Fatores Influentes na Secagem Convencional de Pinus
50 pág.

Fatores Influentes na Secagem Convencional de Pinus

Disciplina:Secagem da Madeira10 materiais229 seguidores
Pré-visualização8 páginas
PESAGEM DAS PEQUENAS

AMOSTRAS (A) E ESTUFA DE SECAGEM DE LABORATÓRIO (B) .. 17
FIGURA 11 – UMIDADE DA MADEIRA PARA CADA TIPO DE CORTE

ESTUDADO .................................................................................................. 20
FIGURA 12 – MASSA ESPECÍFICA ANIDRA DA MADEIRA PARA CADA

TIPO DE CORTE ESTUDADO ................................................................... 21

FIGURA 13 – MASSA ESPECÍFICA ANIDRA DA MADEIRA RELACIONADA
COM A UMIDADE INICIAL ...................................................................... 22

FIGURA 14 – CONTRAÇÃO MÁXIMA NA LARGURA DAS TÁBUAS PARA
CADA TIPO DE CORTE ESTUDADO ....................................................... 23

FIGURA 15 – MASSA ESPECÍFICA ANIDRA DA MADEIRA RELACIONADA
COM A CONTRAÇÃO MÁXIMA NA LARGURA ................................... 24

FIGURA 16 – TRINCA EM MADEIRA DE CORTE RADIAL MEDULAR COM
TRINCA NA LATERAL .............................................................................. 25

FIGURA 17 – TRINCA SUPERFICIAL ........................................................................... 26
FIGURA 18 – TEMPO DE SECAGEM ATÉ O APARECIMENTO DE TRINCAS

SUPERFICIAIS ............................................................................................. 27

vi

FIGURA 19 – RELAÇÃO MASSA ESPECÍFICA E TEMPO DE SECAGEM ............... 28
FIGURA 20 – GRADIENTE DE UMIDADE MÉDIO SEM TRINCAS

SUPERFICIAIS ............................................................................................. 29

vii

LISTA DE TABELAS

TABELA 01 – QUANTIDADE DE AMOSTRAS PARA CADA DIMENSÃO E
CORTE .......................................................................................................... 11

TABELA 02 – UMIDADE INICIAL NOS DIFERENTES TIPOS DE CORTE .............. 19
TABELA 03 – MASSA ESPECÍFICA ANIDRA NOS DIFERENTES TIPOS DE

CORTE .......................................................................................................... 20

TABELA 04 – CONTRAÇÃO MÁXIMA NA LARGURA DAS PEÇAS NOS
DIFERENTES TIPOS DE CORTE ............................................................... 22

TABELA 05 – TEMPO DE SECAGEM ATÉ O APARECIEMENTO DE TRINCAS ... 26
TABELA 06 – GRADIENTE DE UMIDADE .................................................................. 29
TABELA 07 – MÉDIA DOS VALORES ENCONTRADOS NO ESTUDO.................... 35
TABELA 08 –VALORES ENCONTRADOS NO ESTUDO ............................................ 36

viii

 LISTA DE FÓRMULAS

FÓRMULA 01 – CÁLCULO DO TEOR DE UMIDADE INICIAL DA MADEIRA
ESTUDADA ............................................................................................ 13

FÓRMULA 02 – CÁLCULO DA MASSA ESPECÍFICA DA MADEIRA
ESTUDADA ............................................................................................ 13

FÓRMULA 03 – CÁLCULO DA CONTRAÇÃO MÁXIMA NA LARGURA ............... 14
FÓRMULA 04 – GRADIENTE DE UMIDADE DA MADEIRA .................................... 19

ix

RESUMO

Devido a atual importância, foi estudada a madeira de Pinus taeda, do processo de
fabricação de molduras, com ênfase na secagem. Como o principal defeito desta madeira,
no contexto atual, é a presença de trincas superficiais, foi enfocado este assunto, bem como

alguns fatores influentes. Dentre os objetivos, destaca-se encontrar algumas propriedades
físicas e correlaciona-las, além de tempos de secagem até o aparecimento de trincas e

