Resumo de Direito das Obrigações
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Resumo de Direito das Obrigações

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extingue a obrigação, mas sem prejuízo de terceiro.
	Para que a remissão se torne eficaz faz-se mister que o remitente seja capaz de alienar e o remetido capaz de adquirir, como expressa o artigo 386. Também é pressuposto indispensável que o devedor a aceite, expressa ou tacitamente, pois se a ela se opuser nada poderá impedi-lo de realizar o pagamento.
Art. 386. A devolução voluntária do título da obrigação, quando por escrito particular, prova desoneração do devedor e seus co-obrigados, se o credor for capaz de alienar, e o devedor capaz de adquirir.
	A remissão é espécie do gênero renúncia. Embora não se confundam, equivalem-se quanto aos efeitos. A renúncia é unilateral, enquanto a remissão se reveste de caráter convencional, porque depende de aceitação.
Espécies de remissão
	Pode ser total ou parcial, expressa, tácita ou presumida. A primeira resulta de declaração do credor, em instrumento público ou particular, por ato inter vivos ou mortis causa, perdoando a dívida. A remissão tácita decorre do comportamento do credor, incompatível com sua qualidade de credor por traduzir, inequivocamente, intenção liberatória.
	A remissão é presumida quando deriva de expressa previsão legal. A remissão pode ser, também, concedida sob condição (suspensiva) ou a termo inicial. Nestes casos, o efeito extintivo só se dará quando implementada a condição ou atingido o termo.
Presunções legais
	A remissão é presumida pela lei em dois casos: a)pela entrega voluntária do título da obrigação por escrito particular; b) pela entrega do objeto empenhado.
Art. 386. A devolução voluntária do título da obrigação, quando por escrito particular, prova desoneração do devedor e seus co-obrigados, se o credor for capaz de alienar, e o devedor capaz de adquirir.
Art. 387. A restituição voluntária do objeto empenhado prova a renúncia do credor à garantia real, não a extinção da dívida.
A remissão em caso de solidariedade passiva
Art. 388. A remissão concedida a um dos co-devedores extingue a dívida na parte a ele correspondente; de modo que, ainda reservando o credor a solidariedade contra os outros, já lhes não pode cobrar o débito sem dedução da parte remitida.
	Também preceitua o art. 262, caput, do mesmo diploma que, sendo indivisível a obrigação, “Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para com os outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente”.
Do inadimplemento das obrigações
Disposições gerais
A obrigatoriedade dos contratos
	De acordo com o princípio pacta sunt servanda, os contratos devem ser cumpridos. Esse princípio significa que o contrato faz lei entre as partes, não podendo ser modificado pelo judiciário.
	Opõe-se a ele o princípio da revisão dos contratos ou da onerosidade excessiva, baseado na cláusula rebus sic stantibus e na teoria da imprevisão e que autoriza o recurso ao judiciário para se pleitear a revisão dos contratos, ante a ocorrência de fatos extraordinários e imprevisíveis (art.478).
	O inadimplemento, ou seja, o não cumprimento da obrigação pode decorrer de ato culposo do devedor ou de fato a ele não imputável.
	Nem sempre que a prestação deixa de ser efetuada significa que houve não cumprimento da obrigação. Pode suceder que o direito do credor prescreveu ou que ele remitiu a dívida, ou sucedeu, como único herdeiro, ao devedor. Só há não cumprimento quando, não tendo sido extinta a obrigação por outra causa, a prestação debitória não é efetuada, nem pelo devedor, nem por terceiro.
Inadimplemento absoluto
Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de advogado.
	O dispositivo trata do inadimplemento absoluto, que ocorre quando a obrigação não foi cumprida nem poderá sê-lo de forma útil ao credor.
Inadimplemento culposo da obrigação
	Em princípio, todo inadimplemento presume-se culposo, salvo em se tratando de obrigação concernente a prestação de serviço, se esta for de meio. Se a obrigação assumida foi de meio, a responsabilidade será fundada na culpa provada. Incube ao inadimplente, nos demais casos, elidir tal presunção, demonstrando a ocorrência do fortuito e da força maior.
