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razão desta alta velocidade se

deve a alta velocidade de difusão da madeira. O ar deve ter uma distribuição

uniforme e passar equitativamente através de toda a madeira.

Como a duração deste processo é apenas a metade ou a terça parte daquela

requerida na secagem convencional, os cuidados técnicos são maiores porque se

retira mais quantidade de água por unidade de tempo, com uma eficiência térmica

total também maior.

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Utiliza-se no aquecimento ar-vapor no processo por causar menor

depreciação na madeira e menos deterioração no equipamento. É utilizado

principalmente em espécies altamente permeáveis (pinus).

O gradeamento da madeira para secagem é idêntico ao utilizado na secagem

convencional, no entanto é esperada maior cuidado na secagem a alta temperatura.

Na secagem de pinus a alta temperatura é indispensável a colocação de peso de

concreto sobre em cima da pilha numa razão de 500kg/m2.

7.1 VANTAGENS E SUAS LIMITAÇÕES

Este processo é mais eficiente que o da secagem convencional, como é pouco

o ar fresco injetado no interior do secador, o ganho de calor é significativo. As

perdas de calor, por qualquer motivo ou falta de isolamento, não superam em muito

as perdas que se tem em secagem convencional devido ao maior tempo deste

último.

O investimento inicial é muito alto, mas se recupera rapidamente.

A secagem a alta temperatura é muito mais indicado para coníferas devido

sua alta permeabilidade.

Madeiras que não apresentem um uso nobre pode secar a alta temperatura

apesar da madeira apresentar manchas e rachaduras, o que reduz o seu valor

comercial.

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8 CONDUÇÃO E AVALIAÇÃO DA SECAGEM

8.1 CONTROLE MANUAL

A medida que a madeira vai secando são gerados esforços que seguem um

padrão associado com as mudanças de umidade, como não é possível medir a

umidade de toda madeira durante o processo, é necessário recorrer a amostras

representativas da carga. Estas amostras são colocadas dentro da pilha, de tal forma

que se pode determinar seu conteúdo de umidade periodicamente.

Contudo é necessário estragar algumas peças de madeira para obter as

amostras e se requer tempo e trabalho para determinar o controle. Estes

inconvenientes são recompensados pelas vantagens que oferece de poder controlar a

umidade durante o processo, sendo importante mencionar:

! Indicam a velocidade de secagem

! Permitem detectar falhas que afetam a eficiência das câmaras;

! Servem para ajustar o programa de secagem e mudanças climáticas;

! Indicam a necessidade de tratamentos de recuperação ou

acondicionamento e a duração deles;

! Ajudam a reduzir o tempo de secagem e a melhorar a qualidade;

! Permitem controlar o conteúdo de umidade final;

! Ajudam a determinar os horários de secagem.

Estas vantagens se resumem em economia, madeira livre de esforços e

umidade final mais uniforme.

8.2 SELEÇÃO DAS AMOSTRAS

Na realidade a madeira de uma carga de secagem é mais variável do que

aparenta. Portanto, o operador encarregado de selecionar a amostras deve ter em

mente aquelas variáveis que podem afetar a secagem.

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Quando termina-se de gradear a madeira, o operador deve selecionar as

amostras ou tábuas representativas do lote quanto a espécie, espessura, umidade

inicial, proporção de alburno e cerne, direção de corte, grã, umidade final desejada.

Normalmente se obtém-se uma só amostra por peça selecionada. Somente quando

se deseja conhecer o funcionamento da câmara, se usam duas ou mais amostras de

uma mesma tábua de madeira.

8.3 QUANTIDADE DE AMOSTRAS

A quantidade de amostras por lote de secagem depende das condições e

características da madeira, do comprimento da câmara e do uso final da madeira.

O número de amostras depende do volume das câmaras de secagem. Para

uma câmara de 30m3m deve-se empregar ao menos quatro (4) amostras. Quanto

maior a capacidade da câmara maior é o número de amostras utilizadas.

Deve-se aumentar a quantidade de amostras nos seguintes casos:

! Quando se trata de madeiras valiosas destinadas a usos exigentes em

estabilidade dimensional;

! Quando se seca uma madeira desconhecida;

! Quando se deseja obter informações para elaborar novos programas

de secagem ou melhorar o existente.

8.4 PREPARAÇÃO DAS AMOSTRAS

Pode-se observar a forma habitual de obter as amostras de secagem, que

devem ter um comprimento mínimo de 75cm. As amostras para determinar a

umidade devem ter uma largura de 25mm, igual a espessura e a largura da tábua

selecionada. O corte das amostras deve ser a 50cm dos topos das tábuas apresentado

na Figura 11.

Toda amostra para conteúdo de umidade e controle da secagem deve ser

cortada e pesada imediatamente e manipulada com cuidado para não alterar sua

integridade, deve-se eliminar amostras com nós, retirar a casca quando presente e

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atacada por fungos. Os componentes de laboratório como balança, estufa devem ser

mantidos em condições ideais de uso e próximo da área de secagem.

A determinação da umidade das amostras será realizada pelo método em

estufa descrito anteriormente.

Imediatamente depois de cortada, as amostras de secagem se limpa, se

codifica e se sela os topos com produto impermeabilizante e que resista a altas

temperaturas e se pesa. O peso determinado será o peso inicial ou verde desta

amostra. Após peso constante pesa-se a amostra obtendo-se o peso final (peso seco)

e calcula-se o teor de umidade inicial. Todos os dados serão armazenados em ficha

apropriada, obtendo-se o teor de umidade de todas as amostras, tira-se a média

aritmética das amostras mais úmidas por exemplo. Para o calculado a partir da

determinação da umidade média pela fórmula abaixo:

Determinação umidade inicial:

100)
PSA

PSAPUA(TUA ×−=

Onde:

TUA = Teor de Umidade da Amostra (%);

PUA = Peso Úmido da Amostra (g);

PSA = Peso Seco da Amostra (g).

Determinação do peso seco da amostra:

100)
TUA100

PIA(PSA ×
+

=

Onde:

PSA = Peso Seco da Amostra (g);

PIA = Peso Inicial da Amostra (g);

TUA = Teor de Umidade Atual da amostra (%).

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8.5 COLOCAÇÃO DAS AMOSTRAS NA CÂMARA

A colocação das amostras é de forma que sejam representativas das

condições do interior da câmara. No entanto as amostras devem permitir sua fácil

retirada para acompanhamento do processo de secagem. As condições climáticas da

câmara mudam cada vez que a madeira chega a conteúdos de umidade

preestabelecidos. A freqüência na obtenção do peso das amostras depende da

velocidade de secagem. As amostras também são utilizadas para fazer amostras

intermediárias de umidade e controle das tensões mediante amostras para o “teste de

garfo”. Na Figura 18, observa-se a forma correta de colocação das amostra de

controle.

FIGURA 16 – COLOCAÇÃO DE AMOSTRAS DE CONTROLE DA

 UMIDADE

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Para determinar o teor de umidade da amostra no momento desejado se

utiliza a

seguinte fórmula:

Determinação do teor de umidade atual da amostra

100)
PSC

PSCPA(TUATUAL ×
−

=

Onde:

TUATUAL = Teor de Umidade Atual (%);

PA = Peso atual da amostra (g);

PSC = Peso seco calculado (g).

Quando o teor de umidade atual é utilizado para controlar um programa de

secagem, cada mudança da etapa se faz quando o conteúdo de umidade médio das

amostras é igual ao conteúdo fixado pelo programa.

Para madeiras propensas ao colapso
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