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ou quadradas, sendo cada camada formada por duas ou três

peças. A vantagem deste método é que pode ser executado por um só homem, além

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de não necessitar de separadores. Uma desvantagem é a grande área de contato

entre as tábuas retardando a secagem nestas regiões.

5.1.4 OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DO PÁTIO

A supervisão de um pátio de secagem envolve considerável habilidade e

responsabilidade. Tendo os seguintes pontos de vista a serem ressaltados:

! Expansão ou modificação do pátio existente;

! Conversão de um pátio manual para um pátio mecanizado;

! Inspeção e manutenção das passagens principais e secundárias mantendo-as em

ordem;

! Construção, inspeção e reparos das bases ou fundações das pilhas;

! Acompanhamento da classificação e separação das peças serradas;

! Tomada de decisão sobre espaçamento dos separadores, formas das pilhas, etc.;

! Projeto, construção, e manuseio, e conservação de coberturas de pilhas;

! Prevenção de acidentes e prevenção contra incêndios;

! Controle da umidade da madeira, dos defeitos anotando e analisando os dados

diários;

! Identificação das pilhas de madeira, contendo as seguintes informações: no da

pilha, localização no pátio, data de empilhamento, espécie, espessura,

comprimento, largura, classificação e volume.

5.1.5 CUSTOS ENVOLVIDOS DA SECAGEM AO AR

Os tipos de custos envolvidos na secagem ao ar são:

! Mão de obra normalmente é elevada;

! Custo da terra (grandes áreas ficam imobilizadas);

! Custo do investimento em terraplanagem, drenagem e pavimentação e

equipamentos envolvidos (empilhadeira, etc.);

! Custo de manutenção do pátio como reparos nas pistas, etc.;

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! Juros sobre o capital investido e sobre a madeira

5.1.6 VANTAGENS DE DESVANTAGENS DA SECAGEM AO AR

! Redução da umidade inicial da madeira;

! Diminuição dos custos de transporte;

! Minimiza o ataque de fungos manchadores;

! Aproveitamento das condições ambientais;

! Necessita de grandes áreas para estocar para gradear a madeira;

! Impossível controlar a condições ambientais;

! Ocorrência de defeitos devido a falta de controle das condições da secagem;

! Tempo de secagem elevado quando comparado com os métodos artificias;

! Teor de umidade final muito alto limitando em muitos casos o uso.

5.2 SECAGEM EM CÂMARA

Um câmara de secagem de madeira consiste de uma ou mais câmaras

planejada para fornecer e controlar as condições ambientais de calor, umidade

relativa do ar e ventilação necessária para uma correta secagem da madeira. Como o

desenvolvimento da estufa de secagem moderna tem progredido, projetos

modificados têm sido explorados em relação ao mecanismo de fornecimento de

calor arranjo e tipo de ventiladores, controladores da temperatura e da umidade

relativa e da temperatura do bulbo úmido (TBU) e uso de vários tipos de materiais

de construção da câmara.

O projeto da câmara tem uma relação importante na sua operação e na

eficiência na secagem. Uma estufa corretamente projetada e operada secará mais

espécies de madeiras contendo umidade especificada entre 3 e 19% num razoável

tempo sem perdas significativas causadas por defeitos de secagem.

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5.2.1 SECAGEM A BAIXA TEMPERATURA OU PRÉ-SECADOR

A secagem a baixas temperaturas ou pré-secador se realiza com temperaturas

inferiores a 50oC. Basicamente se controla somente a temperatura, a umidade

relativa é pouco controlada variando de 50 até 80%. A energia provém normalmente

por meio artificial podendo ser natural no caso de secadores solares. Em secagem

artificial o ar quente é obrigado a passar horizontalmente através da pilha de

madeira. O movimento do ar no interior da câmara é baixo em torno de 0,5 até

1,0m/s, mas deve constante. Normalmente estes equipamentos possuem grandes

capacidades de secagem girando em torno de 1000m3. É um equipamento de baixo

custo. Na figura 16, pode-se observar um pré-secador com grande capacidade de

carga.

A secagem a baixa temperatura tem como finalidade normalmente reduzir o

conteúdo de umidade da madeira desde o estado verde até uns 20 a 30% retirando

toda água livre contida na madeira. É utilizada normalmente para madeiras difíceis

de secar “refratárias”. (eucalipto, imbuía, etc.). O tempo de secagem fica em torno

de semanas e a qualidade do produto é boa quando bem conduzida a secagem.

O pré-secador apresenta grande local de armazenagem, que facilitam a pre-

secagem das tábuas, podendo apresentar espécies diferentes e espessuras diferentes.

O clima dentro do pré-secador fica em torno de 500C (controlada) e a umidade

relativa em torno de 65% (pouco controlada). O pré-secador apresenta duas portas,

permitindo a entra de madeira fresca e a saída de madeira seca, sem interromper o

processo de secagem.

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FIGURA 16 – PRÉ-SECADOR DE MADEIRAS

Uma análise dos custos de secagem de madeira de pinos e de folhosas

realizado na Europa, demonstra a alta eficiência e rendimento econômico da

combinação de um pre-secador com um sistema de secagem convencional que

trabalha com altas temperaturas.

5.2.1.1 Vantagens e Desvantagens

A principal vantagem da secagem em um pré-secador, consiste em poder aplicar

à madeira as condições ideais da secagem ao ar livre de maneira constante ao longo

de toda a secagem. Reduzindo o tempo de secagem em até 5 vezes quando

comparada com a secagem ao ar livre.

! Economiza-se nos custos de transporte porque se diminui rapidamente o

peso da madeira.

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! Diminuem-se os defeitos causados pela secagem ao ar livre devido a

exposição à intempéries, prevenindo a produção de manchas e

descolorações na madeira.

! A principal desvantagem é o alto investimento inicial.

Curso de Secagem da Madeira

MÓDULO – 03

6 SECAGEM CONVENCIONAL (DE 50 ATÉ 100OC)

A secagem convencional ou artificial é o processo de secagem mais utilizado

no mundo inteiro se desenvolve a temperaturas de 50 até 100oC sendo conduzida

em câmaras ou estufas, nos quais se pode controlar a temperatura, a umidade

relativamente e a velocidade do ar. A velocidade do ar fica em torno de 1,5 a 2,5m/s

constantes, a capacidade das câmaras variam de 10 a 150m3 e o tempo de secagem é

de dias, variando com a espécie, espessura, etc.

Parta esquentar estas câmaras se utilizam diversas fontes térmicas, sendo as

mais comuns vapor d’água, água quente , elétricos e a óleo térmico, sendo o vapor

d’água o sistema de aquecimento mais utilizado pelas industrias. A madeira serrada

é gradeada em forma de pilhas e armazenada adequadamente no interior das

câmaras de secagem.

A secagem da madeira se realiza seguindo um programa previamente

estabelecido, com etapas climáticas progressivamente mais secas e quentes. O

controle das condições climáticas se efetua mediante termômetros de bulbo úmido e

seco (psicrômetro) os termômetros e os sensores do equilíbrio do conteúdo de

umidade que permitem, por uma parte, conhecer a temperatura e a umidade relativa

do ar dentro da câmara, e por outra, manter o sistema mediante controles manuais,

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semi-automáticos ou automáticos das condições ambientais desejadas. É

apresentado na Figura 17 um tipo de secador convencional.

FIGURA 17 – SECADOR CONVENCIONAL DE MADEIRA

6.1 CÂMARAS DE SECAGEM

São a principio quartos hermeticamente fechados e equipados com sistema

de aquecimento (radiadores), ventiladores para circulação do ar, equipamento
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