Boletim informativo - I Congresso Brasileiro sobre a Qualidade da Madeira
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Boletim informativo - I Congresso Brasileiro sobre a Qualidade da Madeira

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e SEWARD, B. R. T. 1975. Eucalyptus grandis in
Rhod. Bull. For. Res (6):1-87.

(3) BRASIL, M. A. M., VEIGA, R.A.A. e FERREIRA; M. 1976. Densidade básica média da
árvore do nível do D.A.P. de Eucalyptus propinqua. Deane ex Maiden. Ciência e
Cult. São Paulo. 28 (7): 414.

(4) BRASIL, M. A. M. e FERREIRA, M. 1972. Variação da densidade básica e das
características das fibras em Eucalyptus grandis Hill ex Maiden ao nível do
D.A.P. - Análise Preliminar IPEF. Piracicaba (5): 81-90.

(5) BRASIL, M. A. M.; VEIGA, R. A. A. e FERREIRA, M. 1977. Variação da densidade
básica nas seções transversais do caule da base do tronco para a copa do
Eucalipto, IPEF, Piracicaba (15): 73-89.

(6) CHAMPION PAPEL E CELULOSE S.A., 1976. As variações da densidade básica da
madeira de Eucalyptus sp em função da espécie, idade, posição na árvore e a
qualidade local. Setor Pesquisa Florestal. 37p. (Relatório não publicado).

(7) DURATEX INDUSTRIA E COMERCIO S.A., 1978 Experimentos com Eucalyptus sp
na Região de Salto (São Paulo). Setor de Pesquisa Florestal. (Relatório não
publicado).

(8) EM DISCUSSÃO as influências na qualidade da madeira, 1978. O papel, 39: 31-2.

(9) FERREIRA, M. 1968. Estudo da variação da densidade básica da madeira de
Eucalyptus alba Reinw e Eucalyptus saligna Smith. Piracicaba, ESALQ. 72p.
(Tese - Doutoramento).

(10) FERREIRA, M. 1970. Estudo da variação da densidade básica da madeira de
povoamento de Eucalyptus grandis Hill ex Maiden. Piracicaba, ESALQ, 62 p.
(Tese - Livre Docência).

(11) FERREIRA, M. 1973. Variação da densidade básica da madeira de plantações
comerciais de E. alba Reinw (E. urophylla S.T. Blake) E. saligna. Smith. e E.
grandis Hill ex maiden. O papel, 34: 151-7, Dez.

(12) FREITAS, E. R., FERREIRA, M. e BORGES, C. P. 1972, Estudos das variações
botânicas em povoamentos de Eucalyptus alba Reinw. Eucalyptus saligna

Boletim Informativo IPEF, Piracicaba, v.6, n.20, p.A.1 – A.14, Nov.1978.

Smith, Eucalyptus grandis Hill ex Maiden e Eucalypus propinqua Deane and
Maiden. IPEF, Piracicaba, (4): 117-134.

(13) MORA, L. A., VALERI, S. V., FERREIRA, M. e KAGEYAMA, P. Y. 1978. Bases para
o melhoramento genético da densidade básica da madeira de Eucalyptus grandis
Hill ex Maiden. IPEF, Bol. Inf. 6 (19): 53-62.

(14) PAZSTOR, U. P.C. 1974. Teste de Procedência de Eucalyptus pilularis sm na Região
de Mogi-Guaçu. IPEF, Piracicaba. (8): 69-93.

(15) TAYLOR, F. W. 1973. Anatomical wood properties of South African Grown
Eucalyptus grandis. J. S. Afr. For. (84): 20-4.

(16) VILLIERS, A. M. de, 1973. Utilization problems with eucalypts in South Africa. Proc.
IUFRO-5 meeting 22 september - 12 October. 1973. Republic South Africa,
Papers, 2: 238-255.

Boletim Informativo IPEF, Piracicaba, v.6, n.20, p.B.1 – B.19, Nov.1978.

A VARIAÇÃO DA DENSIDADE BÁSICA DA MADEIRA DE Eucalyptus spp, EM
FUNÇÃO DA IDADE E QUALIDADE DE LOCAL

Carlos A. Ferreira*
Manoel de Freitas**

Mário Ferreira***

SUMMARY

 In this paper is related the results obtained for the wood basic density variations
observed as a function of diferent ages and site conditions. It is also presented a linear
regression equation expressing the variation of the wood basic density as the age increases
from two to nine years old.
 It also could be concluded that lower annual volume increments are responsable by
higher wood density of the populations.

