Resumo de Direito das Obrigações
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Resumo de Direito das Obrigações

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Não realizada, ocorre a frustração da condição.
Obrigações a termo
	Obrigação a termo é aquela em que as partes subordinam os efeitos do negócio jurídico a um evento futuro e certo. Pode ocorrer que o termo, embora certo e inevitável no futuro, seja incerto quanto à data de sua verificação. Sob esse aspecto, o termo pode ser dividido em certo e incerto. O termo pode ser, também, inicial ou suspensivo (dies a quo) e final ou resolutivo (dies ad quem).
Obrigações modais ou com encargo
	Obrigação modal é a que se encontra onerada por cláusula acessória, que impõe um ônus ao beneficiário de determinada relação jurídica.
	É comum nas doações feitas ao município, em geral com a obrigação de construir um hospital, escola, creche ou algum outro melhoramento público; e nos testamentos, em que se deixa a herança a alguém, com a obrigação de cuidar de determinada pessoa ou de animais de estimação.
	Modo é, assim, o encargo imposto àquele em cujo proveito se constitui um direito por ato de mera liberalidade. Nele, a pessoa que promete a outrem alguma coisa limita sua promessa, determinando a forma por que deve ser usada.
Das obrigações líquidas e ilíquidas
Conceito
	Considera-se líquida a obrigação certa, quanto à sua existência, e determinada, quanto ao seu objeto. Essa modalidade é expressa por uma cifra, por um algarismo, quando se trata de dívida em dinheiro. Mas pode também ter por objeto a entrega ou restituição de outro objeto certo, como, por exemplo, um veículo ou determinada quantidade de cereal.
	A obrigação é ilíquida quando, ao contrário, o seu objeto depende de prévia apuração, pois o valor ou montante apresenta-se incerto. Deve ela converter-se em obrigação líquida, para que possa ser cumprida pelo devedor. Essa conversão se obtém em juízo pelo processo de liquidação, quando a sentença não fixar o valor da condenação ou não lhe individualizar o objeto. A sentença ilíquida não é incerta quanto à existência do crédito, mas somente quanto ao seu valor. A liquidação visa apurar apenas o quantum devido.
Espécies de liquidação
	Como regra geral, a liquidação antecede a execução.
	Preceitua o art. 475-C do Código de Processo Civil que se fará a liquidação por arbitramento quando “determinado pela sentença ou convencionado pelas partes” ou “o exigir a natureza do objeto da liquidação”.
	Liquidação por arbitramento é aquela realizada por meio de um perito, nomeado pelo juiz. A apuração do quantum depende exclusivamente da avaliação de uma coisa, um serviço ou um prejuízo, a ser feita por quem tenha conhecimento técnico. A liquidação é feita por artigos quando houver necessidade de alegar e provar fato novo, para apurar o valor da condenação. Todos os meios de prova são admitidos, inclusive a perícia.
Aplicações práticas da distinção
	Importante efeito da distinção entre obrigações líquidas e ilíquidas se verifica no tocante à mora. Dispõe o artigo 397 que “o inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo, constitui de pleno direito em mora o devedor”.
	A liquidez da dívida é requisito da compensação legal, pois somente se compensam dívidas cujo valor seja certo e determinado, expresso por uma cifra.
Das obrigações principais e acessórias
Conceito e efeitos
	As obrigações dividem-se em principais e acessórias. As primeiras subsistem por si, já as obrigações acessórias tem sua existência subordinada, dependem da obrigação principal, seguem seu destino.
Art. 233. A obrigação de dar coisa certa abrange os acessórios dela embora não mencionados, salvo se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
Art. 364. (primeira parte) A novação extingue os acessórios e garantias da dívida, sempre que não houver estipulação em contrário.
Espécies
	Há várias modalidades de obrigações acessórias, como a fiança e os juros.
	Registre-se que o caráter acessório ou principal da obrigação é uma qualidade que lhe pode advir da vontade das partes ou da lei. Na primeira parte pode ser convencionada conjuntamente ou posteriormente à celebração da obrigação principal.
