Av2 - Direito Penal. resumo
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Av2 - Direito Penal. resumo

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porém sim, obrigatoriamente, sendo punido pela cominação completa do tipo reduzida de 1/3 a 2/3, dependendo do grau de aproximação da consumação do delito, sendo assim, é combinado o tipo penal com o Art. 14 inc. II.
Tentativa Perfeita: O agente pratica os atos executórios, porém, não alcança a consumação por circunstâncias alheias a sua vontade.
Tentativa Imperfeita: A ação do agente é interrompida, não esgotando ele sua potencial atitude lesiva.
Tentativa Branca: É a qual, segundo a doutrina, não produz quaisquer vestígios.
Crimes que não admitem tentativa:
Mera conduta
Culposo
Habitual.
Omissivo próprio
Atentado

Desistência e Arrependimento:
Desistência Voluntária: O agente não chega à consumação por sua própria vontade, seu intento, respondendo penalmente somente se os atos que praticou até a preparação se esses configurarem crime autônomo.
Arrependimento Eficaz: O agente esgota o iter criminis, porém, arrependido, pratica uma conduta, impedindo a consumação de seu feito, respondendo ele agora, somente se os atos que praticou até a preparação se esses configurarem crime autônomo.
Arrependimento Posterior: Trata-se de restituição do objeto do crime a vitima, mesmo esgotado o iter criminis, restituição posterior, porém, ante da denúncia ou recebimento da queixa pelo juiz, sendo nessa hipótese cabível a redução de pena, além disso, vale ressaltar que esse instituto somente cabe aos crimes sem violência ou grave ameaça.