I. INTRODUÇÃO

 O objetivo deste trabalho, executado pelo Departamento de Silvicultura da
E.S.A.L.Q, Departamento Florestal, da CHAMPION Papel e Celulose S.A., e Instituto de
Pesquisas e Estudos Florestais (IPEF), foi estabelecer os níveis de variação que a densidade
básica da madeira, possa sofrer como função de alterações de técnicas de manejo, idade e
da qualidade de local.
 A densidade básica é sem dúvida um dos mais importantes parâmetros para a
avaliação da qualidade da madeira. Correlaciona-se com uma série de outras propriedades,
corno por exemplo o rendimento industrial no fabrico de celulose e papel, e as propriedades
físico-mecânicas. Pode em última usada para determinar os fins para os quais a madeira
possa ser utilizada.
 Nos estudos de melhoramento e genética florestal, a densidade por ser um caráter
herdável, vem sendo empregada como índice de seleção de árvores matrizes. As variações
populacionais, entre e dentro de indivíduos, e suas causas servem de base para o
estabelecimento do manejo adequado a uma determinada utilização. Os planos de corte, por
outro lado devem levá-la em consideração, pois o rendimento gravimétrico relaciona-se
diretamente com esta.

II. REVISÃO BIBLIOGRAFICA

 No gênero Eucalyptus as espécies variam muito entre si considerando-se as
características físicas e anatômicas da madeira FOELKEL, BARRICHELLO &
MILLANEZ (1975) demonstram ocorrer o aumento da densidade básica, em função da
idade do povoamento florestal. Igual comportamento pode ser observado para o
comprimento, largura e espessura da parede das fibras (Quadro I).

*
 Assessor do Programa Nacional de Pesquisa Florestal (DTC-EMBRAPA/IBDF

**
 Gerente do Depto Florestal – CHAMPION Papel e Celulose S.A.

***
 Curso Engenharia Florestal – ESALQ/USP (Professor Adjunto)

Boletim Informativo IPEF, Piracicaba, v.6, n.20, p.B.1 – B.19, Nov.1978.

 A variação da densidade, no sentido de ser mais elevada, como o aumento da idade
das árvores, deve-se ao fato de que o lenho tardio, formado pelas angiospermas, ter
densidade mais elevada e maior comprimento de fibras, BISSET & DADSWELL (1949),
(1950), BISSET, DADSWELL & AMOS (1950), QUEENSLAND DEPT. OF FORESTRY
(1940).
 No caso de Eucalyptus camaldulensis, CURRO (1957), a densidade básica cresce
direta e positivamente em função da altura no fuste, e em direção ao câmbio. O crescimento
da densidade em função da altura foi confirmado em nossas condições por FERREIRA
(1970), (1971) e (1972), cujos dados são apresentados no Quadro II.
 Trabalhos como de SUSMEL (1952), (1953) e (1954) relatam para Eucalyptus
camaldulensis, que a densidade da madeira é função inversa da taxa de crescimento e da
fertilidade do solo. Em geral segundo o mesmo autor, a densidade também decresce com o
aumento da taxa de crescimento em altura.
 A taxa de crescimento diametral, segundo SUSMEL (1953), (1954), é inversamente
proporcional a densidade básica, desde que consideremos para tanto a mesma faixa de
altura, média. Neste aspecto dados obtidos por FERREIRA (1971) e (1972) tenderam a
mostrar acréscimos em densidade diretamente proporcionais ao crescimento diametral. Por
outro lado, ainda FERREIRA (1971), analisando o comportamento das espécies mais
plantadas no Estado de são Paulo, concluiu ser a densidade menos elevada, em região mais
fértil e conseqüentemente com maior taxa de crescimento anual, observar o Quadro III. O
material analisado nos trabalhos citados FERREIRA (197l) e (1972), comprovadamente
apresentavam elevada taxa de hibridações interespecíficas.

QUADRO I – Dimensões das fibras e densidade básica de madeira de Eucalyptus spp.
FOELKEL, BARRICHELO & MILLANEZ (1975)

Fibra
Espécie Idade (Anos) Comprimento (mm)

Largura
(µ)

Espessura de
Parede (µ)

Densidade
Básica g/cm3

E. saligna
E. saligna

E. paniculata
E. paniculata
E. citriodora
E. citriodora
E. maculata

E. tereticornis
E. grandis
E. robusta

E. viminalis
E. decaisneana

E. globulus

8
13
6

10
7

13
7
7
7

6,5
11
3
4

0,759
0,945
0,871
0,938
0,915
0,943
0,885
0,828
1,060
1,070
1,130
0,907
1,030

15,77