Resumo de Direito das Obrigações
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Resumo de Direito das Obrigações

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solidários e o credor
Consequências do pagamento parcial e da remissão.
Art. 277. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obtida não aproveitam aos outros devedores, senão até à concorrência da quantia paga ou relevada.
Art. 388. A remissão concedida a um dos codevedores extingue a dívida na parte a ele correspondente; de modo que, ainda reservando o credor a solidariedade contra os outros, já lhes não pode cobrar o débito sem dedução da parte remitida.
	O pagamento parcial naturalmente reduz o crédito. Sendo assim, o credor só pode cobrar do que pagou, os dos outros devedores, o saldo remanescente.
Cláusula, condição ou obrigação adicional.
Art. 278. “Qualquer cláusula, condição ou obrigação adicional, estipulada entre um dos devedores solidários e o credor, não poderá agravar a posição dos outros sem consentimento destes”.
	Ninguém pode ser obrigado a mais do que consentiu ou desejou. Não se comunicam os atos prejudiciais praticados pelo codevedor, mas apenas os favoráveis.
	Os codevedores se representam em todos os atos tendentes à extinção ou conservação da dívida, à melhoria de condição em face do credor e não mais.
Renúncia da solidariedade
	Como a solidariedade constitui benefício instituído em favor do credor, pode dele abrir mão, ainda que se trate de vínculo resultante da lei.
Art. 282. O credor pode renunciar à solidariedade em favor de um, de alguns ou de todos os devedores. Parágrafo único. Se o credor exonerar da solidariedade um ou mais devedores, subsistirá a dos demais.
	Quando a renúncia é efetivada em prol de todos os coobrigados denomina-se absoluta. A renúncia operada em proveito de um, ou de alguns devedores apenas, intitula-se relativa. Assim procedendo, o credor divide a obrigação em duas partes: uma pela qual responde o devedor favorecido, corresponde somente à sua quota; e a outra, a que se acham solidariamente sujeitos os outros.
	A renúncia relativa da solidariedade acarreta os seguintes efeitos:
Os contemplados continuam devedores, porém não mais da totalidade, senão de sua quota-parte no débito.
Suportam sua parte na insolvência de seus ex-codevedores.
	Os não exonerados permanecem na mesma situação dos devedores solidários. Contudo, o credor não poderá acioná-los senão abatendo no débito a parte correspondente aos devedores cuja obrigação deixou de ser solidária.
	A renúncia pode ser ainda expressa ou tácita. A primeira resulta de declaração verbal ou escrita. A renúncia tácita é uma questão puramente de fato e de intenção apurável contraditoriamente. Pode resultar de qualquer ato praticado pelo credor, dos quais, pelos termos empregados ou pelas circunstâncias, mostre-se inequívoca a intenção em remir a ação solidária. Não pode ser inferida de meras conjecturas; na dúvida, presume-se não existir.
Impossibilidade da prestação
Art. 279. Impossibilitando-se a prestação por culpa de um dos devedores solidários, subsiste para todos o encargo de pagar o equivalente; mas pelas perdas e danos só responde o culpado.
	Em princípio, todo inadimplemento se presume culposo. Cabe ao inadimplente provar, para se exonerar, a impossibilidade da prestação decorrente do fortuito ou da força maior.
	Exige-se, para a configuração do caso fortuito ou da força maior, a presença dos seguintes requisitos: a) o fato deve ser necessário, não determinado por culpa do devedor, pois, se há culpa, não há caso fortuito; b) o fato deve ser superveniente e inevitável; c) o fato deve ser irresistível, fora do alcance do poder humano.
	Quando o cumprimento do contrato se torna impossível, resolve-se a obrigação, porque ninguém pode fazer o impossível. No entanto, segundo o artigo 106, a resolução só ocorre se a impossibilidade for absoluta, isto é, alcançar todos os homens, indistintamente.
Responsabilidade pelos juros
Art. 280. Todos os devedores respondem pelos juros da mora, ainda que a ação tenha sido proposta somente contra um; mas o culpado responde aos outros pela obrigação acrescida.
Meios de defesa dos devedores
	Meios de defesa são os fundamentos pelos quais o demandado pode repelir a pretensão do credor, alegando que o direito que este invoca nunca existiu validamente ou, tendo existido, já se extinguiu, ou ainda não existe.
