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e as vezes

Prof. Dr. Ricardo Jorge Klitzke

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em forma de bisel. Nas folhosas chegam a 1,5mm, já nas coníferas podem ter vários

milímetros.

Os traqueóides das madeiras de primavera são de parede fina, sendo mais

fácil a comunicação célula/célula no intercâmbio de líquidos. Podem possuir em

suas paredes até 300 grandes pontoações areoladas. Os traqueóides de outono, cuja

função principal é dar solidez à árvore, são de parede grossa apresentando poucas

pontoações (10-50) em posição oblíqua e em forma de pequenas fissuras.

Observando os traqueóides, se destacam em suas paredes umas zonas circulares ou

elípticas de paredes delgadas, que são as pontoações, geralmente estas são

areoladas, formando uma fina membrana, com uma bóveda perfurada no centro. O

engrossamento da membrana no centro forma o torus, este ao aplicar-se sobre a

abertura da pontoação se fecha hermeticamente como se fosse uma válvula.

Se os traqueóides estão situados ao lado dos raios ou das células

parenquimáticas lenhosas, o intercâmbio de substâncias entre estes elementos se

facilita por meios de grandes pontoações simples ou por semi-aureoladas, que

facilitam o intercâmbio entre os elementos. As diferenças entre os tipos de

pontoações que se formam no desenvolvimento das células são características

anatômicas que tem grande importância na identificação das madeiras.

Em folhosas as células lelhosas primárias, parecidas aos traqueóides, se

transformam em diferentes tipos de células com formas intermediárias, adaptadas a

diversas funções (condução, sustentação e armazenamento).

Os vasos são elementos em forma de tubos com paredes relativamente

grossas ou bem finas, o comprimento dos vasos podem ser de vários centímetros até

alguns metros (3 - 5) e em alguns casos podem atingir a altura do tronco.

Dependendo somente do número de elementos que formam o vaso. São observados

nas partes terminais de cada elemento as placas de perfuração que podem ser

simples (abertas), e escalariformes ou reticuladas. Com a justa posição destes

elementos formam-se os tubos condutores, aos quais se pode aplicar as leis de

capilaridade, quando não apresentam filas no seu interior.

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3.1.1.2 Células Parenquimaticas

Característica principal: serve para a acumulação de reserva, com grande

abundância de pontoações simples. São geralmente alongadas de paredes finas, se

formam por divisões sucessivas do câmbio. Nas coníferas só tem lugar geralmente

no final do período vegetativo. As células parenquimaticas em folhosas estão

distribuídas por todo o anel anual e em sua periferia.

São agrupados para formar os tecidos podendo variar entre a estratificação

em bandas tangenciais (parênquima reto traqueal) e sua reunião ao redor dos vasos

(parênquima paratraqueal), existindo entre ambos modificações numerosas formas

intermediárias assim como, também grandes diferenças na forma de cada célula.

Suas substâncias de reserva são: amido, graxa, resina, polissacarídeos, ácidos

tânicos, etc.

3.1.1.3 Células Prosenquimaticas

Em todas as espécies lenhosas aparecem conjuntamente as células traqueais e

as de parênquima. Existe um terceiro grupo de células, as que formam os tecidos de

esclerênquima, que é exclusivo nas folhosas. As fibras de esclerênquima ou de

Liber (fibras duras, células de sustentação) que formam a parte principal do corpo

lenhoso da árvore. Tem forma alongada e são delgadas, pontiagudas, tabicadas e

dentadas nas extremidades. Sua proporção no volume total influi diretamente nas

características de resistência e inchamento. As paredes interiores das fibras do líber,

de espessura grossa são providas de escassas e diminutas pontoações que em geral

tem uma forma fusiformes alongada. Como há de se admitir que as fibras do líber se

desenvolveram a partir dos traqueóides e possuem um evidente parentesco com os

traqueóides fibrosos tendo sido diferenciado somente dois grupos de células: as

células parenquimáticas e as prosenquimáticas. Que se compreende melhor

fisiológica e terminologicamente, em especial ao observar seções microscópicas

maiores que permitam observar a disposição e a ligação das distintas classes de

células que formam a madeira.

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3.1.2 ESTRUTURA DAS CONÍFERAS

As coníferas tem as vezes a estrutura mais regular e mais simples. Na seção

transversal seus traqueóides, tetra, penta ou hexagonais apresentam-se em filas

radiais desde o câmbio até a medula. Entre eles estão situadas as bandas dos raios

lenhosos compostos principalmente por células parênquimáticas que, vistas em

seção longitudinal parecem como retângulos largos e estreitos.

Os raios tem também traqueóides, e alguns em seu interior, espaços ocos ou

canais intercelulares que em coníferas contém resina.

Em seção transversal se distinguem bem os limites de crescimento dos anéis

anuais como lenhos, bem marcados, de separação entre os últimos traqueóides da

madeira de outono de um ano e as primeiras células da madeira de primavera do

seguinte. Os traqueóides de outono tem paredes grossas, enquanto que os

traqueóides de primavera são de paredes finas e estão dispostos mais de forma

simétrica. A transição de um para outro tipo de célula é bastante brusca, as

pontoações são também diferentes nestas duas classes de madeira. Na de primavera

as pontoações se observam somente nas paredes radiais dos traqueóides, as de

outono em todas as paredes. Esta disposição pode comprovar-se muito bem na

seção radial, na qual os traqueóides aparecem com tubos cortados longitudinalmente

e sobre suas vêem as pontoações em projeção. Os raios, como bandas

parenquimatosas cuja forma e altura se observa na seção radial. correndo no sentido

transversal aos traqueóides, mas não apresentam seus extremos afilados. Na seção

tangencial o aspecto é muito diferente, pois os traqueóides tem seus extremos

afilados, mostra que as pontoações são cortadas longitudinalmente e aparecem

exatamente igual que na seção transversal. Os raios lenhosos mostram sua seção

transversal fusiforme (com canais resiníferos) com células terminais

extraordinariamente afilados e frequentes canais resiníferos que ocorrem

radialmente na parte central do raio. Na Figura 02 pode-se observar a formação

celular de uma conífera (pinos, araucária, etc.).

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FIGURA 02 - ESTRUTURA ANATÔMICA DE UMA CONÍFERA

3.1.3 ESTRUTURA DAS FOLHOSAS

A estrutura é muito mais complexa, por isso seu aspecto microscópico é

complicado e irregular. Os vasos, que a simples vista parecem poros, dão um

aspecto característico na seção transversal e sua distribuição se ajusta as leis

determinadas.

Nas madeiras tropicais a disposição dos vasos é bastante uniforme, mas nas

madeiras com anéis de crescimento anuais os vasos mais largos se encontram em

madeira de primavera e mais estreitos nas de outono. A tendência dos vasos

pequenos é outra característica utilizada na identificação de espécies.

A proporção de vaso pode variar de 2 a 65% na madeira, assim como sua

distribuição influem em suas propriedades de resistência. Madeiras de poros

agrupados em anéis existem zonas regulares de mínima resistência, isso se explica

porque madeiras com mesma massa específica e mesma umidade., mas com

disposição dos poros em anéis apresentam resistência pouco inferior com disposição

difusa dos poros. Os vasos, quando grandes, pressionam e oprimem de tal modo os

tecidos adjacentes, que só em extensões muito pequenas é possível uma sucessão

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radial perfeita de células. As fibras
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