Boletim informativo - I Congresso Brasileiro sobre a Qualidade da Madeira
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Por outro lado, como mostrado no item
4.1.7., o uso dessa madeira não-descascada resulta num custo adicional de álcali ativo da

Boletim Informativo IPEF, Piracicaba, v.6, n.20, p.D.1 – D.51, Nov.1978.

ordem de Cr$ 392,34 por tonelada de celulose seca, na ausência de recuperação de
químicos.
 Confrontados a redução no custo final da matéria-prima e os custos adicionais em
álcali obtem-se:

 Cr$ 219,25 – Cr$ 392,34 = Cr$ 173,09

que correspondem ao valor final acrescido no processo total de utilização da madeira não-
descascada de Pinus caribaea var. hondurensis, para a obtenção de 1 tonelada de celulose
seca não-branqueada.

 4.1.9. Economicidade obtida utilizando-se a madeira não-descascada de P. caribaea
como matéria-prima, com a existência de sistema de recuperação de produtos químicos.

 O custo adicional de álcali corresponde à Cr$ 392,34/ton de celulose se reduzirá
sensivelemente se for suposta a existência de uma recuperação de produtos químicos do
licor negro. Em média considera-se a possibilidade de recuperação de 90% dos produtos
químicos do processo sulfato, sendo portanto necessária a reposição de somente 10%. Em
função disto o custo adicional de álcalis seria de:

 10% de Cr$ 392,34 → Cr$ 39,23/ton

 Confrontando-se este custo adicional com a economicidade em matéria-prima
obten-se uma economia final por tonelada de celulose não-branqueada de:

 Cr$ 219,25 – Cr$ 39,23 = 180,02

 4.2. Eucalyptus granids

 4.2.1. Condições pré-estabelecidas

- densidade básica da madeira (g/cm3)...............................................................
- densidade básica da casca (g/cm3)...................................................................
- densidade básica ponderada da madeira não-descascada (g/cm3)...................
- teor de casca em peso na madeira não-descascada (%)...................................
- rendimento depurado cozimento de madeira não-descascada (%)..................
- rendimento depurado cozimento de madeira descascada (%).........................
- fator de empilhamento.....................................................................................
- custo da madeira descascada em pé (Cr$/m3)*................................................
- custo da madeira descascada posto carreador (Cr$/m3)*.................................
- custo do descascamento da madeira (Cr$/m3)*...............................................
- custo do carregamento de madeira descascada (Cr$/m3)*...............................
- custo de transporte da madeira descascada (raio de 25 km) (Cr$/m3)*...........
- custo de NaOH (Cr$/kg)*................................................................................
- custo de Na2S (Cr$/kg)*..................................................................................

0,494
0,322
0,475
11,0
50,0
51,9

1,4
60,00
30,00
45,00
5,00

20,00
7,00
5,20

* valores médio para o Estado de São Paulo no 3º trimestre de 1978.

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 4.2.2.Quantidade de madeira para a produção de 1 tonelada de celulose seca não-
branqueada.

 Com base nos rendimentos rendimentos dos cozimentos aqui realizados, para a
obtenção de 1 tonelada de celulose seca não-branqueada seriam necessárias:

 - madeira não-descascada (R = 50,0% e D.b. = 0,475 g/cm3) →

 2.000,0 kg secos ou
 4,21 m3

 - madeira descascada (R = 51,9% e D.b. = 0,494 g/cm3) →

 1.926,7 kg secos ou
 3,90 m3

 4.2.3. Participação quantitativa de madeira e casca para a produção de 1 tonelada de
celulose seca utilizando-se madeira não-descascada.

 Quanto a madeira não-descascada é utilizada, a casca substitui parte da madeira que
seria necessária para a produção de celulose. Teríamos então:

 - participação da casca (11,0% em peso sobre madeira não desc.)

 220, kg secos ou
 0,68m3 recém-cortados

 - participação da madeira (89,0% em peso sobre madeira não-descascada)

 1,780,0 kg secos ou
 3,60 m3 recém-cortados

 4.2.4. Redução na quantidade de madeira necessária para a produção de 1 tonelada
de celulose seca não-branqueada ao se utilizar madeira não-descascada.

