Direito a Liberdade Pessoal  - Presídio Miguel Castro Castro Vs. Peru
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Direito a Liberdade Pessoal - Presídio Miguel Castro Castro Vs. Peru


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signatária [\u2026]\u201d, e 
solicitou a adoção do idioma inglês como idioma de trabalho, juntamente com o espanhol.
43. Em 13 de outubro de 2005, a Secretaria enviou nota, mediante a qual, seguindo instruções do Presidente, 
informou a interveniente comum de que o idioma de trabalho do caso continuaria sendo o espanhol, uma vez que 
\u201co idioma empregado previamente, desde o início da tramitação perante a Corte e sem alterações, ha[via] sido 
o espanhol\u201d, \u201co Estado demandado [\u2026,] a interveniente comum dos representantes e a maioria das supostas 
vítimas fala[vam] o idioma espanhol\u201d e \u201co Tribunal carec[ia] de recursos para a tramitação do caso em dois 
idiomas ou para a tradução de todo o material reunido para um idioma diferente do que se ha[via] empregado até 
[aquele dia]\u201d.
44. Em 17 de outubro de 2005, a interveniente comum remeteu um escrito e seus respectivos anexos, mediante os 
quais pediu prorrogação de um mês para apresentar o escrito de petições e argumentos (par. 41 supra). Pediu, 
também, que o Tribunal solicitasse à Comissão o envio dos originais de alguns anexos e vídeos dos depoimentos 
gravados, os quais supostamente não haviam sido remetidos à Corte.
45. Em 27 de outubro de 2005, a Comissão apresentou um escrito e seus respectivos anexos, mediante os quais, 
inter alia, pediu que o Tribunal \u201csolicitasse ao Estado [\u2026] o envio de cópias autenticadas da totalidade dos 
documentos disponíveis relativos às investigações realizadas no âmbito da jurisdição interna em relação aos 
fatos, bem como cópia autenticada da legislação e disposições regulamentares aplicáveis\u201d. Além disso, reiterou 
que \u201co enviado [como anexos à demanda] e[ra] a melhor cópia de que dispunha e pôde obter\u201d.
46. Em 2 de novembro de 2005, a Secretaria, seguindo instruções do Presidente, informou à interventora comum 
de que não era possível conceder a prorrogação solicitada para apresentar seu escrito de petições e argumentos 
(par. 44 supra), porquanto a improrrogabilidade do prazo para apresentar esse escrito está estabelecida 
expressamente no Regulamento da Corte.
47. Em 2 de novembro de 2005, a Secretaria, seguindo instruções do Presidente, solicitou à Comissão que remetesse 
a prova citada pela interveniente comum no escrito de 17 de outubro de 2005 (par. 44 supra).
48. Em 4 de novembro de 2005, a Comissão apresentou um escrito, mediante o qual remeteu os originais de três 
depoimentos de supostas vítimas, em resposta ao pedido de prova encaminhado em 2 de novembro de 2005 
(par. 47 supra). Os anexos a esse escrito foram apresentados em 7 de novembro de 2005.
49. Em 6 de novembro de 2005, a interveniente comum apresentou um escrito, mediante o qual remeteu suas 
observações sobre a \u201creti\ufb01 cação dos anexos\u201d por parte da Comissão, e fez referência à \u201c[d]ocumentação 
relativa à tramitação inicial\u201d perante a Comissão. Salientou que não se incluía \u201cnenhuma das provas dos autos 
do contraditório correspondente aos anos anteriores à anexação dos expedientes 11.015 e 11.769-B\u201d (par. 16 
supra), em virtude do que solicitou que a Comissão \u201ccorrigi[sse essa] omissão\u201d, e que o prazo de dois meses 
para apresentar o escrito de petições e argumentos fosse contado \u201ccom base no recebimento da demanda e 
respectivos anexos legíveis ou completos\u201d. A respeito da última solicitação, a Secretaria, seguindo instruções do 
Tribunal, reiterou a declaração da nota da Secretaria, de 2 de novembro de 2005 (par. 46 supra), no sentido de 
que o prazo para apresentar o escrito de petições e argumentos é improrrogável, e começa a ser contado a partir 
do dia em que se noti\ufb01 cou a demanda. Também foi comunicado à interveniente comum que, posteriormente, 
contaria com a possibilidade de apresentar alegações \ufb01 nais orais e escritas.