Art. 281. O devedor demandado pode opor ao credor as exceções que lhe forem pessoais e as comuns a todos; não lhe aproveitando as exceções pessoais a outro codevedor.
As exceções comuns, que aproveitam a todos os devedores, distribuem-se em dois ramos:
As resultantes da natureza da obrigação: aquelas que se prendem aos vícios primitivos de sua origem e resultam de um fato comum a todo o feixe das obrigações constitutivas da solidariedade. Exemplos: nulidade absoluta, anulabilidade resultante da incapacidade de todos os codevedores, ou de um vício do consentimento experimentado por todos os codevedores e inadimplemento da obrigação pelo credor, nos contratos bilaterais.
As causas de extinção da obrigação atuando em relação a todos os devedores. Exemplos: pagamento, que mesmo feito por um só aproveita a todos, dação em pagamento, pagamento em consignação, compensação, transação e novação.

Relações dos codevedores entre eles
	A solidariedade existe apenas nas relações entre devedores e credor.
Art. 283. O devedor que satisfez a dívida por inteiro tem direito a exigir de cada um dos codevedores a sua quota, dividindo-se igualmente por todos a do insolvente, se o houver, presumindo-se iguais, no débito, as partes de todos os codevedores.
	Os efeitos da solidariedade passiva decorrem, em regra, de dois princípios: unidade de dívida e pluralidade de vínculos. Perante os credores, todos os devedores, e cada um de per si, respondem pela dívida inteira. Entretanto, em face de seus consortes e da pluralidade de vínculos existentes, a obrigação já não é uma. O débito se divide e cada devedor responde apenas pela sua quota na dívida comum.
Direito de regresso
	As quotas dos codevedores presumem-se iguais. Nada impede, contudo, que sejam desiguais. Incumbe ao devedor, que pretende receber mais, o ônus da prova da desigualdade nas quotas, da mesma forma que compete tal encargo ao devedor acionado, que pretende pagar menos.
	O acerto entre os codevedores se faz por meio da ação regressiva. São pressupostos da referida ação: que o devedor tenha satisfeito a dívida e que tenha satisfeito por inteiro.
	Se um dos codevedores for insolvente, a parte da dívida correspondente será rateada entre todos os codevedores, inclusive os exonerados da solidariedade pelo credor (art. 284).
Art. 285. Se a dívida solidária interessar exclusivamente a um dos devedores, responderá este por toda ela para com aquele que pagar.
Insolvência de um dos codevedores solidários
Art. 284. No caso de rateio entre os codevedores, contribuirão também os exonerados da solidariedade pelo credor, pela parte que na obrigação incumbia ao insolvente.
	É direito dos coobrigados repartir, entre todos, inclusive o devedor exonerado pelo credor, a parte do insolvente. Pode o credor romper o vínculo da solidariedade em relação ao seu crédito, mas não pode dispor do direito alheio.
	A insolvência, que é a base ou fundamento da pretensão de repartição dos ônus, deve ser provada pelo devedor que move a ação de regresso.
	Se o devedor exonerado deve suportar proporcionalmente a perda no caso de insolvência de um ou de alguns dos outros codevedores, segue-se que deve suportá-la inteiramente quando todos estes estão insolventes.
Outras modalidades de obrigações
Das modalidades civis e naturais
Distinção entre obrigação civil e natural
	A obrigação, quando cumprida, extingue-se. Não cumprida, dá origem à responsabilidade, que é patrimonial: o patrimônio do devedor responde por suas obrigações.
	Obrigação civil é a que encontra respaldo no direito positivo, podendo seu cumprimento ser exigido pelo credor por meio de ação. Quando falta esse poder de garantia ou a responsabilidade do devedor, diz-se que a obrigação é natural. Nessa modalidade o credor
Hugo Oliveira fez um comentário
  • por favor alguém pode me enviar esse material por e-mail ? Vai salvar meu semestre kkkkkkkkkkk
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    Matheus Botelho fez um comentário
  • Alguém conseguiu por email?
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    Matheus Botelho fez um comentário
  • Como faço para imprimir?
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