Aula 2   Radioterapia
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Aula 2 Radioterapia


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Introdução à Radioterapia: 
Técnicas e planejamentos. 
Radioterapia Clássica x Moderna 
\u2022 Clássica : 
\u25ab Baseada no cálculo de dose manual 
\u25ab Paciente representado pelo contorno externo 
\u25ab Margens grandes no volume do tumor 
\u25ab Campos delimitados pelos colimadores \u201csólidos\u201d - campos retangulares 
modificados por blocos não conformatórios. 
\u25ab Intensidade do feixe ~ constante nos planos transversos 
 
 
2 
Radioterapia Clássica x Moderna 
\u2022 Moderna: 
\u25ab Totalmente baseada em imagens 3D 
\u25ab Cálculo por meio de algoritmos computacionais 3D 
\u25ab Feixes de formas arbitrárias por meio de blocos conformatórios ou 
colimador multi-lâminas 
\u25ab Margem pequena na região do tumor, dose alta 
\u25ab Fusão de imagens de várias modalidades (CT, RM, SPECT,PET,US) 
\u25ab Intensidade modulada nos planos transversos. 
3 
Fusão de imagens 
Planejamento do tratamento 
\u2022 Refere-se a todos os processos e decisões que determinam as 
ações do tratamento. 
 
O planejamento do tratamento e feito e otimizado. 
Em conjunto com um físico, o médico determina o tipo de feixe e a energia 
que será usada. 
Identifica os tecidos sensíveis normais, chamados órgãos em risco e 
especifica o limite de dose para esses órgãos. (Evitar efeitos deletérios ) 
Determina a dose que deve entregue ao volume alvo. 
O Radioterapeuta determina o volume alvo a ser irradiado, baseado em 
exames físicos e modalidades de imagens. 
Processo 
A distribuição de dose deve levar em conta regiões de possíveis 
extensões do tumor. 
A dose nas estruturas normais sensíveis (órgãos em risco) deve ser 
mantida abaixo dos níveis que podem causar danos. 
A forma do volume de alta dose deve conformar com o volume de 
planejamento (PTV) 
A dose no tumor deve ser maior que a dose em qualquer outro volume 
irradiado. 
O gradiente de dose fora do tumor deve ser mínimo 
Objetivos que guiam o 
planejamento 
Definições do volume 
PTV 
ITV 
CTV 
 
GTV 
OAR 
Definições do volume 
Volume Descrição 
Gross Tumor Volume (GTV) Volume de tumor detectável por métodos 
clínicos ou de imagem 
Clinical Target Volume 
(CTV) 
Engloba o GTV e margens que possam conter 
células tumorais 
Internal Target Volume (ITV) Engloba o CTV e margens prevendo a 
movimentação dos órgãos e variações no 
tamanho do CTV. 
Planning Target Volume 
(PTV) 
E margens prevendo as incertezas no 
posicionamento do paciente 
Organ at Risk (OAR) Órgão noramis adjacentes ao volume tumoral 
cuja a sensibilidade a radiação pode afetar 
significantemente o planejamento. 
Sistema de planejamento (TPS) 
Características 
\u2022 Permitem a 
visualização das 
curvas de isodose 
sobrepostas a 
anatomia do paciente. 
\u2022 Possuem diversos 
algoritmos de 
otimização da 
distribuição da dose. 
\u2022 Permitem fazer fusão 
de imagens. 
Informações 
necessárias. 
\u2022 Porcentagem de dose 
na profundidade 
\u2022 Perfis de dose 
\u2022 Fatores de Output 
Convencional (2D) 
 
\u2022 Uso de radiografias bidimensionais 
para o planejamento. Geralmente 
as radiografias são feitas num 
simulador. 
 
\u2022 Pode ser feito um contorno do 
paciente, normalmente com uso de 
um arame, e visualizar a 
distribuição de dose nesse plano 
com auxílio do TPS. 
 
 
 
Uso de um único campo 
\u2022 Usado em casos de tumores superficiais ( até 5cm) ou em casos 
paliativos. 
 
\u2022 Critérios para o uso de um único campo: 
\u25ab Distribuição de dose uniforme no tumor \uf0e0±5% 
\u25ab Dose máxima nos tecidos não deve ser maior que 110%. 
 
