Resumo de Direito das Obrigações
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Resumo de Direito das Obrigações

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o penhor, a hipoteca ou a anticrese, se os bens dados em garantia pertencerem a terceiro que não foi parte na novação.
Da compensação
Conceito
	A compensação é um método mais seguro e certo de adimplemento da obrigação. É a extinção de obrigações recíprocas, que se pagam uma por outra, até a concorrência de seus respectivos valores, entre pessoas que são devedoras uma da outra.
Espécies de compensação
Art. 368. Se duas ou mais pessoas forem ao mesmo tempo credor e devedor uma da outra, as duas obrigações extinguem-se, até onde se compensarem.
	A compensação, portanto, será total, se de valores iguais as duas obrigações; e parcial, se os valores forem desiguais. A compensação pode ser, também, legal, convencional e judicial. É legal, quando decorre da lei, independentemente da vontade das partes. É convencional, quando resulta de acordo das partes, dispensando algum de seus requisitos. E, por fim, é judicial quando efetivada por determinação do juiz, nos casos permitidos pela lei.
Compensação legal
Conceito
	Independente da vontade das partes e se realiza ainda que uma delas se oponha. Opera-se, automaticamente, de pleno direito. No mesmo instante em que o segundo crédito é constituído, extinguem-se as duas dívidas.
Requisitos da compensação legal
	Os requisitos da compensação legal, que valem também para a compensação judicial, são: a) reciprocidade dos créditos; b) liquidez das dívidas; c) exigibilidade das prestações; d) fungibilidade dos débitos (homogeneidade das prestações devidas).
Reciprocidade dos créditos
	O terceiro não interessado, embora possa pagar em nome e por conta do devedor, não pode compensar a dívida com eventual crédito que tenha em face do credor.
	A lei abre, no entanto, uma exceção em favor do fiador, atendendo ao fato de se tratar de terceiro interessado, permitindo que alegue, em seu favor, a compensação que o devedor (afiançado) poderia arguir perante o credor (artigo 371, segunda parte).
	Se a dívida do credor para com o devedor extingue a obrigação principal, não poderá subsistir a fiança, que é obrigação acessória.
Liquidez das dívidas
Art. 369. A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas fungíveis.
	Quanto à liquidez, somente se compensam dívidas cujo valor seja certo e determinado, expresso por uma cifra. Dívida líquida é aquela certa quanto à existência e determinada quanto ao objeto. Há certeza quanto à natureza, à qualidade e à quantidade.
Exigibilidade das prestações
	É necessário que as dívidas estejam vencidas, pois somente assim as prestações podem ser exigidas. Nas obrigações condicionais, só é permitida a compensação após o implemento da condição. E, nas obrigações a termo, somente depois do vencimento deste.
Fungibilidade dos débitos
	É igualmente necessário que as prestações sejam fungíveis, da mesma natureza. Faz-se mister que sejam fungíveis entre si.
Art. 370. Embora sejam da mesma natureza as coisas fungíveis, objeto das duas prestações, não se compensarão, verificando-se que diferem na qualidade, quando especificada no contrato.
Compensação convencional
	Compensação convencional é a que resulta de um acordo de vontades, incidindo em hipóteses que não se enquadram nas de compensação legal.
	Pela convenção celebrada, dívida ilíquida ou não vencida passa a compensar-se com dívida líquida ou vencida, dívida de café com dívida em dinheiro, etc. Pode, também, esta resultar da vontade de apenas uma das partes. Por exemplo: o credor de dívida vencida, que é reciprocamente devedor de dívida vincenda, pode abrir mão do prazo e compensar as obrigações, ocorrendo nesse caso a denominada compensação facultativa.
Compensação judicial
	Compensação judicial é a determinada pelo juiz, nos casos em que se acham presentes os pressupostos legais. Ocorre principalmente nas hipóteses de procedência da ação e também da reconvenção. A compensação judicial não é reconhecida unanimemente pela doutrina.
Dívidas não compensáveis
	Em alguns casos especiais, não se admite a compensação.
Art. 373. A diferença de causa nas dívidas não impede a compensação, exceto:
I - se provier de esbulho, furto ou roubo;
II - se uma se originar de comodato, depósito ou alimentos;
III - se uma for de coisa não suscetível de penhora.
