secagemmadeira
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Umidade (%)

TBS
OC

TBU
OC

TBS - TBU UR
(%)

UE
(%)

AQC. 6 - 70 68 2 91 17

1 10 > 60 70 65 5 80 12.0

2 8 60 – 40 72 66 6 74 11.0

3 8 40 – 30 72 61 11 59 8.0

4 8 30 – 25 74 60 14 50 6.5

5 6 25 – 20 74 56 18 43 5.5

6 6 20 – 15 76 55 21 34 4.5

7 6 15 – 10 76 47 29 25 3.2

ACON. 6 - 76 69 7 72 10

GRÁFICO 01 – PROGRAMA TEMPO X TEMPERATURA

0
10
20
30
40
50
60
70
80
90

100

AQC AQC -
6hrs

F1 -
10hrs

F2 -
8hrs

F3 -
8hrs

F4 -
8hrs

F5 -
6hrs

F6 -
6hrs

F7 -
6hrs

ACD -
6hrs

TBS TBU UR UEQ

Prof. Dr. Ricardo Jorge Klitzke

88

CURVA 02 – PROGRAMA UMIDADE X TEMPERATURA

FASE Teor de
Umidade (%)

TBS
OC

TBU
OC

TBS - TBU UR
(%)

UE
(%)

AQC. 4 horas 70 68 2 91 17

1 > 60 70 65 5 80 12.0

2 60 – 40 72 66 6 74 11.0

3 40 – 30 72 61 11 59 8.0

4 30 – 25 74 60 14 50 6.5

5 25 – 20 74 56 18 43 5.5

6 20 – 15 76 55 21 34 4.5

7 15 – 10 76 47 29 25 3.2

ACON. 6 horas 76 69 7 72 10

GRÁFICO 02 – PROGRAMA UMIDADE X TEMPERATURA

0

10
20

30
40

50

60
70

80
90

100

AQC AQC -
6hrs

F1 -
60%

F2 -
40%

F3 -
30%

F4 -
25%

F5 -
20%

F6 -
15%

F7 -
10%

ACD -
6hrs

TBS TBU UR UEQ

Prof. Dr. Ricardo Jorge Klitzke

89

CURVA 03 – PROGRAMA POTENCIAL X TEMPERATURA

FASE Teor de
Umidade (%)

TBS
OC

TBU
OC

TBS - TBU UR
(%)

UE
(%)

PS

AQC. 4 horas 70 68 2 91 17 -

1 > 60 70 65 5 80 12.0 4.80

2 60 – 40 72 66 6 74 11.0 4.55

3 40 – 30 72 61 11 59 8.0 4.38

4 30 – 25 74 60 14 50 6.5 4.23

5 25 – 20 74 56 18 43 5.5 4.10

6 20 – 15 76 55 21 34 4.5 3.90

7 15 – 10 76 47 29 25 3.2 4.0

ACON. 6 horas 76 69 7 72 10 1

GRÁFICO 03 – PROGRAMA POTENCIAL X TEMPERATURA

0

10
20

30
40

50

60
70

80
90

100

AQC AQC -
6hrs

F1 -
4,80

F2 -
4,55

F3 -
4,38

F4 -
4,23

F5 -
4,10

F6 -
3,90

F7 -
4,00

ACD -
6hrs

TBU UR UEQ TBS PS

Prof. Dr. Ricardo Jorge Klitzke

90

Curso de Secagem da Madeira

MÓDULO – 04

10 DEFEITOS NATURAIS DA MADEIRA

A madeira apresenta uma série de fatores que podem causar defeitos nas peças a

serem secas, tais defeitos devem ser esclarecidos buscando o conhecimento técnico

necessário para poder discernir após a secagem se o defeito causado foi pelo processo

empregado ou se é intrínseco à própria madeira.

Dentre os defeitos naturais pode-se destacar os diferentes tipos de nós, a inclinação

da grã (veio), a diferença entre o lenho juvenil e adulto contido em madeiras de rápido

crescimento (pinus e eucalipto), madeira de reação (tração e compressão) e tensões de

crescimento.

10.1 NÓS

O nó é a porção basal de um ramo que se encontra colocado no tronco ou peça de

madeira, provocando nas suas vizinhanças desvios ou descontinuidade dos tecidos

lenhosos gerando inclinação da grã (veio).

