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ou ao endurecimento é conveniente

fazer um teste de tensão quando seu teor de umidade atingir o PSF. Neste caso, se

retira a uns 15cm do topo amostras para determinar o teor de umidade e um outra

para verificar as tensões internas.

8.6 ANÁLISES FINAIS

Quando se atingiu o teor de umidade final, faz-se o acondicionamento para

alívio das tensões internas e retirou-se a carga de madeira da câmara pega-se as

amostras de controle da umidade para as verificações finais. Nas verificações finais

são determinados o teor de umidade final e a eficiência do acondicionamento. Para

isto retira-se três amostras de 25 a 30mm para determinação da umidade do

gradiente de umidade e das tensões internas (A). Pode-se observar na Figura 19 a

retira das amostras acima descritas.

As amostras que servem para detectar as tensões internas de secagem realiza-

se como indicado anteriormente. Se a espessura é menor que 4cm se faz dois cortes

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paralelos na superfície correspondente a largura da peça para obter desta forma três

dentes e deixar dois depois de eliminar o dente central. Se a madeira em secagem

for maior que 4cm de espessura faz-se cinco cortes, para obter seis dentes e deixar

quatro depois de eliminar o segundo e o quinto (B).

FIGURA 19 – RETIRADA DAS AMOSTRAS PARA CONTROLE DA

 UMIDADE INTERNA E DAS TENSÕES INTERNAS

A B

Pode-se observar na Figura 20, sistemas de restrição que podem ser

colocados no carro com ou na pilha de madeira tendo como função minimizar o

empenamento das peças da parte superior da pilha. Normalmente em secagem a alta

temperatura utiliza-se blocos de concreto colocados sobre os carros com a madeira

gradeada, na ordem de 350 a 500kg/m2.

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FIGURA 20 – RESTRIÇÃO NA PILHA DE MADEIRA

Blocos de concreto sobre a pilha de madeira

8.7 CONTROLE SEMI-AUTOMÁTICO DA SECAGEM

Mediante dispositivos elétricos se pode determinar o conteúdo de umidade

das amostras de acompanhamento. Com este sistema se elimina a complicada e

grande operação de controle manual, pois não é necessário cortar a madeira nem

retirar periodicamente as amostras para pesagem. A leitura do teor de umidade se

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faz diretamente em um equipamento de controle instalado no exterior da câmara ou

em um quarto de controle, ao qual se conecta por cabos e eletrodos.

As operações correspondentes a medição do conteúdo de umidade inicial da

pilha e seleção e colocação das amostras de controle na pilha, são as mesmas que

aquelas descritas no controle manual.

Antes de colocar a pilha ou a carga de madeira dentro da câmara de secagem,

se crava um para de eletrodos em cada amostra de controle. Estes devem ser bem

colocados, quer dizer, perpendicular as fibras de madeira, com uma profundidade de

penetração entre um terço e a metade da espessura da tábua e com uma separação

entre os eletrodos de 25 a 30mm. A outra extremidade do eletrodo se conecta a um

equipamento de controle. Se o equipamento de controle pode medir vários pontos

de umidade (até 10 pontos) os eletrodos são divididos forma representativa na carga

de madeira à secar.

Os valores do conteúdo de umidade das amostras são lidas diretamente no

equipamento de controle, sendo recomendado fazer duas leituras por dia ao menos.

Quando o teor de umidade médio das amostras alcançar o valor

correspondente a uma nova fase de secagem, deve-se modificar as variáveis de

controle do processo (temperatura e umidade relativa).

8.7.1 PREPARAÇÃO DAS CÂMARAS

Da mesma forma como se empilha a madeira para secagem, a câmara

também deve ser preparada antes de cada carga. Desta maneira pode-se assegurar

uma secagem livre de defeitos, uniforme e muito mais rápido. A verificação do bom

funcionamento da câmara compreende a revisão do sistema de aquecimento,

sistema de ventilação, sistema de umidificação, sistema de controle e registro, e

finalmente uma inspeção geral.

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8.7.2 SISTEMA DE AQUECIMENTO

Este sistema começa na fonte geradora de energia calórica, que pode ser uma

caldeira para produzir vapor, um queimador, etc. deve-se seguir as instruções do

fabricante respeitando a manutenção e operação do equipamento. Deve-se fazer

uma revisão dos dutos, registros manuais, controles automáticos, purgadores e os

demais elementos de condução da energia desde a fonte até as câmaras e desde da

câmara até a fonte calórica quando se tem retorno do condensado. Todos os danos

devem ser reparados o mais rápido possível, para evitar interrupção durante o

processo de secagem.

Como os radiadores apresentam danos causados pela oxidação, vibração

sobreaquecimento e acumulo de condensado na linha, se recomenda fazer um teste

de funcionamento antes da secagem efetiva, na Figura 21, pode-se observar a forma

dos radiadores.

FIGURA 21 – TROCADORES DE CALOR PARA SECAGEM DA

MADEIRA

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8.7.3 SISTEMA DE VENTILAÇÃO

Este sistema funciona a base de motores colocados dentro ou fora da câmara.

Estes motores necessitam manutenção própria, segundo a recomendação do

fabricante. Não se deve esquecer da lubrificação dos rolamentos e da revisão destes

e dos eixos, para evitar vibrações e danos que causem interrupções durante o

processo. A mudança e o ajuste das pás dos ventiladores se realizam entre uma

carga e outra. Também não pode-se esquecer a colocação de deflectores (bafles)

para a orientação do fluxo de ar para cobrir espaços vazios entre as pilhas.

8.7.4 SISTEMA DE UMIDIFICAÇÃO

Este sistema esta composto por dispositivos de injeção de vapor ou água, de

controle manual ou automático, e dos elementos aspersão. A revisão e sua a

manutenção se faz entre uma carga e outra durante o processo de secagem

Durante o processo de secagem convém verificar o funcionamento e a

exatidão das leituras dos termômetros, mediante aferição com termômetro

calibrador.

Antes de iniciar um novo processo de secagem, os termômetros do

psicrômetro deverão dar a mesma leitura, quando o bulbo úmido estiver desprovido

da tela de algodão. O bulbo úmido deve ser limpo e a tela de algodão deverá ser

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lavada ou trocada e o reservatório de água ser limpo para evitar sedimentação e

acumulo de poeira de serragem.

O bulbo úmido e seco e os termômetros correspondentes são elementos

fundamentais no controle da secagem a base de um psicrômetro. Seu funcionamento

não deve ser duvidoso.

Existem sistemas automatizados que controlam e otimizam o processo de

secagem mediante equipamentos eletro-eletrônicos computadorizados. Estes

sistemas controlam o processo de secagem através da medição automática da

umidade de equilíbrio dentro da câmara ou mediante a determinação contínua da

variação da umidade com um número definido de amostras dentro da carga de

secagem por meio de cabos elétricos cravados na madeira.

8.8 INSPEÇÃO GERAL DA CÂMARA

Os pisos, paredes falso teto, equipamentos e demais instalações devem ser

mantidos limpos. Os drenos merecem espacial tratamento de limpeza. Também

devem ser inspecionadas as portas, as entradas e saídas de ar e as estruturas

metálicas, especialmente o falso teto por estar exposto a deterioração por oxidação,

vibração e a ação de altas temperaturas.

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9 PROGRAMAÇÃO DE SECAGEM

Obtém-se uma secagem artificial quando se faz circular ar quente e seco

uniformemente através da pilha de madeira. No entanto,
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