	Na primeira hipótese, a razão é de ordem moral: esbulho, furto e roubo constituem atos ilícitos. Quanto ao inciso II, ninguém pode apropriar-se da coisa alegando compensação, pois a obrigação de restituir não desaparece. A não fungibilidade afasta a compensação. Além disso, as dívidas não seriam homogêneas, mas de natureza diversa.
	As dívidas alimentares, obviamente, não podem ser objeto de compensação porque sua satisfação é indispensável para a subsistência do alimentando. Por último, não se opera a compensação se uma das dívidas se relaciona a coisa insuscetível de penhora.
Art. 380. Não se admite a compensação em prejuízo de direito de terceiro. O devedor que se torne credor do seu credor, depois de penhorado o crédito deste, não pode opor ao exequente a compensação, de que contra o próprio credor disporia.
Regras peculiares
	O devedor solidário só pode compensar com o credor o que este deve a seu coobrigado, até ao equivalente da parte deste na dívida comum.
Art. 377. O devedor que, notificado, nada opõe à cessão que o credor faz a terceiros dos seus direitos, não pode opor ao cessionário a compensação, que antes da cessão teria podido opor ao cedente. Se, porém, a cessão lhe não tiver sido notificada, poderá opor ao cessionário compensação do crédito que antes tinha contra o cedente.
	Quando houver pluralidade de débitos suscetíveis de compensação, ao arguir a compensação, o devedor indicará a dívida que pretende que seja compensada. Se não fizer a indicação, a escolha far-se-á pelo credor, que declarará na quitação a dívida pela qual optou. Não tendo o devedor feito a indicação e silenciado o credor ao fornecer a quitação, far-se-á a imputação nas dívidas líquidas e vencidas em primeiro lugar; se as dívidas forem todas líquidas e vencidas ao mesmo tempo, na mais onerosa.
Da confusão
Conceito e características
	A obrigação pressupõe a existência de dois sujeitos: o ativo e o passivo. Credor e devedor devem ser pessoas diferentes. Se essas duas qualidades, por alguma circunstância, encontrarem-se em uma só pessoa, extingue-se a obrigação, porque ninguém pode ser juridicamente obrigado para consigo mesmo ou propor demanda contra si próprio.
Art. 381. Extingue-se a obrigação, desde que na mesma pessoa se confundam as qualidades de credor e devedor.
	Pode decorrer de ato inter vivos como, por exemplo, na cessão de crédito, ou mortis causa, quando, por exemplo, o herdeiro é, ao mesmo tempo, devedor e credor do falecido. Se forem vários os herdeiros, o devedor coerdeiro ficará liberado unicamente da parte concorrente entre sua quota hereditária e sua dívida com o de cujus.
Espécies de confusão
Art. 382. A confusão pode verificar-se a respeito de toda a dívida, ou só de parte dela.
Art. 383. A confusão operada na pessoa do credor ou devedor solidário só extingue a obrigação até a concorrência da respectiva parte no crédito, ou na dívida, subsistindo quanto ao mais a solidariedade.
Efeitos da confusão
	A confusão extingue não só a obrigação principal, mas também os acessórios, como a fiança e o penhor. Mas a recíproca não é verdadeira. A obrigação principal, contraída pelo devedor, permanece se a confusão operar-se nas pessoas do credor e do fiador. Extingue-se a fiança, porque ninguém pode ser fiador de si próprio, mas não a obrigação. Igualmente se houver confusão entre fiador e devedor: desaparece a garantia.
Cessação da confusão
Art. 384. Cessando a confusão, para logo se restabelece, com todos os seus acessórios, a obrigação anterior.
Da remissão de dívidas
Conceito e natureza jurídica
	Remissão é a liberalidade efetuada pelo credor, consistente em exonerar o devedor do cumprimento da obrigação. Remissão é o perdão da dívida.
Art. 385. A remissão da dívida, aceita pelo devedor,
Jéssica Thaís Fossa fez um comentário
  • Alguém possui este material pra me enviar por e-mail? Achei ele muito bom e me ajudaria muito... meu e-mail é jethais1@hotmail.com Agradeço de coração
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    Hugo Oliveira fez um comentário
  • por favor alguém pode me enviar esse material por e-mail ? Vai salvar meu semestre kkkkkkkkkkk
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    Matheus Botelho fez um comentário
  • Alguém conseguiu por email?
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    Matheus Botelho fez um comentário
  • Como faço para imprimir?
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