Av2 - Direito Penal. resumo
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Av2 - Direito Penal. resumo

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no estrangeiro, aplicação essa incondicionada (Art. 7°, C.P), ou, condicionada (Art. 7°, II).
Sentença Cumprida no Estrangeiro: Com o fim de se evitar o bis in idem, ou seja, a dupla punição desconta-se a pena já cumprida no estrangeiro quanto à sentença que ainda será cumprida no Brasil.
Eficácia de Sentença Penal Cumprida no estrangeiro (Art. 9°, C.P): Poderá ser homologada pelo STJ a sentença penal cumprida no estrangeiro somente nos casos de cumprimento de medida de segurança ou de reparação civil, caso contrário, jamais haverá essa hipótese.
Aula 7: Teoria do Crime
Conceitos de Crime:
Formal: Conduta humana que viola o ordenamento jurídico penal.
Material: Toda lesão ou risco de lesão á um bem jurídico penalmente tutelado pela lei criminal.
Analítico: Todo Fato típico + Antijurídico + Culpável.
	
			Crime
	

	Fato Típico
	Antijurídico
	Culpável

	Conduta: Dolosa/culposa – Comissiva/omissiva
	Obs. Quando o agente não atua em: Estado de Necessidade
	Imputabilidade

	Resultado
	Legítima defesa
	Exigibilidade de conduta diversa.

	Nexo de Causalidade
	Estrito Cumprimento do Dever Legal
	Potencial conhecimento sobre a ilicitude do fato.

	Tipicidade – Formal e Conglobante.
	Exercício regular de um Direito. Quando não houver o consentimento do ofendido como causa supralegal de exclusão da ilicitude.
	

