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Sucessoes

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legados vão para a legítima, acrescendo ao monte.
Art. 1.810, CC - Na sucessão legítima, a parte do renunciante acresce à dos outros herdeiros da mesma classe e, sendo ele o único desta, devolve-se aos da subseqüente.
2.3 – DIREITO DE DELIBERAR SOBRE A HERANÇA
Caso o herdeiro seja chamado em primeiro lugar na vocação e na inércia de tomar uma iniciativa, podem os próximos na ordem requerer que o primeiro delibere sobre a herança.
Art. 1.807, CC - O interessado em que o herdeiro declare se aceita, ou não, a herança, poderá, vinte dias após aberta a sucessão, requerer ao juiz prazo razoável, não maior de trinta dias, para, nele, se pronunciar o herdeiro, sob pena de se haver a herança por aceita.
Qualquer interessado pode provocar a deliberação, inclusive os credores do herdeiro e do de cujus.
 
NOTA – Não havendo interpelação, não haverá prazo para o herdeiro efetivar a aceitação.
2.4 – ACEITAÇÃO DA HERANÇA SOB BENEFÍCIO DE INVENTÁRIO
A fixação da responsabilidade pelo pagamento das dívidas do de cujus sempre foi de alta relevância. Assim, a idéia da separação de patrimônios foi a que permitiu ao herdeiro não responder por dívidas que não fossem suas próprias.
Segundo Itabaiana de Oliveira, benefício de inventário é um privilégio concedido pela lei ao herdeiro e que consiste em admiti-lo à herança do de cujus, sem obrigá-lo aos encargos além das forças da mesma herança.
Art. 1.792, CC - O herdeiro não responde por encargos superiores às forças da herança; incumbe-lhe, porém, a prova do excesso, salvo se houver inventário que a escuse, demonstrando o valor dos bens herdados.
2.5 – CESSÃO DE DIREITOS HEREDITÁRIOS (VENDA E ALIENAÇÃO DA HERANÇA OU DE BENS DA HERANÇA)
Uma vez aberta a sucessão, pelo princípio da saisine, o herdeiro torna-se titular dos direitos hereditários, ou seja, da universalidade de bens ou de uma fração ideal.
Como proprietário do patrimônio, pode aliená-lo como bem entender, desde que obedeça a algumas regras trazidas pelo Código Civil de 2002.
Tal como a cessão de crédito, a cessão de direitos hereditários tem evidente cunho contratual. Como a herança é considerada bem imóvel (art. 80, II, CC), o negócio jurídico requer escritura pública. Pode ser um negócio gratuito ou oneroso, se gratuito assemelha-se a doação, se oneroso a compra e venda.
Art. 1.793, CC - O direito à sucessão aberta, bem como o quinhão de que disponha o co-herdeiro, pode ser objeto de cessão por escritura pública.
§ 1o Os direitos, conferidos ao herdeiro em conseqüência de substituição ou de direito de acrescer, presumem-se não abrangidos pela cessão feita anteriormente.
§ 2o É ineficaz a cessão, pelo co-herdeiro, de seu direito hereditário sobre qualquer bem da herança considerado singularmente.
§ 3o Ineficaz é a disposição, sem prévia autorização do juiz da sucessão, por qualquer herdeiro, de bem componente do acervo hereditário, pendente a indivisibilidade.
O objeto de discussão da cessão da herança é a universalidade que foi transmitida ao herdeiro, mesmo porque não poderia o herdeiro individualizar bens dentro dessa universalidade.
O cessionário da herança adquire por ato entre vivos, tanto é verdade que a princípio a escritura de cessão de direitos hereditários não pode ser objeto de matrícula no registro imobiliário, por lhe faltar a especificidade objetiva (que bem?).
IMPORTANTE – A cessão antes do inventário é negócio aleatório e não responde o herdeiro pela evicção. Na prática, caso o cessionário não receba o bem, tudo se resolve em perdas e danos.
IMPORTANTE – A qualidade de herdeiro não se transfere por cessão.
IMPORTANTE – Só existe cessão antes da partilha.
IMPORTANTE – A cessão não pode prejudicar os credores do espólio, podendo o cedente ser acionado, ainda que o cessionário assuma a dívida, pois a figura do devedor não pode ser substituída sem a anuência do credor (AÇÃO PAULIANA).
O direito de preferência pode ser exercido pelos demais herdeiros quando da cessão de herança.
Art. 1.794, CC - O co-herdeiro não poderá ceder a sua quota hereditária a pessoa estranha à sucessão, se outro co-herdeiro a quiser, tanto por tanto.
Art. 1.795, CC - O co-herdeiro, a quem não se der conhecimento da cessão, poderá, depositado o preço, haver para si a quota cedida a estranho, se o requerer até cento e oitenta dias após a transmissão.
Parágrafo único. Sendo vários os co-herdeiros a exercer a preferência, entre eles se distribuirá o quinhão cedido, na proporção das respectivas quotas hereditárias.
Essa ciência aos demais co-herdeiros da alienação que se propõe pode ocorrer dentro ou fora do inventário.
A cessão como negócio jurídico que é, fica sujeita aos vícios de nulidade e de anulação dos negócios jurídicos em geral.
Antes da morte, qualquer cessão de herança é nula ou inexistente, por falta de objeto. Nossa Lei proíbe contratar sobre herança de pessoa viva.
Pacta Corvina – Pacto Sucessório
Art. 426, CC - Não pode ser objeto de contrato a herança de pessoa viva.
Glossário
O Glossário deve ser feito levando-se em conta o Direito das Sucessões:
Sucessão
Herança 
Legítima
Testamentária
Comoriência
Transmissão
Aceitação
Renúncia
Expressa
Tácita
Legitimação
Suceder
Deliberar
Cessão
Alienação
Hereditário
Inter-vivos
Causa-mortis
Universalidade
Ativo
Passivo
Singular
Legado
Legatário
Testamento
Sucessor
Partilha
Condômino
Inventariante
Tutela
Curatela
Personalíssimo