Boletim informativo - I Congresso Brasileiro sobre a Qualidade da Madeira
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Boletim informativo - I Congresso Brasileiro sobre a Qualidade da Madeira

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densidade básica da madeira (g/cm3)...............................................................
- densidade básica da casca (g/cm3)...................................................................
- densidade básica ponderada da madeira não-descascada (g/cm3)...................
- teor de casca em peso na madeira não-descascada (%)...................................
- rendimento depurado cozimento de madeira não-descascada (%)..................
- rendimento depurado cozimento de madeira descascada (%).........................
- fator de empilhamento.....................................................................................
- custo da madeira descascada em pé (Cr$/m3)*................................................
- custo da madeira descascada posto carreador (Cr$/m3)*.................................
- custo do recebimento da madeira descascada (Cr$/m3)*................................
- custo do recebimento da madeira (Cr$/m3).....................................................
- custo do carregamento de madeira descascada (Cr$/m3)*...............................
- custo de transporte da madeira descascada (raio de 25 km) (Cr$/m3)*...........
- custo de NaOH (Cr$/kg)*................................................................................
- custo de Na2S (Cr$/kg)*..................................................................................

0,418
0,508
0,436
20,9
42,1
45,9

1,6
64,00
48,90
0,70

25,00
5,30

17,10
7,00
5,20

* valores méidos para o Estado de São Paulo no 3º trimestre de 1978.

 4.1.2. Quantidade de madeira para produção de 1 tonelada de celulose seca não-
branqueada.

 Com base nos rendimentos dos cozimentos aqui obtidos para a obtenção de 1
tonelada de celulose seca não-branqueada seriam necessários:

 - madeira não-descascada (R = 42,1% e D.b. = 0,436 g/cm3) →

 2,375,3 kg secos ou
 5,45 m3 recém - cortados

 - madeira descascada (R = 45,9% e D.b. = 0,418 g/cm3) →

 2.178,6 kg secos ou
 5,21 m3 recém - cortados

 4.1.3. Participação quantitativa de madeira e casca para a produção de 1 tonelada de
celulose seca utilizando-se madeira não-descascada.

Boletim Informativo IPEF, Piracicaba, v.6, n.20, p.D.1 – D.51, Nov.1978.

 Quando a madeira não-descascada é utilizada, a casca substitui parte da madeira que
seria necessária para a produção de celulose. Deste modo, sobre a quantidade de madeira
não-descascada, a participação efetiva da madeira seria r3eduzida em 20,9% em peso
correspondente à casca. Teríamos então:

 - participação da casca (20,9% em peso sobre madeira não-descascada) →

 496,9 kg secos ou
 0,98 m3 recém-cortados

 - participação da madeira (79,1% em peso sobre madeira não-descascada)

 1,878,4 kg secos ou
 4,49 m3 recém-cortados

 4.1.4. Redução na quantidade de madeira necessária para a produção de 1 tonelada
de celulose seca não-branqueada ao se utilizar madeira não-descascada.

 Comparando-se as quantidades de madeira efetivamente necessárias para a
produção de 1 tonelada de celulose quais sejam:

 2.178,6 kg secos de madeira (madeira descascada) e,
 1.878,4 kg secos de madeira (madeira não-descascada)

 observa-se uma diferença equivalente de →

 300,2 kg secos ou,
 0,72 m3 recém-cortados

 A diferença acima corresponde à redução efetiva de madeira, quando se utiliza
madeira não-descascada comparativamente à madeira descascada para a produção de 1
tonelada de celulose seca não-branqueada.

 4.1.5. Principais custos diretos envolvidos para a produção de 1 tonelada de celulose
seca não-branqueada.

 Computando-se os custos operacionais e as quantidades de madeira envolvidas,
tem-se os seguintes custos diretos envolvidos na obtenção de matéria-prima para produção
de 1 tonelada de celulose seca:

 - madeira descascada (5,21 m3 madeira/tonelada celulose): -
 : madeira em pé (Cr$ 64,00/m3) → Cr$ 333,44
 : madeira posto carreador (Cr$ 48,90/m3) → Cr$ 254,77
 : recebto. da madeira (Cr$ 0,70/m3) → Cr$ 3,65
 : descascamento (Cr$ 25,00/m3) → Cr$ 130,25
 : carregamento (Cr$ 5,30/m3) → Cr$ 27,61

Boletim Informativo IPEF, Piracicaba, v.6, n.20, p.D.1 – D.51, Nov.1978.