Aula 8: Fato Típico
Fato Típico:
Conceito: Esta relacionado a um tipo incriminador penal. Ex: Matar alguém. Onde possui como elementos subjetivos, o dolo e a culpa.
Conduta:
Conceito: O dolo e a culpa são elementos subjetivos do Direito Penal, ou seja, revelam a natureza da responsabilidade subjetiva que há no Direito Penal, em se tratando disso, quando não estão presentes esses, não haverá fato típico.
Dolo ou Culpa
Crime Doloso: O agente quer o resultado, pode se manifestar essa vontade de maneira direta (dolo direto) ou na forma do dolo eventual (o agente prevê o resultado e assume o risco de produzi-lo, porém, desprezando a sua ocorrência).
Crime Culposo: O agente pratica o crime pela simples falta da observação do dever de cuidado, ou seja, pela imprudência, negligência ou imperícia.
Crimes Preterdolosos: Dolo no antecedente e culpa no conseqüente, ou seja, o agente pratica com o crime com certos intentos, porém, supera esses vindo a alcançar, culposamente, um resultado que não desejava.
Obs. Para que a conduta criminosa seja culposa, o tipo incriminador deve assim estabelecer, pois em regra, os crimes são dolos, salvo se a lei penal prescrever sua forma culposa.
Ação ou Omissão
Crimes Comissivos: São aqueles em que para que se consume o resultado, há a exigência de um fazer, uma ação.
Crimes Omissivos: Já nesses, já um deixa de fazer do agente, que configura na produção do resultado.
Crimes Comissivos por omissão (Omissivos Impróprios): Nesta modalidade de crime, o fazer do agente com o fim de produzir o resultado, nada mais é que um deixar de fazer, caso o agente que deixe de fazer seja um garante (indivíduo que tem o dever legal de cuidado, proteção e prudência sobre a vítima do crime) a omissão se dará na sua forma própria, crime omissivo próprio.
Resultado:
Naturalístico: Alteração no mundo dos fatos provocada pelo agente, a qual é visível, física, material.
Jurídico ou normativo: Lesão ou risco de lesão que a conduta produz no bem jurídico, ou seja, todo crime possuirá esse resultado, porém nem sempre estará presente o resultado naturalístico.
Relação de Causalidade (Conditio Sine Qua Non): É relação de causa e conseqüência entre a ação do agente criminoso e o seu resultado.
Causa: Toda ação ou omissão, dolosa ou culposa, que tenha dado resultado ao crime, e que sem ele, o referido não teria ocorrido.
Tipicidade: É a adequação do fato criminoso ao tipo legal.
Aula 9: Antijuricidade (Ilicitude).
Conceito: É o fato que vai contra a lei jurídico penal, opondo-se ao ordenamento vigente. Pode ser questionada e discutida a licitude/ilicitude desse, haja vista que a lei coloca como possibilidade algumas situações em que será afasta a ilicitude do fato, ainda que típico e reprovável.
Causa Excludentes da Ilicitude:
Estado de Necessidade: Sacrifício de um bem jurídico de maior ou igual valor, para salvar-se ou a terceiros de perigo atual que decorre de circunstâncias não provocadas essas pelo agente.
Legitima Defesa: O indivíduo repele a injusta agressão de outro para salvar-se ou a terceiros.
Exercício Regular de um Direito: Age o indivíduo dentro dos limites autorizados pelo ordenamento jurídico. Ex: UFC.
Estrito Cumprimento do Dever Legal: Age o indivíduo amparado por um dever legal, como por exemplo, a atividade policial num mandado de busca e apreensão.
Consentimento do Ofendido: Trata-se de causa supralegal de exclusão da tipicidade válida somente com relação a bens jurídicos disponíveis.
Aula 10: Culpabilidade:
Conceito: Censurabilidade e reprovabilidade jurídico-penal do ato praticado, presente está essa quando preenchidos seus três elementos: Imputabilidade do agente + Exigibilidade de Conduta diversa + Potencial conhecimento da ilicitude.
Imputabilidade: É a capacidade pessoal e individual que tem o agente de responder pelo fato praticado, alcançada essa com a maioridade aos 18 anos de idade.
Inimputabilidade: É o oposto ao conceito anterior, sendo que a incapacidade Ex: Incapaz por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado, nesse caso, exluir-se-a a culpabilidade, sendo o agente isento da pena.
Semi-inimputabilidade: São os que por desenvolvimento mental incompleto não eram inteiramente incapaz de compreender o ato ilícito, tendo-se a possibilidade de redução de sua pena de 1/3 a 2/3.
Obs. Embriaguez voluntária e emoção não excluem a culpabilidade, e quando essa primeira proveniente de caso fortuito ou força maior, extinta ou reduzida de 1/3 a 2/3 será a pena.
Consciência da Ilicitude: É o conhecimento do caráter injusto que possui o tipo criminal que o agente está praticando.
Erro de Proibição: O agente atua amparado por uma falsa representação da realidade, achando estar agindo sem consciência do caráter injusto de sua pratica. Obs. Se o erro era evitável, a culpabilidade não será afastada, porém, cabendo a hipótese de redução de pena de 1/6 a 1/3.
Discriminante putativa: O agente atua achando que sua ação é legitima por estar amparado por uma suposta causa de exclusão da ilicitude, achando que as circunstâncias justificam o seu agir.
Exigibilidade de Conduta Diversa:
Conceito: Nesse instituto discute-se a possibilidade que o agente possuía ou não de agir de outro modo.
Obediência Hierárquica: Caracteriza-se essa nas funções públicas, onde o agente, por motivos de hierarquia, atua obedecendo a ordem superior, a qual não é manifestamente ilegal, respondendo assim pelo fato criminoso o autor da ordem.
Coação Moral Irresistível: O agente pratica o fato sendo coagido, não tendo como resistir a essa coação, respondendo pelo crime nessa hipótese, o autor da coação.
Inexigibilidade de Conduta Diversa: Causa supralegal excludente da culpabilidade, onde, o agente pelas circunstâncias em que se encontrava, não poderia agir de outra maneira, a fim de resguardar-se.
Causas excludentes da culpabilidade:
Inimputabilidade.
Erro de Proibição.
Discriminante putativa.
Obediência Hierárquica.
Coação Moral Irresistível.
Inexigibilidade de Conduta Diversa.

Aula 11: Crime Consumado, Tentativa e arrependimento.
Crime Consumado:
Conceito: Punido é o agente pela cominação completa do tipo, haja vista que ao gente completou todas as fases do iter criminis:
Cogitação: Não é punida penalmente.
Preparação: Punem-se os atos de preparação apenas quando constituem infração penal autônoma.
Execução: Fase punível penalmente, já que o agente já inicia a pratica do crime colocando em risco o bem jurídico tutelado pelo Direito Penal.
Consumação: É o resultado alcançado pelo crime.
Tentativa:
Conceito: O agente não alcança a consumação, não sendo punido pela cominação completa do tipo,
Daniel Melo fez um comentário
  • poderia me enviar por e-mail; nordesteviagens,pb@gmail.com
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