Da transmissão das obrigações
Da cessão de crédito
A transmissão das obrigações
Noções gerais
	A relação obrigacional admite alterações na composição de seus elementos essenciais: conteúdo ou objeto e sujeito ativo e passivo. O direito moderno admite, sem qualquer dificuldade, a livre transferência das obrigações, quer quanto ao lado ativo, quer quanto ao lado passivo. Com a substituição de um dos sujeitos da relação obrigacional, não deixa de ser esta ela mesma, continuando, portanto, a existir como se não houvesse sofrido qualquer alteração. O ato determinante dessa transmissibilidade denomina-se cessão, que vem a ser a transferência negocial, a título gratuito ou oneroso, de um direito, de um dever, de uma ação ou de um complexo de direitos, deveres e bens, de modo que o adquirente, denominado cessionário, exerça posição jurídica idêntica à do antecessor, que figura como cedente.
Espécies
	A transmissibilidade das várias posições obrigacionais pode decorrer de cessão de crédito, de cessão de débito ou assunção de dívidas ou de cessão de contrato.
Conceito de cessão de crédito
	Cessão de crédito é negócio jurídico bilateral, pelo qual o credor transfere a outrem seus direitos na relação obrigacional. Pode configurar tanto alienação onerosa quanto gratuita. O terceiro, a quem o credor transfere sua posição na relação obrigacional, independentemente da anuência do devedor, é estranho ao negócio original. O credor que transfere seus direitos denomina-se cedente. O terceiro a quem são eles transmitidos, investindo-se na sua titularidade, é o cessionário. O cedido não participa necessariamente da cessão, que pode ser realizada sem a sua anuência. Deve ser, no entanto, notificado, para que possa solver a obrigação ao legítimo detentor do crédito.
Requisitos da cessão de crédito: objeto, capacidade e legitimação.
	A cessão pode ser total ou parcial, e abrange todos os acessórios do crédito, como os juros e os direitos de garantia. Assim, por exemplo, se o pagamento da dívida é garantido por hipoteca, o cessionário torna-se credor hipotecário; se por penhor, o cedente é obrigado a entregar o objeto empenhado ao cessionário. Pela sua natureza, não podem ser objeto de cessão relações jurídicas de caráter personalíssimo e as de direito de família.
	Como a cessão importa alienação, o cedente há de ser pessoa capaz e legitimada a praticar atos de alienação. Outrossim, é necessário que seja titular do crédito, para dele poder dispor. Também o cessionário deve ser pessoa no gozo da capacidade plena. Mesmo sendo dotadas de capacidade, algumas pessoas carecem de legitimação para adquirir certos créditos. O tutor e o curador, por exemplo, não podem constituir-se cessionários de créditos contra, respectivamente, o pupilo e o curatelado.
	Por sua vez, os pais, no exercício da administração dos bens dos filhos menores, não podem efetuar a cessão sem prévia autorização do juiz, por se tratar de ato que ultrapassa os limites da mera administração. Por outro lado, se o crédito envolver direito real de garantia, como a hipoteca, necessário será o consentimento do outro cônjuge.
Espécies de cessão de crédito
	A cessão de crédito resulta, em regra, da declaração de vontade entre cedente e cessionário. Na cessão a título oneroso o cedente garante a existência e a titularidade do crédito no momento da transferência. Nas cessões a título gratuito só é responsável se houver procedido de má fé (CC, art. 295).
	A cessão de crédito voluntária pode ser também total ou parcial. Pode, ainda, a cessão de crédito ser legal e judicial. A cessão é legal quando decorre da lei, como por exemplo, art. 287 do CC. A cessão judicial ocorre quando a transmissão do crédito é determinada pelo juiz.
	A cessão de crédito pode ser ainda pro soluto e pro solvendo. No primeiro caso, o cedente apenas garante a existência do crédito, sem responder pela solvência do devedor. Na cessão pro solvendo, o cedente obriga-se a pagar se o devedor
Jéssica Thaís Fossa fez um comentário
  • Alguém possui este material pra me enviar por e-mail? Achei ele muito bom e me ajudaria muito... meu e-mail é jethais1@hotmail.com Agradeço de coração
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    Hugo Oliveira fez um comentário
  • por favor alguém pode me enviar esse material por e-mail ? Vai salvar meu semestre kkkkkkkkkkk
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    Matheus Botelho fez um comentário
  • Alguém conseguiu por email?
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    Matheus Botelho fez um comentário
  • Como faço para imprimir?
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