 : transporte (Cr$ 17,10/m3) → Cr$ 89,09

 Custo Total...........................................................................Cr$ 847,91

 - madeira não-descascada (4,49m3 de madeira + 0,98m3 de casca = 5,47m3/tonelada
de celulose): -
 : madeira em pé (Cr$ 64,00/m3)* → Cr$ 287,36
 : madeira posto carreador (Cr$ 48,90/m3)* → Cr$ 219,56
 : recebimento da madeira (Cr$ 0,86/m3)** → Cr$ 4,70
 : descascamento → -
 : carregamento (Cr$ 6,62/m3)** → Cr$ 36,21
 : transporte (Cr$ 21,28/m3)** → Cr$ 116,94

 Custo Total............................................................................Cr$ 628,56

 : recebimento da madeira: -

 1m3 de madeira descascada custa Cr$ 0,70. como em 1m3 de madeira não-
descascada existem apenas 0,8 m3 de madeira tem-se que considerar os 0,2m3 relativos à
casca:

 0,8 m3 → Cr$ 0,70
 1 m3 → y
 y = Cr$ 0,86

 : carregamento: -

 1m3 de madeira descascada tem um custo de carregamento de Cr$ 5,30. Ocorre que
em 1m3 de madeira não-descascada existem somente 0,8 m3 de madeira. Tem-se então que
computar os 0,2 m3 de carregamento de casca: -

 0,8 m3 → Cr$ 5,30
 1 m3 → z
 z = Cr$ 6,62

 : transporte: -

 mesmo raciocínio anterior. Tem-se então: -

 0,8 m3 → Cr$ 17,10
 1 m3 → v
 v = Cr$ 21,38

*
 Para se obter uma tonelada de celulose a partir de madeira não descascada seria necessário produzir o

equivalente de 0,72m3 a menos de madeira descascada (4,49 m3 sem casca).
**

 Custo por m3 de madeira não-descascada, corrigidos mediante a utilização do fator = 0,8 relativo à
conversão do m3 com casca para m3 sem casca, como mostrado a seguir:

Boletim Informativo IPEF, Piracicaba, v.6, n.20, p.D.1 – D.51, Nov.1978.

 4.1.6. Redução no custom final da matéria-prima ao se utilizar madeira não-
descascada.

 Como foi visto no item anterior, os custos diretos envolvidos na obtenção de
matéria-prima para a produção de 1 tonelada de celulose seca foram de: -

 : madeira descascada → Cr$ 847,81
 : Madeira não-descascada → Cr$ 628,56

 Tais valores confrontados mostram uma redução de:

 Cr$ 219,25/tonelada de celulose seca, ao se utilizar madeira não descascada.

 4.1.7. Custo adicional por tonelada de celulose resultante do acréscimo de 1% no
consumo de álcali ativo no cozimento de madeira não-descascada.

 Para a produção de 1 tonelada de celulose segundo os resultados deste trabalho, os
consumos de álcali ativo, sem levar-se em conta sistemas de recuperação são da ordem de: -

 : madeira descascada → 370,36 kg como Na2O
 : madeira não-descascada → 427,55 kg como Na2O

 Portanto, são necessários 57,2 kg adicionais de álcali ativo quando se utiliza
madeira não-descascda, que correspondem a:

 14,3 kg de Na2S (como Na2O) → 17,7 kg de Na2S
 42,9 kg de NaOH (como Na2O) → 54,9 kg de NaOH

 A preços de hoje, os custos destes compostos somam a:

 17,7 kg de Na2S x Cr$ 5,20 = Cr$ 92,04
 42,9 kg de NaOH x Cr$ 7,00 = Cr$ 300,30

 ou seja um total de ...................Cr$ 392,34

 Portanto um acréscimo de 1% no consumo de álcali ativo resulta custo adicional de:

 Cr$ 392,34/Ton celulose

 4.1.8. Economicidade obtida utilizando-se casca como matéria-prima versus custo
adicional de álcali ativo.

 Conforme o item 4.1.6., há uma economia de cerca de Cr$ 219,25/ton celulose seca
produzida ao se utilizar madeira não-descascada.