	Quando a responsabilidade não deriva de contrato, mas de infração ao dever de conduta (dever legal) imposto genericamente no art. 927, diz-se que ela é extracontratual .
	Embora a consequência da infração ao dever legal e ao dever contratual seja a mesma, o Código Civil brasileiro distinguiu as duas espécies de responsabilidade, acolhendo a teoria dualista, disciplinando a extracontratual nos artigos 186 e 187 e a contratual nos 389, 395 e s..
	Na responsabilidade contratual, o inadimplemento presume-se culposo. O credor lesado encontra-se em posição mais favorável, pois só está obrigado a demonstrar que a prestação foi descumprida, sendo presumida a culpa do inadimplente. Na extracontratual, ao lesado incumbe o ônus de provar culpa ou dolo do causador do dano.
Perdas e danos
	Nas hipóteses de não cumprimento da obrigação e de cumprimento imperfeito, com inobservância do modo e do tempo convencionados, a consequência é a mesma: o nascimento da obrigação de indenizar o prejuízo causado ao credor.
	A satisfação das perdas e danos, em todos os casos de não cumprimento culposo da obrigação, tem por finalidade recompor a situação patrimonial da parte lesada pelo inadimplemento contratual. Por essa razão, devem elas ser proporcionais ao prejuízo efetivamente sofrido. Se, em vez do inadimplemento, houver apenas mora, sendo, portanto, ainda proveitoso para o credor o cumprimento da obrigação, responderá o devedor pelos prejuízos decorrentes do retardamento, nos termos do artigo 395.
	As perdas e danos, segundo dispõe o artigo 402, abrangem “além do que ele efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar”.
Responsabilidade patrimonial
Art. 391. Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor.
	Nem sempre a prestação devida e não cumprida se converte em perdas e danos. Tal ocorre somente quando não é possível a execução direta da obrigação ou a restauração do objeto da prestação. Obtida a condenação do devedor ao pagamento das perdas e danos, e não satisfeito o pagamento, cabe a execução forçada, recaindo a penhora sobre os bens que integram o patrimônio do devedor.
Contratos benéficos e onerosos
Art. 392. Nos contratos benéficos, responde por simples culpa o contratante, a quem o contrato aproveite, e por dolo aquele a quem não favoreça. Nos contratos onerosos, responde cada uma das partes por culpa, salvo as exceções previstas em lei.
	Contratos benéficos ou gratuitos são aqueles em que apenas um dos contratantes aufere benefício ou vantagem. Para o outro há só obrigação, sacrifício. Nos onerosos, ambos obtêm proveito.
Inadimplemento fortuito da obrigação
	O inadimplemento definitivo da obrigação, em razão da impossibilidade ou inutilidade da prestação para o credor, pode decorrer de fato não imputável ao devedor. As circunstâncias determinantes da impossibilidade da prestação, sem culpa do devedor, podem ser provocadas por terceiro, pelo credor, pelo próprio devedor, embora sem culpa dele, bem como pode decorrer de caso fortuito e de força maior.
	Para que o devedor possa pretender sua total exoneração é mister: a) que se trate de uma efetiva impossibilidade objetiva; b) que tal impossibilidade seja superveniente; e c) que a circunstância que a provoque seja inevitável e não derive da culpa do devedor ou surja durante a mora deste.
Art. 393. O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado.
Parágrafo único. O caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário, cujos efeitos não era possível evitar ou impedir.
Da mora
Conceito
	É o injusto retardamento na execução da obrigação, quer por parte do devedor, quer por parte do credor, quando aquele não satisfaz e quando
Jéssica Thaís Fossa fez um comentário
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    Hugo Oliveira fez um comentário
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    Matheus Botelho fez um comentário
  • Alguém conseguiu por email?
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    Matheus Botelho fez um comentário
  • Como faço para imprimir?
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