Aula 12: Crime Impossível e Flagrante.
Crime Impossível:
Conceito: De acordo com o art. 17 não se pune o crime quando for ineficácia absoluta pelo meio de execução ou por impropriedade do objeto escolhido pelo agente do crime impossível, não há punibilidade porque a conduta praticada pelo agente, operar de sua intenção criminosa, não causa lesão ou risco de lesão ao bem jurídico.
Crime impossível por absoluta ineficácia do meio: Nesta hipótese, o agente fica impune apesar de sua intenção criminosa, pois executa o delito de maneira desastrosa, escolhendo uma maneira para realizar o crime que jamais lhe permitirá atingir a consumação.
Flagrante:
Flagrante preparado: Der acordo com a súmula 145 do STF, é considerado crime impossível a hipótese de flagrante preparado hipótese esse onde a polícia induz alguém a praticar o crime, para que no momento da execução para realizar o flagrante.
Flagrante esperado: A polícia não induz ninguém ao crime nesta hipótese a polícia não induz ninguém ao crime. Nesta hipótese a polícia é avisada do crime que está acontecendo, ou que está prestes a acontecer, e adota as medidas devidas para prender o flagrante criminoso no momento oportuno. O flagrante esperado é aceito pela jurisprudência, e não constitui crime impossível.
Flagrante forjado: A polícia “planta” provas contra alguém com a finalidade de incriminar a pessoa por um crime que não praticou o que obviamente é uma prisão legal. Nesta hipótese não se pune a tentativa, uma vez que a conduta do agente recai sobre um determinado o objeto que não é adequado para a consumação do crime.
Aula 13: Erro
Erro de tipo (Art. 29): O agente pratica a conduta induzida a erro pelas circunstâncias e desconhece algo dentro do fato que constitui elemento do tipo penal, que sem saber, ele está realizando. Quando a conduta do agente é praticada em erro de tipo, diz o artigo que deve ser afastado o dolo da conduta, sendo punível a punição na forma culposa, se a forma culposa for prevista em lei. Se o erro de tipo é inevitável, em razão das circunstâncias, fica afastado o dolo e a culpa.
Erro determinado por terceiro: De acordo com o Art. 29, parágrafo 2°, se alguém pratica delito induzido a erro por terceiro não deve responder penalmente, pois nesta hipótese, quem determina o erro é o verdadeiro criminoso.
Erro sobre pessoa (Art. 20, Parágrafo 3°): O autor do crime, por engano executa o delito sobre a pessoa errada, errando a vítima do crime. Neste caso, responderá penalmente como se tivera atingido a pessoa pretendida.
Aberractio ictus (Erro de pontaria) (Art. 73): Na aberractio ictus, temos o erro de execução, onde o agente atinge pessoa diversa da pretendida no momento da execução do delito, como se fosse um erro de pontaria ou erro de alvo. Nesta hipótese, o agente responde penalmente como se tivesse atingido a pessoa pretendida.
Obs. Na legítima defesa também pode ocorrer aberractio ictus, onde o agente reage a uma injusta agressão, mas erra a pontaria atingindo pessoa diversa da pretendida. Neste caso, a aberractio não afasta a legítima defesa, pois o agente responderá penalmente com se tivesse atingido o seu injusto agressor.
Delicti ou Aberratio criminis (Art. 74°): Nesta hipótese o agente erra na execução e atinge o resultado criminoso, diverso do resultado pretendido. O agente responderá, pelo crime produzido, na forma culposa, se a forma culposa do delito, for prevista em lei.
Aula 14: Crimes e suas Subspécies.
Sujeito Ativo: É aquele que pratica a conduta tipificada pela lei ou então aquele que colabora para a pratica do tipo penal.
Sujeito Passivo: O sujeito passivo é aquela pessoa contra quem é praticada conduta típica.
Obs. Crime próprio: é aquele que para se configurar exige uma qualidade especial do agente, ou seja, do sujeito ativo do crime. Ao contrário do crime comum, que é aquele tipo do crime que qualquer um pode praticar. Ex: Peculato.
Crime de Mão Própria: É aquele que o sujeito ativo pratica diretamente, e não tem como mandar alguém fazer em seu lugar. Ex: Prevaricação.
Obs. Crime vago: Os crimes vagos são aqueles em que o sujeito passivo é toda coletividade.
Objeto jurídico: Significa o bem jurídico que é tutelado pela norma incriminadora, o crime só se configura quando a conduta do agente produz lesão ou risco de lesão, ao bem jurídico, protegido pelo tipo penal.
Crime simples: È aquele que protege um único bem jurídico e o crime complexo, aquele que tutela mais de um bem jurídico.
Crime Complexo: Ofende mais de um bem jurídico por possuir diversos núcleos na esfera de seu iter criminis.
Objeto Material: é a pessoa ou a coisa, sobre a qual recai a conduta criminosa. Todo crime tem objeto jurídico, mas nem todo crime tem objeto material.
Crime Material: São aqueles que necessitam da ocorrência do resultado descrito no tipo penal para que o delito seja consumado. Todos os crimes dolosos e materiais admitem tentativa e somente estarão consumados quando a alteração no mundo dos fatos prevista na norma incriminadora estiver configurada. Art. 121, Art. 157. E 155.
Crime Formal: É aquele que possui para a consumação do crime. Nesta espécie de crime. A descriminação típica da norma incriminadora prevê a consumação do delito mesmo que o resultado previsto no tipo não aconteça. Art. 317. (Também é chamado de crime de consumação antecipada uma vez que o crime formal está consumado antes mesmo de o resultado ocorrer. Ex: Art. 158. O crime Formal e doloso admite teoricamente à tentativa, mas na prática é muito difícil da tentativa se caracterizar.
Crime de mera conduta: Não possui nenhum resultado material previsto na norma incriminadora, onde a simples conduta adotada pelo agente já consuma o delito independente de qualquer resultado. Ex: Art. 14. Estatuto do desarmamento. Art. 135. Omissão de socorro.
Daniel Melo fez um comentário
  • poderia me enviar por e-mail; nordesteviagens,pb@gmail.com
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