estudar o gradiente de umidade influente neste momento. Para tal desenvolvimento foram
utilizados os equipamentos de laboratório existentes na planta de Rio Negrinho da
MASISA, tendo uma metodologia bastante apropriada para o estudo. No presente trabalho
foram encontrados valores médios para a umidade inicial, massa específica anidra e
contração máxima na largura de peças de madeira de Pinus taeda, sendo citados também a
o desvio padrão e o coeficiente de variação. Foram correlacionadas algumas destas
propriedades físicas, encontrando o nível de correlação existente. Compararam-se tempos
de secagem até a formação de trincas superficiais, com relação a diferentes tipos de corte da

madeira (radial com medula, tangencial juvenil e tangencial adulto) e diferentes larguras de
tábuas (95, 121 e 135 mm). Encontraram-se valores médios para o gradiente de umidade
máximo sem a presença de trincas superficiais para tais cortes da madeira e diferentes
larguras de tábuas. Concluiu-se que madeiras largas têm maior probabilidade de trincar
superficialmente, o mesmo acontecendo com madeira tangencial adulta. Também foi
provado que madeiras com o corte radial medular, nas larguras estudadas, não apresenta
trincas superficiais em suas caras. Foi provada a importância da separação de tipos de corte
e largura de tábuas ao se secar madeiras, devido à diferença de comportamento na secagem.
Este trabalho foi importante, pois prova a desigualdade da secagem de diferentes larguras
de tábuas, o que era de certa forma esquecido no aprendizado de secagem quando se

considerava apenas a espessura, existindo assim uma literatura sobre este assunto.

1. INTRODUÇÃO

Com diversas utilidades, a madeira pode ser explorada por diversos setores de
negócios da cadeia produtiva, desde carvão, serrados, produtos de maior valor agregado, até
papel, entre outros. Dada a importância, este material deve ter sua utilização adequada e

sendo os desperdícios minimizados ao máximo.

Para a otimização de sua utilização foi perceptível no passar dos anos que a
madeira seca tinha suas propriedades melhoradas, bem como maior facilidade no transporte
e maior resistência a organismos xilófagos. A secagem é e importância impar na utilização

de madeira com fins de fabricação de produtos de maior valor agregado.

O aumento na quantidade de câmaras de secagem de pinus de não mais que 50
ao final dos anos 80, para as atualmente estimadas em mais de 2.500, caracteriza o ramo
como uma atividade em expansão. O aumento progressivo no consumo de madeira de

pinus, principalmente ao final da década de 80, bem como as necessidades do cliente,
relacionadas com qualidade de produtos de madeira sólida demandaram uma maior

necessidade de pesquisa na área de secagem desta madeira.

Sendo as trincas superficiais o principal problema encontrado na secagem do
pinus atualmente, estas foram enfocadas no tema deste trabalho. Responsáveis em grande
parte pelo retrabalho, perdas e diminuição da qualidade, as trincas superficiais geram
aumento de custos de produção e diminuição do preço de venda do produto acabado, sendo
este um fator muito importante para o processo de fabricação de molduras.

Ao se conhecer processos e causas das trincas superficiais em Pinus taeda, bem
como fatores que influenciam a secagem, torna-se mais fácil proceder eficazmente, a fim de

amenizar, ou até mesmo eliminar tais defeitos originados.

2

Tomando-se em vista a necessidade de se melhorar o controle da secagem de
pinus, visando uma melhor qualidade final do produto e a redução dos custos totais, defini-
se neste trabalho os seguintes objetivos:

• Comparar as propriedades físicas de umidade inicial, massa

específica e contração máxima na largura para madeiras de Pinus taeda de
diferentes tipos de corte (radial com medula, tangencial juvenil e tangencial adulto);

• Correlacionar algumas das propriedades físicas estudadas e encontrar
o nível de correlação;

• Encontrar o tempo de secagem em que aparecem as trincas
superficiais para diferentes cortes e com diferentes larguras das tábuas, sob uma
determinada condição de secagem;

• Avaliar a influência do gradiente de umidade