\u25ab Estruturas críticas normais no feixe não devem receber doses 
próximas ou acima da sua tolerância. 
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Combinação de Campos - Técnica de Campos 
Paralelos e Opostos 
\uf071 Combinação ou composição de campos = irradiação da mesma 
região por mais de um campo com objetivo de melhorar a distribuição 
de dose. 
\uf071 2 campos paralelos opostos são angulados de 180º um em relação 
ao outro. 
1
2 
 Técnica de Campos Paralelos e Opostos 
\u2022 Boa uniformidade na região de ½ espessura do paciente (Diâmetro 
Antero-Posterior \u2013 DAP). 
\u2022 Irradia as regiões de entrada dos campos com dose >= a do ½ DAP 
1
3 
 Técnica de Campos Paralelos e Opostos 
1
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Técnicas Isocêntricas 
\u2022 O eixo de rotação do gantry é posicionado no centro do volume de 
tratamento. Qualquer que seja o ângulo de incidência, o raio central 
passa pelo centro do volume. 
F = DFE ou 
SAD 
d 
Isocentro 
1
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Técnicas com Múltiplos Campos 
\uf0a7 Objetivo: 
\uf0fa Alta dose no tumor e mínima dose nos tecidos adjacentes. 
 
\uf0a7 Estratégias: 
\uf0fa Usar campos de tamanhos apropriados 
\uf0fa Usar vários campos 
\uf0fa Selecionar incidências apropriadas 
\uf0fa Usar pesos 
\uf0fa Usar energias apropriadas 
\uf0fa Usar modificadores do feixe quando necessário 
1
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Exemplo: Próstata 
Técnicas com Múltiplos Campos 
\u2022 São dirigidos vários campos com os raios centrais apontando para o 
mesmo ponto (isocentro), que em geral coincide com o centro do 
volume de tratamento. 
1
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Técnicas com Múltiplos Campos 
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Exemplo de distribuição com filtro em Cunha 
2
0 
Conformacional (3D) 
\u2022 Totalmente baseado em imagens anatômicas e informações 
tomográficas. 
 
\u2022 Campos conformados ao volume de tratamento. 
 
\u2022 Possibilidade de uso de campos não coplanares. 
 
\u2022 Cálculo da distribuição de dose tridimensional. 
 
\u2022 Permite o uso de funções radiobiológicas para análise dos planos 
de tratamento. 
 
\u2022 Histograma dose-volume para análise da distribuição de dose. 
 
\u2022 Possibilidade de ministrar doses mais altas no volume alvo 
poupando tecidos sadios adjacentes. 
 
 
 
 
\u2022 A simulação do tratamento é virtual e dispensa a presença do 
paciente durante o planejamento. 
 
\u2022 Planejamento direto: 
 
1 
Os volumes 
são 
desenhados 
nas imagens 
tomográficas. 
2 
São 
definidos a 
quantidade e 
forma dos 
campos de 
radição 
através do 
BEV. 
3 
É feita uma 
simulação 
das 
distribuições 
de dose. 
4 
O 
planejamento 
é verificado e 
otimizado. 
O Processo de Planejamento 
\u2022 Seqüência das etapas do planejamento: 
\u25ab Segmentação da imagem \u2013 é a delimitação das estruturas feita corte a 
corte nas imagens de CT ou RM. 
\u25ab Posicionamento dos campos \u2013 é feito usando a imagem gerada pelo 
programa de planejamento, chamada Beam Eye View (BEV), que é a 
projeção das imagens sobre um plano perpendicular ao raio central do 
campo. 
\u25ab Otimização do plano \u2013 são variados vários parâmetros do tratamento 
como ângulo de incidência, peso, filtro, etc, interativamente, com a 
distribuição de dose calculada e analisada a cada mudança. 
Segmentação 
\uf0a7 As imagens de cada estrutura anatômica de interesse são 
contornadas corte a corte pelo raditerapeuta. 
Posicionamento dos Campos e BEV 
\uf0a7 O BEV é usado para desenhar a forma do campo que deve 
acompanhar o contorno do PTV mantendo uma certa margem para 
garantir que a isodose de 95% englobe todo esse volume. 
A Radiografia Digitalmente Reconstruída 
\uf0a7 É a imagem produzida pelo programa de planejamento a partir 
das informações da tomografia. Usando os dados de densidade 
eletrônica podem ser reconstruídas imagens semelhantes a 
radiografias, projetadas em qualquer plano. Essas imagens são úteis 
para verificação do posicionamento dos campos no momento do 
início do tratamento, pela superposição com imagens de verificação 
feitas no aparelho de tratamento. 
 
A Radiografia Digitalmente Reconstruída 
Campos Coplanares x Campos Não Coplanares 
Histograma de Dose-Volume (DVH) 
\uf0a7 Exemplos de histogramas integrais \u2013 esse tipo de histograma
Thiago
Thiago fez um comentário
Muito bom esse material
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