A presença de nós prejudica a trabalhabilidade da madeira, podendo provocar

empenamentos, penetração de fungos manchadores e influindo diretamente no valor

comercial da madeira. Isto ocorre normalmente na madeira de pinos, muito utilizada na

região sul. Os nós causam inclinação na grã causando uma contração dos tecidos desigual,

podendo originar defeitos de secagem (rachaduras) que podem ser mal interpretados.

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91

10.2 GRÃ

A grã indica a orientação geral das fibras. Uma madeira onde as fibras são paralelas

ao eixo de orientação ou paralelas ao eixo longitudinal da peça serrada é considerada de

grã reta (coníferas), e seu comportamento durante a secagem auxilia significativamente na

redução de defeitos como empenamentos e rachaduras. O desvio da grã (inclinada, revessa,

espiralada, etc.) causa redução das propriedades mecânicas interferindo diretamente na

secagem, como exemplo temos a imbuía e o eucalipto, afeta ainda a usinabilidade. O

desvio da grã ocasiona normalmente um embelezamento muito apreciável na madeira,

aumentando seu valor comercial.

10.3 MADEIRA JUVENIL E ADULTA

A diferença entre o lenho juvenil e adulto está na formação dos tecidos que

compõem a madeira, as células juvenis ainda não atingiram formação plena com relação ao

seu comprimento e espessura de parede, influindo significativamente em suas

propriedades.

O lenho juvenil e adulto presentes em madeiras de rápido crescimento (pinus e

eucaliptos) é formada nos primeiros anos de vida variando entre 8 e 11anos em pinus,

envolvendo a medula. Atualmente as serrarias tem utilizado basicamente este tipo de

madeira a qual irá poderá sofrer uma série de defeitos como empenamentos , rachaduras

por apresentar um comportamento anormal durante a secagem.

Os problemas que ocorrem com a qualidade da madeira são oriundos de poucas

características do lenho juvenil, ou seja, baixa densidade, baixa resistência e a propensão

de uma contração mais acentuada. O maior problema esta na contração, causando

desequilíbrio, ou seja, empenamentos apesar da facilidade da secagem.

Os fatores que afetam as propriedades de madeiras de coníferas são similares aos

que afetam as folhosas. Mas o lenho juvenil em folhosas é usualmente desprezível. A

evidência limitante, é que o grau de lenho juvenil em termos de diferenças anatômicas é

sem dúvida menor em folhosas do que em coníferas. A mudança no comprimento de fibras

em folhosas ocorre aproximadamente cerca de 2 vezes, enquanto que em coníferas 3 a 4

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vezes, e também o ângulo fibrilar altera de 28 para 10O em folhosas, enquanto que em

coníferas muda de 55 para 20º

10.4 MADEIRA DE REAÇÃO

O lenho de ração nas folhosas e de compressão nas coníferas, são observados em

madeiras com quantidades excessivas em lenho juvenil devido o rápido crescimento. A

característica anatômica que identifica geralmente o lenho de tração nas folhosas é a fibras

gelatinosa. Na maioria dos casos a ocorrência de um grande número de fibras gelatinosas

concentradas em uma área constitui uma evidência clara da presença do lenho de tração.

O lenho de tração também é identificado anatomicamente pela falta de lignificação

da parede celular e pela presença de uma camada gelatinosa no interior das fibras. Como

consequência destaca-se a elevada instabilidade dimensional, podendo causar sérios

empenamentos reduzindo a trabalhabilidade e a sua resistência mecânica. A tensão de

crescimento está presente em muitas espécies sendo bem maior seu impacto sobre as

folhosas em geral.

10.5 TENSÕES DE CRESCIMENTO

Temos tensões no interior da madeira de diferentes naturezas (acima do PSF e

abaixo). Acima do PSF as tensões capilares são responsáveis quando em condições

extremas podem causar o colapso. Abaixo do PSF as tensões de secagem são responsáveis

pela contração da madeira, se desenvolvem na parede celular em conseqüência do GU em

condições extremas causam defeitos como endurecimento superficial, rachaduras

superficiais e internas e empenamentos diversos.

A tensão pode ser definida como uma força interna resultante de uma aplicação de

carga em um material. Quando as tensões são decorrentes de um processo de secagem da

madeira, estas ocorrem devido a diferenças na magnitude de contrações entre zonas ou

partes adjacentes de uma peça lenhosa.

Na secagem da madeira, se for considerado uma peça extremamente delgada, esta

irá se contrair sem que seja percebido qualquer distúrbio. Entretanto se for uma peça de

maior espessura, provavelmente ocorrerá dificuldades entre a parte interna e externa da

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