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3,5

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Facilidade de secagem

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Facilidade de secagem

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rm

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e

! A espessura da madeira à secar

Quanto maior a espessura maior será o tempo necessário para secagem da madeira,

desde que a madeira não tenha grande propensão de desenvolver defeitos na secagem

pode-se adotar por exemplo uma secagem a alta temperatura para madeiras de pouca

espessura, sem qualquer prejuízo.

! Anatomia da madeira

Alguns elementos da estrutura anatômica da madeira podem afetar

significativamente a secagem podendo causar grandes defeitos como também facilitar a

secagem, por exemplo:

A grã se for reta normalmente irá facilitar a secagem, mas se for cruzada, revessa, a

secagem ficará muito complicada.

A presença de tiloses irá dificultar a secagem da madeira por obstruir o caminho

natural da água (pelos lúmens).

O tecido radial quando for grande irá favorecer o desenvolvimento de rachaduras na

superfície e no interior da madeira.

Parênquima em faixas é uma estrutura fraca propiciando o aparecimento de

rachaduras por apresentar uma secagem diferente entre as faixas geradas pelo tecido

parenquimatico.

! Propensão a defeitos

Espécies chamadas refratárias (eucaliptos, imbuía, etc.) são madeiras muito difíceis

de serem secas por serem altamente susceptíveis ao desenvolvimento de defeitos, devido as

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tensões internas de crescimento, causando o colapso que é um defeito extremamente

severo, além de empenamentos, etc.

A mancha química pode ser causada por fungos manchadores ou pela oxidação dos

extrativos causada pela alta temperatura de secagem. A seiva contendo sais minerais,

amido e extrativos é migrada para a superfície ficando os extrativos por apresentar um

ponto de ebulição alto, na superfície ficando retido abaixo da camada externa a 2 ou 3

milímetros de profundidade, portanto não aparecendo imediatamente, mas somente após o

seu beneficiamento.

12.2 USO FINAL

Quais os requerimentos de qualidade que desejamos ao nosso produto em termos de

empenamentos, rachaduras, etc. Na secagem de pinus de uma polegada pode-se obter

vários tipos de produtos dependendo da qualidade desejada. Na Tabela 05, pode-se

observar as várias maneiras de se obter diferentes produtos a partir de uma mesma matéria-

prima (pinus de uma polegada, verde).

TABELA – 05 QUALIDADE DA MADEIRA EM RELAÇÃO AO MÉTODO DE

 SECAGEM

Tempo de
Secagem (hs)

Método de
Secagem

Qualidade
Alcançada

Uso final
Indicado

24 Alta temperatura
Baixa qualidade com presença
de manchas químicas,
rachaduras, etc.

miolo de sarrafeado,
embalagens, paletes
construção civil, etc.

70 Convencional

Boa Qualidade com poucos
defeitos; empenamentos,
pequenas rachaduras, sem
manchas, etc.

Utilizado para móveis em
geral, forros, assoalhos,
etc.

120 Baixa temperatura

Excelente qualidade livre de
praticamente todos os defeitos
como micro rachaduras

Móveis finos onde o
verniz ou a laca podem
evidenciar micro
rachaduras

Infra-estrutura

Deve-se levar em consideração a energia necessária, com relação ao tipo (elétrica

térmica, et.) e quanto será necessário, normalmente a energia é o insumo que mais tem

peso na planilha de custos de secagem. Antes de investir em um projeto é necessário fazer

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um estudo de viabilidade com relação a que tipo de energia é mais viável se vai consumir

lenha ou não, ou combustível, ou energia elétrica. A central de secagem gera problemas

devido a energia necessária. Deve-se verificar as condições de manutenção dos

equipamentos e da estrutura geral da empresa.

Deve-se observar as condições locais com relação ao clima (temperatura, umidade

relativa, velocidade do ar), área disponível, cuidados com relação as leis ambientais

(emissões de gases, ruído, partículas) e a disponibilidade de água, energia, matéria-prima,

vias de acesso, etc.

