Boletim informativo - I Congresso Brasileiro sobre a Qualidade da Madeira
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Salienta-se que essas diferenças não foram correlacionadas
com rítmo de crescimento. (5).
 Este fato aliado as variações individuais quanto a resposta a fertilização mineral,
sugerem que muitos dos resultados contraditórios, levantados nesta revisão de literatura,
poderiam estar ligados a diferenças genéticas dentro de uma mesma espécie. Ainda com
referência à variabilidade individual, trabalhos conduzidos pelo IPEF, mostraram altas
variações na densidade da madeira de P. taeda . (Em Telêmaco Barba - PR de 0,386 a
0,452g/cm3; em Canoinhas de 0,333 a 0,404 g/cm e em Lages de 0,315 a 0,361 g/cm3), bem
como na densidade da madeira de E. grandis (0,333 a 0,584 g/cm3) (20,29) confirmando as
diferenças genéticas, e sugerindo que deveria haver um maior cuidado na amostragem a ser
efetuada, quando se deseja estudar qualidade da madeira.
 Também deve se ressaltar que diferenças na metodologia utilizada para
determinação dos diversos parâmetros, poderiam ter colaborado nessas discrepâncias.
 Os melhoristas têm sido unânimes em afirmar a alta herdabilidade encontrada para
densidade e comprimento de fibras da madeira, o que nos permite uma manipulação
variabilidade individual que tem sido detectada (11).
 Um trabalho de melhoramento bem conduzido, poderia nos proporcionar
populações com características desejáveis, que pré-estabeleceríamos, com vistas a obtenção
de matéria prima para um determinado produto.
 Para que se possa estabelecer uma programação com esta finalidade, é importante
para os florestais, uma definição dos industriais sobre quais parâmetros, bem como sua
grandeza, que seriam ideais para obtenção de um determinado produto, lembrando ser a
matéria prima o fator primordial na qualidade do produto.
 Disto conclui-se que até que haja uma melhor definição do que desejam os
industriais, a fertilização, em que para em alguns casos tem promovido um decréscimo na
qualidade da madeira, deve ser utilizada, pois ela tem melhorado a produtividade das
nossas florestas, e mesmo no caso de redução da densidade, este aumento de produtividade
tem compensado esta redução, com aumento do peso seco de madeira por hectare.
 Aliando-se a fertilização a um programa de melhoramento e manejo, poderíamos no
futuro, maximizar os rendimentos de nossas florestas e minimizar os efeitos negativos, se é
que ocorrem, da fertilização.

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