50. Em 10 de novembro de 2005, o Estado designou como Agente o senhor Oscar Manuel Ayzanoa Vigil.
51. Em 29 novembro de 2005, a Secretaria, seguindo instruções do Presidente, solicitou à Comissão que \u201cinfor[masse] 
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DIREITO À LIBERDADE PESSOAL - CASO DO PRESÍDIO MIGUEL CASTRO CASTRO VS. PERU
se, na tramitação perante esse órgão, ha[via] recebido prova \u2018em processos contraditórios\u2019 que não tivesse feito 
chegar anteriormente ao Tribunal, em conformidade com o disposto no artigo 44.2 do Regulamento da Corte, e, 
em caso positivo, a envia[sse] o mais rapidamente possível\u201d. Nesse mesmo dia, a Secretaria enviou uma nota 
ao Estado, mediante a qual solicitou que, no escrito de contestação da demanda e nas observações sobre as 
petições, argumentos e provas, remetesse a documentação relativa às investigações internas e à norma aplicável 
ao caso solicitada pela Comissão no parágrafo 202 de sua demanda.
52. Em 16 de dezembro de 2005, a Comissão apresentou um escrito com anexos, mediante os quais enviou resposta 
à solicitação constante da nota de 29 de novembro de 2005 (par. 51 supra). A Comissão salientou, inter alia, que 
\u201cnão ha[via] deixado de enviar ao Tribunal nenhum elemento de prova que h[ouvesse] considerado relevante 
para o caso[...]\u201d. Além disso, enviou quatro documentos que contêm \u201calguma referência aos fatos [do] caso\u201d, 
deixando registro de que a Comissão \u201cconsiderou que unicamente reitera[va]m prova reunida no processo por 
meio de outras medidas\u201d.
53. Em 20 de dezembro de 2005, a interveniente comum enviou seu escrito de petições e argumentos, ao qual 
anexou prova documental e ofereceu prova testemunhal e pericial. Anexou também um escrito de 12 páginas 
e seus respectivos anexos, e salientou que era de \u201cum grupo de [supostas] vítimas representadas por outros 
representantes\u201d. Em 26 de dezembro de 2005, apresentou os anexos do escrito de petições e argumentos.
54. Em 6 de janeiro de 2006, a Secretaria, seguindo instruções do Presidente, solicitou à interveniente comum 
que apresentasse o documento \u201cLista de Vítimas\u201d no idioma espanhol, \u201ccom a maior brevidade possível\u201d. O 
documento é parte dos anexos do escrito de petições e argumentos (par. 53 supra).
55. Em 15 de janeiro de 2006, a interveniente comum apresentou um escrito e seus respectivos anexos, mediante 
os quais enviou as traduções para o espanhol de diversos documentos que haviam sido apresentados em inglês 
durante a tramitação perante a Comissão e a Corte. Em 19 de janeiro de 2006, a Secretaria informou que estava 
à espera da tradução do documento \u201cLista de Vítimas\u201d (par. 54 supra).
56. Em 12 de fevereiro de 2006, o Estado apresentou o escrito de contestação da demanda e observações sobre 
o escrito de petições e argumentos, ao qual anexou prova documental e ofereceu prova testemunhal. Em 20 
de fevereiro de 2006, o Peru enviou os anexos desse escrito. Nesse escrito, o Estado acatou e reconheceu 
parcialmente a responsabilidade internacional por determinadas violações alegadas pela Comissão (par. 129 a 
159 infra). O Peru também salientou que \u201cse reserva[va] o direito de expressar os fundamentos de direito num 
próximo escrito[, \u2026] para o que solicit[ou] um prazo razoável, a \ufb01 m de poder desenvolvê-los com a propriedade 
que um caso da importância deste merec[ia]\u201d.
57. Em 3 de março de 2006, a Secretaria, seguindo instruções do Presidente e em aplicação das disposições 
regulamentares, comunicou ao Estado que não era possível conceder-lhe novo prazo para que desenvolvesse 
os \u201cfundamentos de direito\u201d (par. 56 supra), uma vez que se tratava de ato processual não contemplado no 
Regulamento. A Secretaria também informou ao Estado de que teria a oportunidade de apresentar argumentos 
ao expor suas alegações \ufb01 nais orais na eventual audiência pública que seria convocada, bem como ao apresentar 
suas alegações \ufb01 nais escritas.
58. Em 13 de março de 2006, a Secretaria, seguindo instruções do Presidente, solicitou às partes que, o mais tardar 
em 24 de março de 2006, remetessem suas observações sobre a solicitação da Comissão constante do parágrafo 
203 de sua demanda, no sentido de que a Corte admitisse como prova testemunhal, \u201cem virtude