13 CUSTOS DE SECAGEM

A seleção do sistema e do método de secagem mais apropriado para a aplicação em

escala industrial exige uma análise profunda das implicações de ordem econômica que

podem afetar a rentabilidade da empresa madeireira interessada.

! Do ponto de vista econômico, uma definição sobre o sistema mais apropriado exige

o conhecimento prévio de todos aqueles elementos que determinam os custos,

sendo os mais importantes os seguintes:

! Consumo anual de madeira;

! Tipos de produtos que se elaboram;

! Fontes de energia e calor disponíveis;

! Madeiras utilizadas: espécie, espessura e preço;

! Tempo de secagem;

! Giro do capital;

! Perda de madeira na secagem;

! Mão de obra requerida;

! Investimento em equipamento e materiais.

Uma análise conjunta desses fatores fornecerá os subsídios necessários para a

tomada de decisão sobre o método mais conveniente.

Os fatores que devem ser levados em consideração para a análise dos custos de

secagem são:

! Investimento inicial (R$);

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! Depreciação (R$/m3 );

! Remuneração do capital (R$/m3 );

! Remuneração do material em secagem (R$/m3 );

! Manutenção (R$/m3 );

! Mão de Obras (R$/m3 );

! Energia (elétrica e térmica) (R$/m3 );

! Perdas (R$/m3 );

! Administração, seguros, impostos, taxas, etc (R$/m3 ).

A seguir será demonstrado um exemplo de cálculo de custo de secagem:

Depreciação

)m/$R(
Anual.odPrVidaÚtil

IiD 3
×

=

Onde:

Ii = Investimento inicial (R$)

VidaÚtil = Vida útil dos equipamentos, construções, etc.

Prod.Anual = Produção anual em m3.

Remuneração do Capital

Remuneração do investimento (Ri)

)m/$R(
Pa

iIiRi 3×=

Onde:

Ri = Remuneração do investimento (R$/m3);

Ii = Investimento inicial (R$);

i = taxa anual de juros (%/100);

Pa = produção anual (m3).

Remuneração do material em secagem (Rm)

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)m/$R(
Pa

ivVmRm 3××=

Onde:

Rm = Remuneração do material em secagem (R$/m3);

Vm = volume de madeira permanentemente em secagem (m3);

v = valor da madeira (R$/m3);

Pa = produção anual (m3).

Manutenção

)m/$R(
Pa

iIeM 3×=

Onde:

M = Custos de manutenção (R$/m3);

Ie = Investimento dos equipamentos considerados (R$);

i = taxa anual de juros (%/100);

Pa = produção anual (m3).

Mão de Obra

)m/$R(
Pa

ESMO 3+=

Onde:

MO = Custo de Mão de Obras (R$/m3);

S = Salário dos operários envolvidos na secagem (R$);

E = Encargos sociais envolvidos (R$);

Pa = produção anual (m3).

Energia

Elétrica

)m/$R(
Pa

VkwhkwhEe 3×=

Onde:

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Ee = Custo de energia elétrica (R$/m3);

kwh = quantidade de kwh consumida anualmente (kw/ano);

Vkwh = Valor do kwh (R$/kwh);

Pa = produção anual (m3).

Térmica

)m/$R(
Pa

VmVmatEt 3×=

Onde:

Et = Energia térmica (R$/m3);

Vmat = Volume o material combustível (m3);

Vm = Valor do material estimado (R$/m3);

Pa = produção anual (m3).

Perdas

)m/$R(
Pa

v02,0P 3×=

Onde:

P = Perdas na secagem (R$/m3);

i = taxa de 2% sobre o valor do material;

v = valor da madeira (R$/m3);

Pa = produção anual (m3).

Administração, taxas, impostos, seguros, etc.

)m/$R)(DRmRcMMOEeEtP(05Atis 3+++++++×=

Onde:

Atis = Custos administrativos, taxas, impostos, seguros (R$/m3);

i = taxa de 0,05% sobre os outro custos; MO = Mão de obra (R$/m3).
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