 Comparando-se as quantidades de madeira efetivamente necessários para a
produção de 1 tonelada de celulose quais sejam:

 1,926,7 kg de madeira (madeira descascada) e,
 1.780,0 kg de madeira (madeira não-descascada).

observa-se uma diferença de

 146,7 kg secos ou
 0,30 m3 recém-cortados

Boletim Informativo IPEF, Piracicaba, v.6, n.20, p.D.1 – D.51, Nov.1978.

 A diferença representa a redução efetiva de madeira quando se utiliza madeira não-
descascada, em comparação com a madeira descascada para a produção de 1 tonelada de
celulose seca.

 4.2.5. Principais custos diretos envolvidos para a produção de 1 tonelada de celulose
seca não-branqueada

 Computando-se os custos de operação e as quantidades de madeira envolvida,
obtem-se os seguintes custos diretos na utilização de matéria-prima para a produção de 1
tonelada de celulose seca:

 - madeira descascada (3,90 m3 madeira/tonelada de celulose):

 : madeira em pé (Cr$ 60,00/m3) → Cr$ 234,00
 : corte + desdobramento (Cr$ 30,00/m3) → Cr$ 117,00
 : descascamento (Cr$ 45,00/m3) → Cr$ 175,50
 : carregamento (Cr$ 5,00/m3) → Cr$ 19,50
 : transporte (Cr$ 20,00/m3) → Cr$ 78,00

 Custo Total............................................................................Cr$ 624,00

 - madeira não-descascada (3,60 m3 de madeira + 0,68 m3 de casca = 4,28
m3/tonelada de celulose). -

 : madeira em pé (Cr$ 60,00/m3)* → Cr$ 216,00
 : corte + desdobramento (Cr$ 30,00/m3)* → Cr$ 108,00
 : descascamento → -
 : carregamento (Cr$ 6,09/m3)* → Cr$ 26,06
 : transporte (Cr$ 24,39/m3) → Cr$ 104,38

 Custo Total............................................................................Cr$ 454,44

* Observação: Os custos por metro cúbico foram corrigidos devido a presença de casca
junto à madeira não-descascada. O procedimento foi semelhante ao utilizado para a
madeira não-descascada de Pinus caribaea var. hondurensis.

 4.2.6. Redução no custo final da matéria-prima ao se utilizar madeira não-
descascada

 Comparando-se os custos totais de obtenção de madeira para a produção de 1
tonelada de celulose quais sejam:

 : madeira descascada → Cr$ 624,00
 : madeira não-descascada → Cr$ 454,44

 Observa-se uma redução de

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 Cr$ 169,56/tonelada de celulose seca

 ao se utilizar madeira não-descascada

 4.2.7. Custo adicional por tonelada de celulose resultante do acréscimo de 1% no
consumo de álcali ativo do cozimento de madeira não-descascada.

 Para a produção de 1 tonelada de celulose, segundo os resultados deste trabalho os
consumos de álcali ativo sem levar-se em conta sistemas de recuperação são da ordem de: -

 - madeira descascada → 269,7 kg como Na2O
 - madeira não-descascada → 300 kg como Na2O

 Portanto são necessários 30,3 kg de álcali ativo adicionais quando se utiliza madeira
não-descascada. Tal quantia corresponde a:

 7,58 kg de Na2S (como Na2O) 9,39 kg de Na2S
 22,7 kg de NaOH (como Na2O) 29,08 kg de NaOH

 Aos preços atuais desses compostos, os custos correspondem a:

 9,39 kg de Na2S x Cr$ 5,20 = Cr$ 48,82
 29,08 kg de NaOH x Cr$ 7,00 = Cr$ 203,56

 ou seja um total de ...................................Cr$ 252,38

 Portanto, um acréscimo de 1% no consumo de álcali ativo resulta num aumento no
custo de álcali na ordem de

 Cr$ 252,38/ton celulose

 4.2.8. Economicidade obtida utilizando-se a casca como