procedente o depósito, o devedor já não poderá levantá-lo, embora o credor consinta, senão de acordo com os outros devedores e fiadores.
	Nesse caso só haverá levantamento com a anuência dos codevedores e fiadores, pois estes já se encontram exonerados da obrigação visto que esta se extinguiu com a procedência da ação. Se o credor consente em que se levante a prestação consignada, tal ato não faz com que ressuscite a dívida extinta, faz surgir outra obrigação com a qual fiadores e codevedores não têm qualquer ligação.
Disposições processuais
	A consignação do pagamento pode ser feita de duas maneiras: extrajudicial ou judicial. O Código de Processo Civil durante anos só previa o depósito judicial da coisa devida por meio da ação de consignação em pagamento, depois de passar por reforma facultou o depósito extrajudicial, em estabelecimento bancário oficial quando se tratar de pagamento em dinheiro.
	A procedência da ação de consignação em pagamento reputa efetuado o pagamento e faz cessar a incidência dos juros moratórios, não mais respondendo o devedor pelos riscos que recaem sobre a coisa. Se é o inquilino que deposita as chaves que o senhorio se recusa a receber, a procedência da ação extingue a relação ex locato a partir do momento em que o depósito foi efetuado. Quando a ação, ao contrário, é julgada improcedente, o devedor permanece na mesma posição em que se encontrava anteriormente, caracterizando o seu retardamento culposo. No caso do inquilino, a locação não será extinta e os aluguéis serão devidos durante todo o curso da lide.
Do pagamento com sub-rogação
Conceito
	A sub-rogação pessoal consiste na substituição do credor, como titular do crédito, pelo terceiro que paga (cumpre) a prestação em lugar do devedor ou que financia, em certos termos, o pagamento. A sub-rogação pode ser, também, real, quando há a substituição de uma coisa por outra coisa. A coisa que toma o lugar da outra fica com os mesmos ônus e atributos da primeira.
Natureza jurídica
	Tem afinidade com a cessão de crédito. Todavia, não se confundem. A cessão de crédito destina-se a servir ao interesse da circulação do crédito. A sub-rogação visa proteger a situação do terceiro, que no seu interesse e forçado as mais das vezes pelas circunstâncias, paga uma dívida que não é sua. O aspecto especulativo é elementar na cessão de crédito, mas não o é na sub-rogação. A cessão de crédito é feita, em geral, por valor diverso deste, enquanto a sub-rogação legal ocorre na exata proporção do pagamento efetuado.
Espécies
	A sub-rogação pode ser legal ou convencional. A sub-rogação legal decorre da lei e a convencional é a que deriva da vontade das partes.
Sub-rogação legal
Art. 346. A sub-rogação opera-se,
Hugo Oliveira fez um comentário
  • por favor alguém pode me enviar esse material por e-mail ? Vai salvar meu semestre kkkkkkkkkkk
    1 aprovações
    Matheus Botelho fez um comentário
  • Alguém conseguiu por email?
    0 aprovações
    Matheus Botelho fez um comentário
  • Como faço para imprimir?
    0 aprovações
    Carregar mais